Perispírito e Evolução Espiritual
Todas as coisas e seres possuem o seu duplo etérico, estruturado do próprio éter físico exalado da Terra, que os relaciona com o mundo invisível e com as forças do atavismo animal. Entretanto, nem todos os animais são portadores de um perispírito, pois este é um veículo mais avançado porque incorpora em si o corpo astral dos “desejos” e o corpo mental do “pensamento rudimentar”. Os animais primitivos, sem capacidade cerebral para distinguir as reações emocionais, quando morrem, o que lhes sobrevive é um duplo etérico compacto, pois suas “ações” estão subordinadas ao instinto ou ação do espírito-grupo, sem qualquer resquício de consciência individualizada.
Está nesta categoria, por exemplo, o peixe, cuja vida, circunscrita aos movimentos instintivos do cardume, faz com que seja sempre igual a outro peixe quanto ao modo de sentir. No entanto, as espécies mais evoluídas como o cão, o gato, o macaco, o elefante, o cavalo e o boi, já possuem um perispírito rudimentar, porque, além do duplo etérico, já possuem um corpo astral que, embora rude, já está em condições de lhes facultar a manifestação de certos desejos e emoções que demonstram vislumbres de sentimento.
Enquanto são mais inferiores os corpos etéricos do peixe, dos pássaros e de certos animais de menor importância, que não passam de apêndices do “espírito-grupo” que os comanda instintivamente, o duplo etérico do cão, do cavalo ou do gato são portadores de certa dose de consciência à parte, e já se emancipam da consciência instintiva global do Espírito diretor da espécie e, conseqüentemente, da generalidade do seu corpo etérico. Os animais que já possuem certa sensibilidade mental de discernimento, depois que morrem, o seu “espírito” embrionário é encaminhado para outros planetas, onde se lhes oferecem condições de vida num ambiente compatível com a sua consciência em formação; assim, pouco a pouco, eles adquirem a sua independência individual e se desprendem do espírito-grupo da sua espécie.
Essas espécies de animais citadas são as que, na atualidade, mais se afastam do comando espírito-grupo, pois já denunciam emoções e reações diferentes no ambiente de sua própria raça. É comum, atualmente, uma ninhada de cães apresentar emoções diferentes entre cada um deles, pois se um é covarde, outro é fiel e valente; há também o que é mais afável e o que é mais egoísta. Isso prova que já existe uma individualização na espécie “cão”, ou seja, a sua sensibilidade emotiva, à medida que se desenvolve e se apura, amplia a sua faculdade do raciocínio, assim que a “alma-cão” encarnar em corpos com sistema cerebral ou fisiológico mais apurado.
Na contínua evolução dos centros sensoriais físicos e dos centros astralinos dos animais, também se aperfeiçoa e sensibiliza o intercâmbio das células nervosas, pela constituição de um sistema somático e parassimpático mais adequado e sensível. Tal sensibilidade passa a ativar o cérebro animal e abrindo caminho, pela “via interna”, para o desenvolvimento do corpo mental, que é responsável pelo encadeamento dos raciocínios, encetando assim a sua mancha “individual” e a ascese, cada vez mais consciente rumo à perfeição.
Por outro lado, quanto mais evoluída é a espécie vegetal, tanto maiores são as suas qualidades etéricas. Há plantas carnívoras cujo eterismo já está impregnado de desejos e de paixão, pois já participam do mundo astral, que é o dos desejos e que precede o mundo etérico na progressão formativa do planos da criação no esquema sideral dos Grandes Planos.