Sensibilidade do Duplo-Etérico
Tratando-se de um veículo etérico de acentuada sensibilidade suprafísica, simultaneamente interpenetrado pelo perispírito e pelo organismo carnal, o duplo-etérico tanto sofre como acusa acidentes, traumatismos, choques, lesões e agressões, que sucedem em ambos os corpos de que é fiel intermediário.
O duplo-etérico acusa de imediato, hostilidade ao corpo-físico e ao perispírito, através dos centros sensoriais correspondentes, na consciência perispiritual e na física.
Algumas criaturas, havendo sofrido mutilação de um ou de outro membro do seu corpo, queixam-se de dores nesses órgãos físicos que já lhes foram amputados. Essa sensibilidade ocorre porque a operação cirúrgica não foi exercida sobre o duplo-etérico, que é inacessível às ferramentas do mundo material. É, pois, muito comum nos hospitais cirúrgicos, os operados que sofreram mutilações das pernas ou dos braços, ainda conservarem, por algum tempo, uma sensibilidade reflexa, que é transmitida à sua consciência física pelos correspondentes membros etéricos, que subsistem após a operação feita no corpo carnal.
Os clarividentes desenvolvidos, frente a um amputado dos pés ou das mãos, conseguem ver os moldes invisíveis de tais órgãos. O perispírito, por sua vez, como um equipamento de atuação nos planos sutilíssimos do Espírito Imortal, ao manifestar o seu pensamento pelo seu corpo mental e os seus desejos ou sentimentos pelo corpo astral em direção à consciência física, também obriga o duplo-etérico a sofrer-lhe os impulsos bons e maus, tal qual os espíritos desencarnados quando lhe atuam do mundo oculto, inclusive acusando aos sentidos físicos os ataques dos espíritos malfeitores.
O duplo-etérico é um corpo energético provisório que, além de constituir campo de efervescência da própria vida microbiana sutil, é veículo sensível a diversos elementos do meio material. São fatores que afetam o duplo-etérico:
- frio, calor.
- eletricidade, magnetismo.
- perfumes, fumo, gases voláteis.
- condimentos.
- sedativos, antiespasmódicos, substâncias hipnóticas, anestésicos, entorpecentes (barbitúricos, certos alcalóides como mescalina e ácido lisérgico ou LSD, diversas drogas psicotrópicas, excitantes ou depressivas do sistema nervoso).
- ácidos, óxido de carbono.
- toque humano (em certos momentos de maior concentração).
Os médiuns são também indivíduos mais vulneráveis aos efeitos tóxicos secundários das medicações sedativas, das drogas hipnóticas, anestesias operatórias ou entorpecentes, porque as substâncias alopáticas, tóxicas, agressivas e entorpecentes, deixam resíduos cruciantes no éter-físico que flui pelo seu sistema nervoso, assim como pressionam o seu perispírito e o seu duplo-etérico, aumentando a “frincha” ou “janela viva” que se entreabre para o mundo espiritual (ou seja, o desvio magnético).