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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 06 O Duplo Etérico Seção 11 de 14 O Automatismo Instintivo do Duplo-Etérico

O Automatismo Instintivo do Duplo-Etérico

O duplo-etérico não é um veículo consciente, pois é incapaz de atuar por si ou de modo inteligente, mesmo quando desligado do homem. Embora realize certos ajustes e tome providências defensivas, isto sucede devido ao automatismo instintivo e biológico do próprio organismo carnal, pois este último, quando se move independentemente do comando direto do espírito imortal, revela um sentido fisiológico inteligente e disciplinado; por exemplo, nutrindo e reparando as células gastas ou enfermas, substituindo-as por outras, sadias do modo a se recuperar de todas as perdas materiais.

Apesar do duplo-etérico ser desprovido de inteligência e não apresentar sensibilidade consciente, não é apenas um intermediário passivo entre o perispírito e o organismo carnal, porquanto reage de forma instintiva às emoções e aos pensamentos daninhos que perturbam o perispírito e depois causam efeitos enfermiços no corpo carnal. Mesmo sendo um corpo desprovido do atributo mental do raciocínio, o duplo-etérico é movido por um seguro automatismo de instinto, ou sensibilidade diretora própria do éter físico que é exalado da Terra, e que lhe possibilita, até certo ponto, deter a carga deletéria dos aturdimentos mentais que baixam do perispírito para o corpo físico; do contrário, bastaria o primeiro impacto de cólera para desintegrar o organismo carnal e romper sua ligação com o perispírito, resultando na desencarnação.

Considerando que os pensamentos desatinados provocam emoções indisciplinadas, gerando ondas, raios ou dardos violentos, que depois se lançam da mente incontrolada sobre o cérebro físico através do duplo- etérico, é claro que o sistema nervoso do homem se destrambelha sob esse mar revolto de vibrações antagônicas. Em seguida, perturba-se a função delicada do sistema endócrino, do linfático e do sangüíneo, podendo ocorrer conseqüências físicas na forma de patologias, como o surgimento de eczemas, de apoplexia decorrente do derrame de sangue vertido em excesso pela cólera, de síncope cardíaca pelo frenamento súbito da corrente sangüínea alterada pelos impactos do ódio, ou da repressão violenta da vesícula devido a uma explosão de ciúme.

Todas as emoções afetam o duplo-etérico na sua tarefa de medianeiro entre o perispírito e o corpo físico; porém, quando submetido a impactos agressivos do perispírito perturbado, o duplo-etérico baixa seu tom vibratório, impedindo que os raios emocionais que descem da consciência perispiritual afetem o corpo carnal, promovendo assim uma espécie de “fuga vibratória”.

Nos momentos de perturbações muito agudas, o duplo-etérico mobiliza recursos para sua autoproteção contra a excessiva turbulência projetada no perispírito pelo Espírito Imortal.

Assim, ele se adensa ou se encorpa, e este fenômeno aumenta-lhe a sua carga de éter-físico, fazendo com que se imunize contra a freqüência vibratória violenta do perispírito. O duplo-etérico contrai-se, isolando-se dessa forma do perispírito. Porém, ante os impactos súbitos e violentos do perispírito, o chacra cardíaco é o centro de forças etéricas que mais sofre os efeitos de tal descarga, pois é ele o responsável pelo equilíbrio vital e fisiológico do coração.

Quando o duplo-etérico não consegue reagir com seus recursos instintivos de modo a proteger o corpo físico contra uma “explosão” emocional do perispírito, o duplo-etérico recebe um impulso de afastamento compulsório e, neste caso, cai instantaneamente a vitalidade orgânica do homem, o qual desmaia, correndo o risco de um enfarte cardíaco de conseqüências fatais. No entanto, o duplo-etérico, pelo seu instinto de defesa, mobiliza todos os recursos no sentido de evitar que os centros de forças etéricas se desintegrem por completo.

Porém, se devido à reação defensiva do duplo-etérico, a descarga violenta do perispírito não consegue atingir o corpo físico, então essa carga de toxinas emocionais sofre um choque de retorno, tornando a fixar-se no perispírito, e nele fica “instalada” até que seja expurgada na atual encarnação ou noutra futura reencarnação, pois a única válvula de escape por onde esses venenos psíquicos podem ser expelidos é o corpo físico, que, para propiciar essa “limpeza”, sofre o traumatismo das moléstias específicas inerentes às causas que lhes dão origem.

Aliás, o ambiente do mundo atual, impulsionado por constantes agitações sociais, fruto do desajuste moral de seus habitantes, é uma fonte crescente de distúrbios psíquicos, degenerando em número cada vez maior de indivíduos neuróticos, esquizofrênicos, e de desesperados que resultam em suicídios, tudo isso como conseqüência da intensa explosão de emoções alucinantes que destrambelham o sistema nervoso. Isso resulta no cotidiano aumento do índice de vítimas de síncopes e enfartos do miocárdio, pois o chacra cardíaco do duplo-etérico se torna impotente para resistir ao bombardeio incessante das emoções tóxicas e agudas vertidas pela alma e alojadas no perispírito até que o “dreno” do duplo-etérico as transfira ao corpo físico.

Essas descargas tóxicas, provenientes do perispírito, acabam por produzir no corpo físico eczemas, urticárias, neuroses, má circulação, distúrbios coronários, congestões renais e hepáticas, hemorróidas, entre outras disfunções nos órgãos delicados. Se a carga deletéria acumulada em vidas anteriores for aumentada com desatinos da existência atual, então essa saturação degenera em afecções mórbidas mais rudes e cruciantes, como a lepra, o pênfigo (fogo-selvagem), a leucemia, a tuberculose, o câncer e outras enfermidades insuperáveis.

O duplo-etérico contrai a sua densidade no sentido de evitar o fluxo dessas toxinas mortíferas oriundas do perispírito, impedindo dessa forma, que um impacto psíquico de ódio, cólera, ou ciúme fique possibilitado de fluir livremente e atingir o sistema fisiológico do corpo físico.

Três figuras humanas mostrando o éter-físico: armadura de placa, depleção da energia e vazamento da energia.
Estados do éter-físico: armadura de placa, depleção da energia e vazamento da energia.