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Fraternidade Ramatís
Apostila 12 Responsabilidade e Riscos da Mediunidade Seção 10 de 13 Abdicação do Exercício da Mediunidade

Abdicação do Exercício da Mediunidade

As criaturas que são médiuns e desistem de exercer a mediunidade devido à insuficiência de suas condições físicas, emotivas, financeiras e até morais, demonstram que não estão cônscias de sua responsabilidade espiritual.

Os médiuns nascem comprometidos para um serviço excepcional a favor do próximo, além de sua própria redenção, e isso é escolha feita livremente antes deles ingressarem na carne. Imprudentemente, muitos esquecem esse compromisso severo e se entregam a todos os caprichos e vícios próprios do homem comum; deste modo, atravessam a existência terrena na figura do caçador de emoções e aventuras censuráveis, enquanto subestimam a mediunidade, que lhes pesa à conta de um fardo insuportável.

Embora sejam portadores de mensagem incomum, vivem presos aos preconceitos e às convenções tolas da sociedade terrena, pois transitam pelo mundo material, escravos das minúcias e das futilidades mais tolas.

Esquecendo a responsabilidade da faculdade mediúnica, eles vivem inconscientes do seu próprio destino espiritual elevado; em tais condições, negligenciam o seu labor mediúnico e desperdiçam tempo precioso entre companhias censuráveis e nos ambientes viciados. Qual antenas vivas de maus fluidos, terminam saturados pelo desânimo, pessimismo e desconfiança, completamente derrotados diante das vicissitudes humanas.

São médiuns que encerram sua existência na condição de elementos improdutivos, gastos e desesperançados; excessivamente onerosos para o Alto, mesmo quando atendem ao mais singelo serviço mediúnico, eles exigem junto de si, a todo o momento, a presença de espíritos técnicos e cooperadores, que lhes devem cuidar da saúde periclitante, afastá-los dos lugares perniciosos e guiá-los às boas ações. Em verdade, até para fazerem o Bem, falta-lhes o senso e a iniciativa própria!

No entanto, assim que se sentem higienizados pelos bons fluidos do Além, e assistidos pelos seus guias, eis que novamente relaxam sua vigilância e defesa psíquica, para retornarem às mesmas condições perniciosas anteriores.

Em conseqüência, o recurso mais prudente a ser providenciado pelo Alto é o de afastá-los definitivamente do serviço mediúnico ativo, pois, em caso contrário, serão vítimas da superexcitação nervosa que lhes causará ainda coisa pior.