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Fraternidade Ramatís
Apostila 12 Responsabilidade e Riscos da Mediunidade Seção 5 de 13 Consumo Energético e o Excesso de Trabalho Mediúnico

Consumo Energético e o Excesso de Trabalho Mediúnico

O excesso de trabalho mediúnico, na forma de um labor prolongado, pode resultar em fadiga, que varia de indivíduo para indivíduo, conforme a maior ou menor capacidade física de sua resistência.

O médium, mesmo nos seus momentos de pura inspiração, consome certa quantidade de energias neurocerebrais, porque a mais sutil mensagem inspirada pelos espíritos exige uma série de operações intermediárias algo fatigantes, a fim de atingir a consciência física e depois se manifestar, por exemplo, na forma de palavra falada ou escrita.

Aliás, o próprio pensamento, para se manifestar a contento, depende do consumo de certas energias que o ajudam a atingir o cérebro material:

O intercâmbio mediúnico pelo pensamento com os desencarnados

  • consome diversas substâncias energéticas da massa encefálica;
  • produz certa desmineralização do sangue;
  • reduz as cotas vitais magnéticas da rede nervosa;
  • mobiliza os hormônios necessários para ativar as glândulas do sistema endócrino e movimentar as cordas vocais (no caso da psicofonia) ou o braço do médium (no caso da psicografia).

Mesmo a mais singela meditação do homem eleva e excita sua tensão psíquica, mobilizando os elementos magnéticos do seu maquinismo carnal; isto acontece ainda que ele não sinta qualquer fadiga corporal.

Evidentemente, o intercâmbio mediúnico mais complexo exige maior consumo de energias do homem para o êxito dessa operação psicofísica, de alta intensidade e sob o comando do mundo oculto. No entanto, a intensidade do cansaço ou fadiga, no homem, também se manifesta de acordo com a resistência biológica e o controle emotivo da sua tensão mental.

Em conseqüência, o médium que se entrega à atividade mediúnica com sua mente descontrolada, embora permaneça sob a proteção dos espíritos amigos e benfeitores, nem por isso se livra da contingência das leis físicas que lhe disciplinam as atividades biológicas. O Alto não exige do ser humano a carga de um “fardo” maior do que suas costas!

A faculdade mediúnica não é uma proposição atrabiliária, mas a oportunidade compensativa para o espírito endividado quitar-se consigo mesmo.

O médium desleixado, negligente, rebelde, ou que se exceda nos seus labores mediúnicos, agrava os seus equívocos de vidas anteriores!