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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 08 O Perispírito — 1ª parte: Corpo Astral Seção 8 de 15 O Cérebro do Corpo Astral

O Cérebro do Corpo Astral

Entre o espírito e o corpo físico, portanto, interpõe-se o perispírito, que é o verdadeiro veículo ou elo das relações boas ou más que o homem estabelece com o mundo invisível. O domínio do corpo físico não se exerce por uma ação energética, produto exclusivo da matéria, nem ele é uma entidade estranha, controlada por processo especial e isolado do pensamento humano; a carne materializa em sua configuração todos os atributos e conquistas milenárias não dela, mas do perispírito, que é o sobrevivente absoluto de todas as transformações físicas.

O perispírito é um conjunto de natureza vital poderosíssima e de intensa atividade no seu plano eletivo do mundo astral, sendo organização levíssima e de tão assombrosa plasticidade, que reage imediatamente à mais sutil cogitação mental do espírito, por cujo motivo é extraordinariamente influenciável pela natureza dos pensamentos bons ou maus das entidades desencarnadas. Durante a encarnação, o perispírito “desce” vibratoriamente, a fim de aglutinar a matéria carnal do mundo físico, mas sempre o faz com sua poderosa influência magnética e com o seu psiquismo elaborado nos milênios findos; a seguir, submete-se às leis da vida física e sofre a ação das tendências hereditárias do corpo de carne, malgrado os seus princípios milenários.

O organismo físico, apesar dos seus ascendentes biológicos, que parecem dar-lhe uma autonomia toda especial e um valor exclusivo em sua linhagem hereditária carnal, é apenas o revelador objetivo da alma à luz do ambiente do mundo material. No período de gestação do corpo carnal, o perispírito recapitula rapidamente todas as lições vividas na escalonada animal, e que lhe foram proporcionadas nos vários contatos anteriores com o mundo material, para, em seguida, servindo-se da nova oportunidade da vida física, poder ampliar e consolidar as suas próprias realizações anteriores.

O comando do espírito sobre a carne não se faz diretamente pelo cérebro físico, mas sim através do cérebro do perispírito, que é a sua matriz etéreo-astral, o maravilhoso aparelhamento que se assemelha a poderosa e divina usina a serviço da vida superior. O cérebro do perispírito é o valioso órgão responsável pelo pensamento humano, desempenhando as admiráveis funções de transmissor da vontade e da inteligência da alma, como um produtor de onda, luzes e energia de todos os matizes, fazendo cintilar as suas altíssimas emissões desde o encéfalo até as forças e os elementos que se agrupam na região dos lobos frontais, que será o campo avançado das atividades do homem do futuro.

O corpo físico, embora servindo de escafandro ou de muralha de carne protetora do espírito, é no mundo exterior o agente e o reagente dos fenômenos provindos das relações do espírito com o meio ambiente. E o seu verdadeiro domínio, obviamente, se processa no seu mundo interno e através do controle delicadíssimo do perispírito. O verdadeiro controle do organismo de carne, portanto, é processado por via interna, através do perispírito, isto é, exatamente onde tanto podem atuar os espíritos benfeitores como os malfeitores, isso dependendo, sem dúvida, da natureza elevada ou inferior das simpatias psíquicas de cada um.

O cérebro do perispírito, embora estruturado com substância sutil, também se apresenta com os dois hemisférios característicos e sulcados pelas circunvoluções tradicionais configuradas pelos lobos, convenientemente separados entre as cissuras da massa encefálica. Mesmo o seu mecanismo orgânico, no plano “etéreo-astral”, guarda grande identidade com a própria função dos centros motores, descrita nos compêndios humanos, no tocante ao cérebro físico. Mas a supremacia excepcional do cérebro do perispírito consiste em que, à semelhança de complexo aparelhamento elétrico, jamais conhecido pelos olhos humanos, ela se transforma em verdadeira usina de força radiante, controlando as mais complexas operações exercidas pelo espírito e emitindo sinais luminosos, que variam tanto de zona para zona, como de lobo para lobo.

São bem grandes as diferenças de potencial radiante das criaturas humanas: enquanto as almas mentalmente evoluídas emitem fulgurações luminosas nos lobos frontais, as desprovidas do conhecimento espiritual se tingem de sombras em torno da importante região frontal. Através de seu cérebro maravilhoso, talhado na substância astral e muito mais complexo e eficiente do que a sua cópia física, o espírito dirige e controla o seu perispírito, harmonizando o seu funcionamento de acordo com a qualidade dos seus pensamentos.

Quando estes são elevados, realçam a luminosidade dos centros criadores mentais, mas quando de desregramento ou irritação, submergem a fronte diáfana na fuligem sombria das energias animalizadas. O cérebro do perispírito lembra, também, o automatismo do cérebro físico no seu comando de todas as operações instintivas, que se subordinam às atividades do subconsciente e são produtos de esforço milenário da evolução do homem.

O corpo físico é o “efeito” e não a “causa” da vida psíquica!

Em rude exemplo, pode-se compara-lo a um encorpado “mata-borrão”, capaz de absorver todas as substâncias exaladas pelo psiquismo do espírito encarnado. Do mesmo modo, a natureza das manifestações do corpo carnal depende fundamentalmente das funções do perispírito, pois este é realmente o verdadeiro molde ou o plasmador da configuração do organismo físico. Em verdade, o perispírito suporta simultaneamente a carga da vida humana em dois planos diferentes: o físico e o astral, embora ambos estejam profundamente interpenetrados, tanto em sua origem como na produção de seus fenômenos.

É veículo preexistente ao nascimento e que, pelo fato de sobreviver à morte do corpo físico, é dotado de um energismo e produção vital muito intensos, que se disciplinam sob o seu inteligente automatismo milenário.

O perispírito é o equipo mais completo e valioso do ser humano, significando a sua veste indestrutível e o seu arquivo inalterável, onde se conserva toda a memória da alma, acumulada no pretérito!

As células nervosas do corpo físico, além de suas propriedades e manifestações objetivas, são núcleos sobrecarregados de eletricidade inteligentemente armazenada pelo perispírito.

Os neurônios não servem unicamente para atender o curso das sensações exteriores, mas são também responsáveis pelas mensagens que os neurônios perispirituais lhes transmitem, como fruto das impressões internas enviadas pela consciência do espírito. Se são complexos os elementos físicos classificados pela ciência, e que no cérebro carnal funcionam à semelhança de interruptores, fusíveis, condutores, condensadores e osciladores constituídos pelos “plexo”, agrupamentos de gânglios nervosos e filamentos neurocerebrais na área do sistema nervosos, muito mais importantes e complexos são eles quando se referem ao cérebro do perispírito.

Este significa admirável estação radiofônica, submissa ao serviço da mente, e ativada por indestrutível potencial de energia, ondas e emissões da mais alta freqüência vibratória, o que presentemente ainda é inacessível mesmo à mais avançada instrumentação científica. É central elétrica, funcionando entre o plano invisível e o material, atendendo às mensagens que são captadas no campo da vida física, e expedindo as sugestões provindas do mundo interior do espírito.