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Fraternidade Ramatís
Apostila 15 Sono, Sonhos e Recordações do Passado Seção 2 de 15 A Natureza dos Sonhos

A Natureza dos Sonhos

Durante o sono natural do corpo físico, este repousa em todas as suas funções orgânicas, enquanto o coração continua a pulsar normalmente. Mas no sono natural nem sempre o espírito se afasta do seu corpo carnal; este pode ali ficar juntamente com o duplo-etérico e o perispírito, emergindo-lhe da mente sensibilizada os fatos do dia.

Algumas vezes, durante essa liberdade parcial do espírito, a associação de idéias cotidianas auxilia a evocar cenários, acontecimentos e pessoas que lhe produziram maior impressão nas vidas passadas. O homem então acorda tendo sonhado que fora um fidalgo, um sacerdote ou príncipe; doutra feita vê-se como um mendigo, um malfeitor ou líder dos povos.

No entanto, como ele sempre colhe os efeitos das causas pregressas, ignora que, em vez de sonho, pode ser a realidade do que já viveu em condições melhores ou piores, em existências pretéritas.

Nem todos os sonhos são produto exclusivo da saída noturna da criatura em corpo astral, quando entra em contato mais direto com os espíritos desencarnados e o mundo invisível do Além-túmulo.

Existem certos fatores que distinguem bastante os estados psíquicos manifestados durante o repouso noturno, sem que por isso o espírito se afaste do corpo físico:

  • Pesadelos decorrentes de indisposições do corpo físico: algumas vezes o indivíduo tem pesadelos provocados pela má digestão, ou devidos à posição espasmódica do corpo físico, mal acomodado no leito.

  • Emersões da memória etérica: podem ocorrer emersões da memória etérica e o espírito rever cenas de suas encarnações anteriores, confundindo-as com a fenomenologia comum dos sonhos.

  • Recordações confusas dos acontecimentos do dia: podem ocorrer associações dos principais acontecimentos verificados durante o dia e que, à noite, surgem então na mente, na forma de quadros mórbidos ou exóticos, compondo cenas extravagantes com objetos, animais ou outras coisas terrenas, que são levadas à conta de sonhos confusos. É o caso, por exemplo, de alguns estudantes ou intelectuais que, após exercícios mentais muito vigorosos, passam a noite inteira a remoer impressões fatigantes, como se vivessem os mesmos acontecimentos cotidianos.

  • Desdobramento noturno do perispírito: finalmente, é muito comum o fato de o espírito abandonar o seu corpo físico durante o repouso noturno, a fim de participar de atividades espirituais de conformidade com seu grau evolutivo; alguns se põem facilmente em contato com seus parentes, amigos ou preceptores, de cujas conversas, apelos ou admoestações se recordam pela manhã na forma de sonhos mais nítidos.