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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 06 O Duplo Etérico Seção 2 de 14 Veículos de Expressão das Criaturas nos Planos da Criação

Veículos de Expressão das Criaturas nos Planos da Criação

É evidente que se o Espírito é sem forma e se assemelha a um clarão, centelha ou chama imortal, sendo o núcleo real da vida do homem, ele precisa de corpos ou elos intermediários que lhe facultem descer vibratoriamente até poder se manifestar num mundo material como a Terra, mediante um corpo carnal. Esses corpos mediadores plásticos, que estabelecem a integração do mundo espiritual com a matéria, são constituídos com a essência ou substância dos planos intermediários em que o espírito tem de ingressar.

Não existem distâncias “métricas” ou lineares entre o reino do Espírito eterno e o mundo material, pois essa pretensa separação é apenas uma diferença de estados vibratórios de cada plano entre si. É óbvio que o Espírito, em face de sua natureza superior e vibração sutilíssima, para poder “encarnar-se” na matéria, precisa servir-se de veículos intermediários. Assim como o raio do Sol não pode mover um vaso de barro, o Espírito, pela sua natureza imaterial, também não é capaz de movimentar diretamente um corpo físico.

Entre o Espírito e o corpo carnal existe um “espaço” ou “distância vibratória” que precisa ser preenchido pelos corpos sutis, veículos ou elos intermediários, confeccionados da mesma substância que forma cada plano intermediário.

O homem, na verdade, é centelha imortal; é consciência e memória já acumuladas no tempo e no espaço, que age através de vários veículos ocultos no mundo invisível a vibrar nos seus planos correspondentes, para só depois situar-se na cápsula de carne, que é o corpo físico.

Em conseqüência, o homem é composto da essência da vida cósmica e também se liga a todas as manifestações de vida no Universo. O corpo físico pode ser comparado a uma espécie de ímã que atrai em torno de si, no espaço por ele ocupado, as partículas constitutivas dos corpos mais sutis. O homem, dependendo do estágio evolutivo, dispõe de até sete corpos ou veículos autônomos de consciência para sua expressão nos diferentes planos de manifestação da criação divina, porém, essa constituição setenária é quase desconhecida no ocidente, onde essa realidade costuma ser reduzida e simplificada conforme a escola de iniciação ou organização religiosa em questão (ver quadro comparativo adiante, na próxima página).

Comparando-se a classificação setenária às divisões gregas, espírita e à tradicional cristã, verifica-se que a divisão em dois ou três corpos é apenas simplificação de uma divisão mais detalhada, pois todas as classificações procuram expressar didaticamente a mesma realidade, embora a divisão setenária defina melhor o “Eu Real” e seus veículos através de cada plano de expressão da Criação Divina. Nela, qualquer que seja a classificação correspondente, o corpo físico denso, veículo de expressão da consciência humana encarnada no plano material, é constituído de matéria química (nos estados de agregação sólido, líquido e gasoso), seguido nos demais planos por outros corpos nele interpenetrados, ditos corpos sutis, ou seja, seus veículos de expressão nos planos hiperfísicos.

Figura humana envolta por uma aura irradiante, com os corpos físico, etérico, astral, mental e espiritual indicados.
Os sete corpos do homem — físico, etérico, astral, mental e espiritual — envoltos pela aura irradiante.
Diagrama dos sete planos cósmicos (Mahaparanirvânico a Físico) com a tríplice manifestação e os subplanos de cada plano.
Os sete planos cósmicos e seus subplanos, do Mahaparanirvânico ao Físico.
Diagrama de arcos concêntricos: do Físico, na base, ao Nirvânico, com faixas de sentimentos e pensamentos do pessoal ao universal.
Os planos de manifestação como faixas concêntricas, do Físico ao Nirvânico — dos sentimentos e pensamentos pessoais aos universais.