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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 08 O Perispírito — 1ª parte: Corpo Astral Seção 7 de 15 Nutrição do Perispírito

Nutrição do Perispírito

O fato de se dizer que o perispírito possui órgãos semelhantes aos do corpo físico não implica em afirmar que o seu metabolismo é perfeitamente idêntico ao do corpo carnal. Esses órgãos atuam no perispírito em funções algo semelhantes às dos órgãos da matéria, mas não iguais, pois a nutrição do perispírito é outra, e bem diferente, de acordo com o mundo astral que passa a habitar, sendo inconcebível que continuasse a ingerir substâncias idênticas às fornecidas na Terra.

A nutrição perispiritual se exerce mais pelo fenômeno da osmose magnética, por absorção e eliminação do magnetismo do meio ambiente astralino. No entanto, conforme o grau de materialidade do espírito recém-chegado da Terra, ele exige recursos afins e grosseiros para atender ao seu metabolismo astral, ainda fortemente condicionado às funções também grosseiras do corpo físico. Durante a absorção prânica, a energia magnética do astral, processam-se no metabolismo do perispírito transformações químicas de natureza transcendental muito mais acentuadas do que as que se registram para a alimentação e sustento do corpo de carne.

Os resíduos das substâncias astrais consumidas pelo perispírito também precisam ser expelidos para o exterior, dissolvendo-se no meio ambiente astral através de um processo denominado “emanações residuais”. Os espíritos mais elevados se ajustam a essa alimentação magnética, e só quando descem para as regiões do astral inferior é que se servem de sucos etéricos de frutas, ou mesmo de caldos de substâncias de essências etéricas reconfortantes. À medida que o espírito vai ascencionando para esferas mais distanciadas da matéria, os órgãos do perispírito vão se atrofiando pelo desuso, mas enquanto ele ainda necessita de encarnações nos mundos físicos, é obvio que precisa manter em atividade os órgãos do seu perispírito, que são as contrapartes etéricas exatas dos mesmos órgãos físicos.

Quando se trata, porém, de espíritos de certa elevação, que já se habituaram com a nutrição prânica astral e estão entrosados na vida sutilíssima do plano mental, o seu perispírito vai se tornando obsoleto, e então se encaminham para o fenômeno da “segunda morte”, no plano astral, porque tais espíritos não só já se imunizaram contra as emoções humanas alimentadas pelos fluidos astrais do “mundo dos desejos”, como também estão, em definitivo, dispensados dos renascimentos na carne.

Passam, então, para o plano mental concreto, que lhes é imediato, onde o espírito vive instintivamente tudo aquilo que criou e pensou.

As matrizes originais do perispírito modelam os órgãos do corpo físico em cada nova encarnação, mas futuramente eles se atrofiam pelo desuso no ambiente astralino.

Só então a alimentação do espírito será exclusivamente mental e ele poderá dispensar o perispírito e poupar os cuidados para mantê-lo ativo, a fim de servir às futuras reencarnações.

Alcançando, então, tal progresso, e habitando definitivamente um plano tão sutil, o espírito poderá dispensar o uso de fígado, estômago, intestino, rins, dentes astrais e uma infinidade de cuidados como os que os encarnados precisam ter com seus corpos carnais.

O homem deve buscar ter muito equilíbrio psicofísico, porque se materializa na Crosta em perfeita conformidade com o produto de suas criações mentais e espirituais, passando a possuir um organismo físico de acordo com o zelo e cuidado dispensados ao seu molde perispiritual; por isso, deve sempre se manter regrado, zelando pelas energias do perispírito

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