Corpo Astral e Plano Astral
O corpo astral é composto de matéria mais sutil que a física, a saber, a matéria astral, que compõe todo o plano astral da Criação Divina, e que antecede o plano físico. A matéria astral existe em sete graus de adensamento, ou ordens de contextura que, por falta de nomes específicos, recebem os mesmos nomes usados para a matéria físio-etérica (do atômico ao sólido, o nível de sensibilidade e a frequência vibratória diminuem):
- Atômico
- Sub-atômico
- Super-etérico
- Etérico
- Gasoso
- Líquido
- Sólido
Tais graus ou subplanos evidentemente superpõem-se uns aos outros, dos mais grosseiros aos mais sutis.
Como a matéria astral é muito rarefeita, ela interpenetra a matéria física.
Todo átomo físico flutua em um mar de matéria astral que o envolve e o interpenetra.
Dessa forma, um ser que vive no mundo astral pode ocupar o mesmo espaço ocupado por um ser vivente no mundo físico, totalmente inconscientes um da presença do outro, pois estão em planos de diferentes dimensões. O plano astral e os outros diferentes planos da natureza, embora possam ser interpenetrados, não se acham separados em espaço, isolados uns dos outros, mas sim sobrepostos em diferentes estados vibratórios, em outros estados de consciência.
É uma condição da natureza, não uma localidade própria. Caso se pudesse, hipoteticamente, produzir fenômenos com um objeto tridimensional em um mundo bidimensional, ocorreriam os mais estranhos fatos ou evidências. Nessa condição, uma humanidade que só conhecesse o comprimento e a largura verificaria, com surpresa, o aparecimento e o desaparecimento de vários objetos através da terceira dimensão, a altura. No mundo astral, tal fenômeno se verifica através da quarta dimensão, pois o plano astral é quadridimensional, assim como o mental tem cinco dimensões e o plano búdico ou intuicional tem seis.
Se existem sete dimensões, então não há seres de três ou de quatro dimensões; a diferença aparente está no limitado poder de percepção e não em alguma mudança nos objetos ou seres percebidos. O plano astral ainda pode ser subdividido em sete subplanos ou faixas vibratórias seletivas, com variações graduais de freqüência característica, que vão desde uma faixa ou zona vibratória luminosa até uma faixa ou região trevosa, representadas didaticamente na figura da próxima página, na forma de esferas concêntricas associadas ao planeta Terra.
Há, portanto, uma seletividade de freqüências nos subplanos vibratórios do plano astral, sendo os mais densos constituídos de matéria astralina com estados de agregação igualmente mais densos, como sólidos, líquidos e gases astrais, e os mais sutis formados por matéria astral mais quintessenciada, nos estados etérico, super-etérico, sub-atômico e atômico. Essa característica confere aos habitantes do plano astral do planeta, situados vibratoriamente em subplanos distintos e com faixas de freqüência muito diferenciados, coexistência sobreposta, uma vez que um não toma conhecimento do outro no astral, devido à diferença dos próprios estados vibratórios.
É assim que um desencarnado, vivendo em região luminosa do astral superior da Terra, não tem acesso ou percepção, por meio dos seus sentidos perispirituais, de um outro desencarnado que vive em região trevosa do astral inferior. As zonas luminosas ou do astral superior estão referidas como “supracrostais” enquanto as trevosas, umbralinas ou do astral inferior estão indicadas como “subcrostais”.
Assim como as formas-pensamento, os sentimentos imprimem na matéria astral uma determinada cor, cujo brilho varia de acordo com a intensidade do sentimento ou emoção:
Princípios que regem a produção das formas dos pensamentos-emoções
| Aspecto | Determinado pela |
|---|---|
| Cor | qualidade do pensamento ou emoção |
| Forma | natureza do pensamento ou emoção |
| Nitidez da forma | precisão do pensamento ou emoção |
| Duração da forma | tempo, intensidade e precisão do pensamento ou emoção |
O perispírito é o veículo mais avançado da alma para o ser encarnado, cujo grande potencial de energias não apenas sobrevive à destruição do corpo carnal, como ainda se revigora continuamente, a fim de servir às futuras encarnações.
Ele é o instrumento para que o espírito possa descer novamente à Terra e aqui viver tanto tempo quanto seja o da resistência do seu corpo físico. Durante as inúmeras existências reencarnatórias, ele vai colhendo experiências através da dor, do sofrimento e das vicissitudes humanas. Após a desencarnação, ele se torna o precioso instrumento de que a alma se utiliza nos planos sutis do astral, pondo-se em relação direta com todas as energias originárias do próprio meio. À medida que o perispírito se torna mais sensível, devido ao sofrimento que lhe favorece contínuas expurgações da escória agregada durante as vidas materiais, também a sua alma consegue maior expansão na vida espiritual e favorecimento para um intercâmbio de realizações felizes.
Só depois de desencarnado é que o homem compreende a ilusória realidade da existência carnal, ao compará-la com a vida de sensações maravilhosas e positivas que ele pode gozar depois de sua morte física, graças à cooperação do perispírito sobrevivente, preexistente à encarnação que se finda. Diversamente do duplo etérico, que se extingue ao término de cada encarnação na matéria, o perispírito é, portanto, um veículo autônomo de consciência do espírito, sobrevivendo à morte do corpo físico e do duplo etérico, podendo ainda servir de veículo independente de consciência nas seguintes situações:
Situações em que o corpo astral serve de veículo independente de consciência
- Durante o sono, em sonho, ou em transe, o corpo astral pode se separar do físico e atuar livremente no plano astral.
- Durante o período de vigília, com o cérebro e os sentidos físicos despertos, a ação da consciência no veículo astral pode se processar, mediante prévio desenvolvimento dos chacras.
- Consciente e deliberadamente, a qualquer momento que se queira, pode-se abandonar o veículo físico denso e atuar livremente no astral, com passagem de um plano para outro feito em absoluta continuidade de consciência, mediante exercícios de Yoga ou de práticas iniciáticas.
- Após a morte do corpo físico, o Ego se retira para o plano astral em corpo astral, e terá nesse plano existência de duração variável, dependendo da evolução espiritual de cada um.