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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 06 O Duplo Etérico Seção 12 de 14 Natureza do Duplo-Etérico

Natureza do Duplo-Etérico

Conforme a concepção oriental, a essência virgem que interpenetra e alenta o Universo, a Substância Virgem é chamada de éter cósmico. O éter cósmico flui através dos poros da Terra, que funciona como um condensador de éter; sob tal condição, o éter cósmico perde a sua característica de essência “virgem” ou “pura”, para se tornar uma substância impregnada das impurezas do planeta durante a sua exsudação, transformando-se em éter físico que passa a irradiar da Terra.

O éter-físico, embora seja invisível, é matéria rarefeita que possui cor, peso, temperatura e odor. Os clarividentes conseguem vê-lo na forma de ondas, vibrações ou emanações coloridas, vibrando em correspondência com as sete cores fundamentais e os matizes do arco-íris ou do espectro solar.

O duplo-etérico é constituído de éter-físico emanado do próprio planeta Terra.

O duplo-etérico é um veículo invisível à vista do homem comum, e ainda desconhecido da medicina terrena, constituindo-se em corpo etéreo, cuja contextura é um produto específico do éter físico, isto é, do éter impuro exalado através do orbe terráqueo.

Deste modo, o duplo-etérico pode funcionar com êxito no limiar do mundo astralino (o plano astral) e no mundo físico (o plano físico denso), pois, enquanto a sua composição exterior é do éter físico terráqueo, a sua base íntima e oculta é o próprio éter cósmico. O duplo-etérico, por ser o veículo responsável por todos os fenômenos do mundo invisível em manifestação na matéria, abrange as diversas categorias de “matéria etérica”, próprias da vida do orbe, como sejam a eletricidade, o odor, a luz, o calor, etc… É a contrapartida do corpo físico denso no campo etérico, a sua duplicata perfeita formada por matéria física em estado mais sutil, em seus quatro níveis de subdivisão (matérias etérica, superetérica, subatômica e atômica, respectivamente ao grau de sutilização, segundo designação da Escola Teosófica) em proporções que variam de acordo com a raça, o tipo de indivíduo e até mesmo com o seu Carma.

A contrapartida etérica de um pinheiro físico, por exemplo, contém em si todos os éteres do subplano etérico do mundo físico:

  • o éter químico assimila e excreta no metabolismo da seiva.
  • o éter vital procria e constitui, depois, as novas sementes para que a espécie se reproduza continuamente em novos arvoredos.
  • o éter luminoso dá ao vegetal a sensação de existir como um centro de sensação do “espírito-vegetal” (o correspondente espírito-grupo ou alma-grupo) no mundo etéreo-físico; e, finalmente,.
  • o éter refletor conserva o “registro memorial” de todo o processo de gestação, crescimento e desintegração vegetal, após a desagregação física da árvore.

No entanto, como esse éter-físico é tão grosseiro ou transparente conforme também o seja a própria natureza biológica do ser humano, então é óbvio que o duplo-etérico de seres extraterrestres mais adiantados é um corpo mais perfeito e delicado do que os dos terrícolas, porque são espíritos mais evoluídos. Assim, nos planetas inferiores, os seus habitantes também são portadores de um duplo-etérico mais grosseiro e opaco, de acordo com o ambiente físico mais compacto em que vivem.

Os clarividentes treinados podem verificar a grande diferença que existe entre o duplo-etérico de um troglodita e o de um iniciado ou espírito superior. No primeiro caso, o duplo-etérico é de aspecto sujo e oleoso; no segundo, é translúcido, luminoso e róseo.

A contextura do duplo-etérico varia conforme seja o tipo biológico humano, pois ele será mais sutil e delicado nos seres superiores e mais denso nas criaturas primitivas.

Durante a gestação do feto no ventre materno, processa-se uma retenção e acúmulo de éter-físico do meio em que o espírito se encarna, cujo éter então penetra elétron por elétron, átomo por átomo, molécula por molécula, na intimidade da carne em formação, modelando pouco a pouco, a figura física e etérica do homem, resultando dessa forma, no surgimento do duplo-etérico, indispensável para o perispírito agir na matéria. À medida que o espírito vai plasmando o seu corpo de carne seguindo o molde pré-existente do perispírito, o duplo-etérico também vai se formando pela exsudação do éter-físico e se consolidando como fiel intermediário das sensações físicas para o mundo oculto, e deste para a consciência física.

Embora o duplo-etérico seja um veículo ou corpo provisório constituído pelo éter-físico do meio ambiente exsudado da Terra e que figura como mediador plástico ou elemento de ligação entre o perispírito e o corpo físico, ele incorpora em si toda a carga de éter-físico que o homem absorve através do alimento, da respiração e das emanações telúricas do orbe. Por isso os médiuns deveriam ter o máximo cuidado em evitar alimentos que possam ofender o seu duplo-etérico, pois é dele que derivam os fenômenos mediúnicos de natureza mais física (fenômenos mediúnicos de efeitos físicos).

A matéria não passa de “energia condensada”, o que ficou comprovado pela própria desintegração atômica conseguida pela ciência moderna, transformando novamente a matéria em energia. Deste modo, o que parece substância sólida, absoluta, é um campo dinâmico em contínua ebulição, cuja forma é apenas uma aparência resultante desse fenômeno admirável do movimento vibratório. (base do éter físico) ÁTOMO FÍSICO ULTÉRRIMO

Não há estaticidade absoluta no Cosmo, uma vez que, no seio da própria matéria sólida, há vida dinâmica, incessante, condicionada a atingir freqüências cada vez mais altas e perfeitas.

É assim que, na intimidade do corpo físico, o perfeito equilíbrio gravitacional das órbitas micro-eletrônicas, governadas pelas forças de atração e repulsão, é que lhe dá a aparência ilusória de matéria compacta. O corpo humano é apenas um aspecto ilusório de “matéria”, na qual predomina um número inconcebível de espaços vazios, denominados “interatômicos”, prevalecendo sobre uma quantidade microscópica de massa realmente absoluta, que, se totalmente comprimida, resultaria num punhado de pó compacto, que caberia numa caixa de fósforos!

Em conseqüência, o organismo humano, na realidade, constitui um portentoso acumulador ou rede de energia, que a precariedade dos sentidos humanos distingue sob forma aparente de um corpo de carne, ou de “matéria”. Porém, a sua individualidade intrínseca e preexistente é o espírito eterno, cujo “habitat” adequado é o plano espiritual, onde ele utiliza os seus atributos de pensar e agir, sem precisar de um corpo físico. Quando o homem se alimenta, ele apenas ingere massa ilusória, repleta de espaços vazios ou interatômicos, nos quais a energia cósmica prevalece sustentando a figura do ser.

Embora a alimentação comum do homem se componha de substância material, ela se destina essencialmente a nutrir os espaços vazios do “campo magnético” do homem. O corpo físico funciona como um desintegrador atômico, que extrai todo o energismo existente nas substâncias que ele absorve em sua nutrição. Na verdade, tudo se resume em “revitalização magnética”, isto é, aquisição de energia e não propriamente de substância. Os alimentos, o ar, a energia solar e demais fluidos ocultos do orbe terráqueo estão saturados de princípios similares aos da eletricidade, os quais, na realidade, é que asseguram a estabilidade da forma humana em sua aparência física.

Embora seja um intermediário entre os centros sensoriais da consciência perispiritual e os centros da consciência cerebral física, o duplo-etérico é resultante da emanação radioativa do próprio corpo físico da Terra (“éter-físico”).

O planeta Terra, evidentemente, também possui o seu duplo-etérico, o qual é composto da soma do éter- físico de todos os corpos etéricos de seres existentes à sua superfície. Considerando-se que o duplo-etérico da Terra a interpenetra por todos os poros e interstícios físicos, transbordando numa aura gigantesca radioativa que se irradia a alguns quilômetros do seu contorno esférico, o certo é que também não coincidem no orbe a sua linha vertical magnética com a linha geográfica do pólo Norte ao pólo Sul, fenômeno ainda inexplicável pela ciência (a diferença entre os pólos geográficos e os pólos magnéticos da Terra).

Verifica-se assim, que também existe uma diferença entre a linha perpendicular dos pólos geográficos com a perpendicular dos pólos magnéticos, o que pode ser facilmente comprovado pelo desvio da agulha magnética da bússola, sempre a apontar o pólo Norte magnético mais à esquerda do pólo Norte geográfico, fato comum e explicável para os iniciados, mas no terreno das conjecturas para os cientistas terrenos.

O desvio do duplo-etérico da Terra é também uma hiper-sensibilização natural do orbe em seu progresso para desideratos superiores e que só traz benefícios à sua humanidade.

Diagrama em espiral do átomo físico ultérrimo, base do éter físico.
O átomo físico ultérrimo, base do éter físico — a matéria como “energia condensada” em movimento vibratório.