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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 06 O Duplo Etérico Seção 3 de 14 O Duplo Etérico do Homem

O Duplo Etérico do Homem

O duplo-etérico, por vezes designado “corpo etérico”, é um veículo intermediário, espécie de mediador plástico ou elemento de ligação, entre o corpo físico do homem e o seu perispírito (complexo formado pelo corpo astral e pelo corpo mental concreto). É um veículo já conhecido e estudado desde há muitos séculos pelos velhos ocultistas e iniciados hindus, egípcios, caldeus, assírios, essênios e chineses. O duplo-etérico, à semelhança de um fio elétrico, cumpre a função de mensageiro submisso, que transmite ao corpo o que o espírito sente no seu mundo oculto, ou seja, as emoções que a alma plasma na sua mente espiritual imponderável.

O duplo-etérico, portanto reage e transmite ao corpo físico todas as sensações que primeiramente atuam por via etérea.

O duplo-etérico recebe os impulsos do perispírito e os transfere para o corpo de carne, agindo também em sentido inverso.

O duplo-etérico, no entanto é a reprodução exata do corpo físico do homem e se distancia ligeiramente da epiderme, formando uma cópia vital e de contornos iguais. Apesar do duplo-etérico ser um corpo invisível para os olhos carnais, ele se apresenta aos videntes e à visão espiritual dos desencarnados como uma capa densa, algo física.

Os clarividentes treinados vêem o duplo-etérico como um veículo vaporoso, que cobre o corpo em todos os sentidos e interpenetra-lhe os poros físicos e perispirituais. A sua configuração é transparente e a sua emanação etéreo-física ultrapassa o corpo do homem em cerca de 6mm em todas as direções. Para os clarividentes, e também para os desencarnados, o duplo-etérico se apresenta colorido, com tonalidades que dependem do estado de saúde do homem e de sua maior ou menor capacidade de absorver energia vital (ou Prâna), havendo predominância de tom róseo esbranquiçado, fracamente luminoso, impregnado ainda por tons azulíneos e emitindo algumas fulgurações violáceas.

Há casos em que a sua cor pende para os matizes do alumínio transparente ou do vidro fosco.

O duplo-etérico, de aparência violeta-pálido ou cinza-azulado, em condições normais, se estende cerca de seis milímetros além da superfície do corpo físico denso correspondente, e atua como um intermediário entre o corpo físico e o corpo astral, não sendo, portanto, um veículo separado de consciência.

O duplo-etérico possui em sua periferia um sistema de chacras, ou centros de forças etéricas, e sua principal função é transmitir para a tela do cérebro do homem todas as vibrações das emoções e impulsos que o perispírito recebe do Espírito ou Alma Imortal.

Além disso, ele também absorve Prâna ou a vitalidade do mundo oculto, emanada do Sol, conjugando-a com as forças exaladas do meio físico, e em seguida as distribui pelo sistema nervoso e por todas as partes do organismo do homem. O Prâna (ou vitalidade) é a energia integradora que vitaliza e interpenetra todas as moléculas e todas as células, as mantêm unidas nos organismos definidos e possibilita a sua atuação como um conjunto com um fim determinado. É esse alento de vida do Logos que possibilita a criação das formas mais variadas, pois sem Prâna atuando na intimidade dos organismos, não haveria organização celular, apenas meras moléculas independentes.

Absolutamente necessário para a vida do corpo físico denso, o duplo-etérico tem por função absorver e redistribuir para o corpo físico a energia vital (o Prâna), uma das sete forças emanadas pelo Sol, ou seja, das energias emitidas do Logos Solar.

Figura humana com o duplo-etérico envolvendo o corpo (A) e a aura da saúde ao redor (B).
O duplo-etérico do homem: (A) envolve o corpo como um cartucho de gás vaporoso; (B) a aura da saúde que se expande do próprio duplo-etérico.
Figura sentada mostrando as regiões dos cinco pranas: Udana, Prana, Samana, Apana e Vyana.
Os pranas no corpo: Udana (cabeça e garganta), Prana (tórax), Samana (estômago), Apana (intestino) e Vyana (todo o corpo).