Ação de Certas Drogas Sobre o Duplo-Etérico
As anestesias operatórias, os antiespasmódicos, os gases voláteis, as drogas e sedativos hipnóticos, o óxido de carbono, o fumo, os barbitúricos, entorpecentes, o ácido lisérgico e certos alcalóides, como a mescalina, são substâncias que operam violentamente nos interstícios do duplo-etérico. Embora a necessidade por vezes obrigue o médium a se utilizar de algumas dessas substâncias, em momentos imprescindíveis, é sempre imprudente abusar delas sob qualquer pretexto ou motivo.
As drogas entorpecentes e os gases anestesiantes, em geral afastam o duplo-etérico pelo lado esquerdo do corpo, à altura do baço físico, sobre o qual funciona o chacra esplênico, o que provoca transes, hipersensibilizações e inconvenientes, caindo a temperatura do corpo e reduzindo-se a vitalidade orgânica. Um exemplo da ação de droga farmacológica sobre o duplo-etérico foi o uso imprudente da conhecida “talidomida” pelas mulheres em gestação, que provocou o nascimento teratológico de crianças com deficiências de má formação fetal que iam desde o lábio leporino (fendido) até mãos diretamente ligadas aos ombros, pendendo-lhes dali como folhas atrofiadas.
Indubitavelmente, essa droga exerce um impacto tóxico e deformante através do duplo-etérico em formação do feto, agindo nos genes formadores do nascituro alterando-lhes as linhas de forças que comandam o processo normal dos cromossomos e gerando criaturas deformadas. Em sua ação anestesiante ou isolativa, a talidomida se interpõe entre a contextura do duplo-etérico do nascituro e sua matriz espiritual, principalmente na região “mater” dos membros superiores.
No entanto, sob o mesmo processo, os tóxicos perniciosos como os barbitúricos, entorpecentes e anestésicos também atuam e produzem alterações de modo nocivo na estrutura vital etérea (duplo-etérico) dos médiuns, levando-os a deformações de ordem psíquica. Assim como a talidomida age na contextura do feto em crescimento no ventre materno e o deforma, certas drogas, quando usadas em excesso pelos médiuns, podem deformar-lhes os hábitos comuns e enfraquecê-los na sua defesa psíquica, deixando-os ao desamparo nas suas relações com o mundo físico e oculto.
O médium abusando de entorpecentes que atuam com demasiada freqüência no seu duplo-etérico e no seu sistema nervoso, também pode se tornar um aleijão psíquico, pois se transforma num alvo mais acessível ao assédio do mundo inferior.