Riscos Decorrentes da Inatividade Mediúnica
O médium de prova é um espírito que, antes de descer à carne, recebe um “impulso” de aceleração perispiritual mais violento do que o metabolismo do homem comum, a fim de se tornar um intermediário entre os “vivos” e os “mortos”. Assim, é criatura cuja hipersensibilidade, oriunda da dinâmica acelerada do seu perispírito, o faz sentir, com antecedência, os acontecimentos que os demais homens recepcionam de modo natural.
Esse é o motivo porque o desenvolvimento mediúnico disciplinado e o serviço caritativo ao próximo proporcionam certo alívio psíquico ao médium e o harmonizam com o meio onde habita.
Tal qual um acumulador vivo, ele se sobrecarrega de energias do mundo oculto e depois necessita descarregá-las num labor metódico e ativo, que o ajuda a manter sua estabilidade psicofísica. A descarga dessa energia excessiva, acumulada pela estagnação do trabalho mediúnico, não só melhora a receptividade psíquica, como ainda eleva a graduação vibratória do ser.
O fluido magnético acumulado pela inatividade no serviço mediúnico transforma-se em tóxico pesado na vestimenta perispiritual e causa desarmonia no metabolismo neuro-orgânico.
O sistema nervoso, como principal agente ou elo de conexão da fenomenologia mediúnica para o mundo físico, superexcita-se pela contínua interferência do perispírito, hipersensibilizado pelos técnicos do Espaço, e deixa o médium tenso e aguçado na recepção dos mínimos fenômenos da vida oculta. Deste modo, o trabalho ou intercâmbio mediúnico significa para o médium o recurso valioso que o ajuda a manter sua harmonia psicofísica.