Duplo-Etérico e Hipnose
Durante as sessões de hipnose, o corpo físico do hipnotizado pode sofrer e revelar efeitos cruciantes de diversas emoções, assumindo as mais variadas reações, pois, sob a sugestão do hipnotizador, ele pode baixar a temperatura, acelerar batimentos cardíacos, enrijecer a musculatura, elevar ou baixar a pressão arterial, acusar dores inexistentes, e até mesmo aliviar-se de sofrimentos indesejáveis. O hipnotizador atua pela sugestão na mente do hipnotizado e o induz ao estado de transe hipnótico, disso resultando o afastamento parcial do duplo-etérico, que fica “à deriva”, permitindo assim a imersão no subconsciente de modo a impor-lhe a exteriorização da sensibilidade correspondente a cada uma das emoções ou sentimentos que o hipnotizador fixar.
Com isso o hipnotizado abre uma “fresta” no plano espiritual que o permite até mesmo manifestar e dar vivência aos estágios de sua infância e juventude, ou mesmo de alguns acontecimentos e fatos de suas vidas pretéritas. Sendo o duplo-etérico constituído do próprio éter físico do mundo terrestre, na forma de uma emanação radioativa, quando ele se distancia do perispírito e do corpo carnal, torna-se um veículo “catalisador” que acelera as vibrações em torno do hipnotizado e, por isso, favorece o despertamento do seu subconsciente e a imersão ou exteriorização dos acontecimentos arquivados nas camadas mais profundas do ser.
Durante o seu afastamento do corpo físico, o duplo-etérico eleva sua freqüência vibratória porque ele também se liberta da função passiva de obedecer ao comando do perispírito.
Desse modo, o hipnotizado corresponde e obedece às intimações do hipnotizador, integrando-se ou vivendo os estados psicológicos que lhe são sugeridos. Porém, somente os pacientes muito sensíveis, que ingressam facilmente em sono profundo, conseguem trazer à superfície da sua mente o acervo de suas vidas passadas.
A hipnose possibilita experiência para comprovação da possibilidade do duplo-etérico transferir para o corpo físico do médium as ofensas que lhe forem feitas à distância, com isso provar como é profunda a sensibilidade do duplo-etérico em sua íntima conexão com o perispírito e o corpo carnal. Se o hipnotizador recortar um boneco de papelão ou de cera, configurando-lhe a cabeça, os braços, o tronco, o abdômen e as pernas, e, em seguida colocando-o nas mãos do hipnotizado, ordenar-lhe a transferência do seu magnetismo e sensibilidade nervosa para o mesmo, assegurando ao hipnotizado que ele irá sentir fisicamente, durante o transe, todas as picadas, beliscões ou ofensas que forem feitas no boneco ligado a sua pessoa, e depois ferir o boneco em qualquer lugar, logo o hipnotizado também acusará a dor em seu corpo, no local correspondente.
No entanto, raros hipnotizadores sabem que durante a hipnose o duplo-etérico se afasta do corpo físico pela esquerda, ficando mais sensível ao contato material, e se torna tão mais hipersensível quanto mais profundo for o sono hipnótico. Em tal caso, o duplo-etérico do hipnotizado se torna um prolongamento vital sensibilíssimo entre o perispírito, o boneco e o corpo físico, podendo registrar qualquer ação que o hipnotizador exerça sobre ele, mesmo à distância.
Essa possibilidade de se transferir a sensibilidade do duplo-etérico do homem para o boneco provocando- lhe ofensas à distância, explica em parte as práticas de “feitiço”, pois a experiência com o boneco, bastante convincente, serve para comprovar a veracidade da antiga magia, cujas práticas ignóbeis são exercidas através de fragmentos de cabelos, peças de roupas e fotografias, entre outros objetos de suas vítimas. Porém, se as pessoas a quem o feitiço é dirigido cultivam sentimentos nobres, estas estão resguardadas de serem vítimas desses fluídos magnéticos de mau caráter, visto não haver afinidade para estabelecer o circuito.
Se as práticas tenebrosas de feitiço maligno ainda infestam a Terra, isso é culpa exclusiva da humanidade terrena, que ainda vive indiferente à sua evangelização, a despeito dos esforços empreendidos pelos espíritos benfeitores na limpeza fluídica purificadora das residências de seus pupilos.