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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 06 O Duplo Etérico Seção 5 de 14 O Duplo-Etérico em Face da Mediunidade de Prova

O Duplo-Etérico em Face da Mediunidade de Prova

Os médiuns “de prova”, isto é, aqueles que se encarnam na Terra com a obrigação principal de cumprirem o serviço mediúnico, especialmente os médiuns de fenômenos físicos que elaboram e consomem ectoplasma, já nascem com certo desvio na linha magnética vertical dos pólos positivo e negativo do seu perispírito devido a uma intervenção deliberada que os técnicos siderais processam nele antes de se encarnarem.

Os médiuns de prova, principalmente os de fenômenos físicos, apresentam desviada para a esquerda de seu corpo, em diagonal, a linha magnética perpendicular, que desce do alto da cabeça, passa pelo umbigo e cruza entre os seus pés, atravessando assim a zona do baço.

O perispírito, com esse desvio magnético inclinado alguns graus à sua esquerda, cuja linha, que deveria cruzar-lhe os supercílios, atravessa-lhe o olho esquerdo, fincando-lhe entre os pés, termina por também modelar no útero feminino, durante a gestação do corpo físico, um duplo-etérico com esse mesmo desvio à esquerda. Portanto durante o nascimento e o crescimento do homem com a prova de mediunidade, também se modela o seu duplo-etérico obedecendo à mesma inclinação da linha magnética do perispírito, que fica assim algo deslocado à altura do baço físico e do chacra esplênico, facilitando-lhe o transe mediúnico do modo mais freqüente.

Dessa forma, em obediência às linhas de forças que lhe determinam o desvio à esquerda de seu corpo físico, o duplo-etérico se transforma em janela viva constantemente aberta para o mundo oculto, pondo o homem em contato mais íntimo com os fenômenos extraterrenos, o que lhe confere a condição de um médium, ou seja, aquele indivíduo que pressente e ausculta a vida invisível mediante fenômenos incomuns. (“médium de prova”). No entanto, a dupla inclinação do perispírito e do duplo-etérico, que faculta a mediunidade de efeitos físicos, a psicografia mecânica ou a incorporação completa, nada tem a haver com as faculdades espirituais inatas no homem superior, como o poder da Intuição Pura ou a Clarividência Espiritual, cujas qualidades sublimes dependem fundamentalmente da formação moral e do grau sidéreo da alma (“médium natural”), em vez de uma simples intervenção técnica extemporânea.

Os médiuns, em geral, são mais sensíveis que o homem comum, pois se mostram nervosos e doentios, facilmente afetados pelos fenômenos materiais do meio onde vivem, e pelas reações morais, emotivas e mentais dos demais seres que os cercam no mundo. Eles vivem superexcitados pelas preocupações mais comuns, enquanto as coisas mais simples se avolumam e os afligem, devido a sua mente hipersensível e ao contato mais freqüente do seu duplo- etérico com o mundo oculto.

O desvio parcial do duplo-etérico e do perispírito, que é bem mais acentuado nos médiuns de efeitos físicos do que nos outros medianeiros, é responsável por mantê-los em sintonia freqüente com a humanidade desencarnada e por fazê-los sofrer a influência dos sentimentos e das emoções boas ou más, projetadas do plano astral pelos espíritos desencarnados. Essa porta etérica aberta para o Além, devido ao desvio da linha perispiritual magnética, torna o médium de prova um ser hipersensível em contato mais demorado com os fenômenos do mundo oculto, mas lhe é também, uma faca de dois gumes, pois poderá arriscá-lo ao fracasso espiritual na vida física por imprudência, caso falseie em seus costumes, se devote às paixões violentas e cultive vícios degradantes.

Portanto, os médiuns de prova necessitam de constante vigilância de seus atos no mundo físico, pois as entidades malfeitoras do Invisível os espreitam a todo o momento através desta porta psíquica vulnerável. Raros médiuns de fenômenos físicos puderam atingir o final de sua existência terrena de modo lisonjeiro, pois, em geral, os maquiavélicos das sombras conseguiram perturbar-lhes o mandato sideral, explorando- lhes o orgulho, a vaidade, a cupidez, despertando-lhes interesses mercenários na especulação censurável de sua mediunidade.

Infelizmente os médiuns de prova são criaturas que vivem a atual existência humana onerados por grandes responsabilidades ou delitos do passado e por isso, em face de qualquer descuido ou invigilância espiritual, eles se tornam vulneráveis às investidas perniciosas do mundo invisível, pois os de efeitos físicos, com raras exceções e devido à expulsão violenta do seu duplo-etérico, entram em transe à semelhança de ataques epilépticos ou dos viciados em entorpecentes.

O médium deve observar uma vigilância constante nas suas emoções, pensamentos e atos, e fugir das paixões e dos vícios lesivos, caso deseje resistir à vontade subvertida, as desmedidas ambições e aos projetos sinistros de espíritos malévolos e mistificadores.

Quando o médium de prova faz uso indiscriminado de anestésicos, entorpecentes, fumo, álcool e carne, essas substâncias tóxicas expulsam com violência do duplo-etérico do corpo físico; se ele se entrega desbragadamente às paixões violentas, aos vícios e aos prazeres condenáveis, então se isola imprudentemente dos próprios guias responsáveis pela sua segurança mediúnica no mundo terreno.

Somente as criaturas de elevada estrutura espiritual, durante a sua existência heróica, mostram-se médiuns poderosos, e se colocam em freqüente contato com as entidades desencarnadas, sem correrem o risco de serem vítimas do poderio e da fascinação das Trevas. Os médiuns regrados, serviçais e magnânimos, alcançam o seu transe mediúnico sob a assistência dos espíritos técnicos benfeitores que os protegem a partir do mundo oculto e os livram das interferências nocivas e conseqüências espirituais.

Sob esse controle espiritual amigo, o médium afasta ou retoma o seu duplo-etérico sem o desperdício inútil de energias, uma vez que fica amparado contra a investida do astral inferior, protegendo-se, dessa forma, contra a infiltração de microorganismos perigosos à sua contextura etéreo-física (seu duplo-etérico) e de uma desvitalização que lhe abale a saúde física.

Duas figuras: numa a linha magnética vertical reta (A-B); na outra, desviada à esquerda (1-2), com o duplo-etérico deslocado.
A linha magnética do perispírito: reta (A-B) no homem comum; desviada à esquerda (1-2) no médium de prova, atravessando a zona do baço.