O Duplo-Etérico e a Desencarnação
O duplo-etérico é um veículo intermediário entre o corpo físico e o perispírito que se dissolve no túmulo depois da morte física do homem, por ser constituído de éter-físico, isto é, de uma substância emanada da própria crosta terrestre; por isso ele exerce a sua ação exatamente no limiar do mundo material e do mundo espiritual, ou seja, onde termina o primeiro e começa o segundo. Durante a desencarnação, ele funciona como um “amortecedor” ou espécie de “colchão” etérico, uma vez que ao afastar-se do corpo físico cadaverizado, também suaviza a passagem do perispírito para o Além.
Nesse caso, o duplo-etérico desliga-se do perispírito como se fizesse a sua devolução suave e gradativa ao verdadeiro “habitat”, sem provocar comoção ou choque pelo abandono ou rompimento brusco da vida física. Em vez de o perispírito promover um salto brusco e arrancar-se violentamente do corpo físico para ingressar-se no mundo espiritual, ele, por assim dizer, “escorrega-se” de leve através do duplo-etérico, possibilitando-lhe uma libertação mais suave.
Enquanto o corpo do falecido repousa no seu ataúde, e antes de ser sepultado, os espíritos técnicos ainda podem servir-se do duplo-etérico e intercambiar energias de amparo energético para o perispírito do desencarnado; em concomitância, também eliminam para o cadáver os resíduos psicofísicos que ainda existem ligados ao perispírito. Porém, no caso de morte por acidente, suicídio ou síncope cardíaca, tudo se processa de modo diferente devido à expulsão violenta do duplo-etérico e do perispírito pelo rompimento brusco dos cordões fluídicos, que se desligam instantaneamente pela desintegração dos movimentos vorticosos (rotativos) dos chacras, ou centros de forças etéricas.
Quando isso acontece, o duplo-etérico e o perispírito, em vez de se desligarem lenta e suavemente do corpo, sem choques inesperados, são projetados com violência no ambiente astral que lhes corresponde. O duplo-etérico, na hora da morte, às vezes se projeta até junto dos parentes distantes ou amigos do agonizante, e faz-se sentir pela repercussão vibratória de batidas ou ruídos, que se assemelham a areia lançada no telhado da casa, ou lixa esfregada no assoalho.