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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 08 O Perispírito — 1ª parte: Corpo Astral Seção 6 de 15 Fisiologia no Corpo Astral

Fisiologia no Corpo Astral

Ainda são raras as criaturas que se apercebem da complexidade de todos os órgãos e atividades do perispírito, que tanto preexiste ao nascimento físico como sobrevive após a morte carnal. Bem ao contrário de uma massa gasosa, uma simples fumaça astral, simulando mórbida caricatura, o perispírito possui órgãos, semelhantes e bem mais complexos do que os existentes no corpo grosseiro de carne, tais como coração, pulmões e fígado astrais, dotados de fisiologia sofisticada, e apresentam considerável semelhança com a configuração carnal.

Os órgãos do corpo físico são apenas cópias resumidas dos modelos ou das matrizes orgânicas esculpidas na substância etéreo-astral do perispírito e que há muitos milênios constituem a sua exata fisiologia.

Enquanto o corpo de carne é temporário, feito para o homem viver na Terra por 60 a 80 anos em média, o corpo sobrevivente à morte física, o perispírito, é muito mais complexo e de maior valor do que aquele, sendo organização definitiva, cuja vida não pode ser medida pelo calendário humano.

A constituição do perispírito remonta há alguns milhões de anos terrenos, durante os quais ele veio se plasmando através de todos os reinos da natureza, no seio de todas as espécies inferiores.

Durante esse prolongado mas progressivo desenvolvimento, nele se acumularam as energias fundamentais, plasmaram-se os órgãos e os sistemas etéreo-astrais, até alcançar o progresso e a sensibilidade suficientes para servir como o mais valioso veículo intermediário entre o mundo invisível dos espíritos e o mundo físico dos encarnados.

O perispírito é um organismo cuja fisiologia etéreo-astral é muito mais complexa e avançada do que a do corpo físico. Embora funcione num plano vibratório imponderável aos sentidos físicos, ele é o “molde preexistente” ou a matriz original do corpo físico, possuindo as contrapartes astrais de todos os órgãos carnais. Essas contrapartes astrais do perispírito, pouco a pouco, também se atrofiam pelo desuso, devido ao progresso espiritual da alma, que então se ajusta a planos cada vez mais sutis.

O perispírito, mesmo desligado do corpo físico e apesar de liberto das exigências da vida material, apresenta ainda uma fisionomia etéreo-astral que lembra o velho casulo de carne.

O perispírito de um desencarnado que se materialize em trabalho de fenômenos físicos, permite que se lhe ausculte o coração, que bate de modo perceptível, podendo até mesmo escutar-lhe a débil respiração, própria do ser vivo no plano físico, para a surpresa de muitos, comprovando nos desencarnados uma fisiologia semelhante à do organismo carnal.

Não há discrepância ou anormalidade no fato de os encarnados apalparem ou ouvirem as pulsações dos órgãos de espíritos materializados, pois o seu invólucro perispiritual é anatômica e fisiologicamente idêntico às suas contrapartes do organismo físico. A diferença consiste em que esses órgãos palpitam noutra freqüência vibratória mais sutil e cumprem a função adequada ao plano em que se manifestam (o plano astral). Convém destacar a grande importância e preponderância do perispírito sobre o corpo físico, pois ele é a matriz, o molde, ou seja, a origem exata da organização de carne e o “detonador” de todos os demais fenômenos corporais projetados pela mente humana.

Todos os seres vivos, inclusive os vegetais, são dotados de um duplo etérico que lhes configura a forma e também traça os limites do seu crescimento e expansividade. Assim como o homem é portador de um perispírito que lhe dá forma humana e o mantém equilibradamente no meio onde habita, as espécies vegetais também possuem um corpo etérico provisório, nutrido pelo Prâna ou vitalidade, o qual se desata da semente e se expande até um limite peculiar. Se o homem não fosse um perispírito limitado na sua configuração humana, é obvio que ele cresceria indeterminadamente em todos os sentidos, durante a sua existência física, tornando-se a humanidade terrena um conjunto de gigantes em relação à sua estatura tradicional atualmente conhecida.

Em breve, sob essa hipótese, o orbe terráqueo estaria saturado e superpovoado por tais gigantes, ainda coberto por uma vegetação em incessante crescimento. No entanto, graças ao perispírito, que funciona à guisa de um “cartucho” ou “molde” invisível, a impedir o crescimento anormal do homem e do animal, e ao duplo-etérico que contém os vegetais, a Terra ainda é um planeta suficiente para ser povoado e cultivado por incontáveis milênios.

O perispírito, situado no mundo oculto, modela, disciplina e sustém o corpo físico.

Em suas funções transcendentais, ele também possui órgãos astrais como o coração, fígado, baço, rins, pâncreas, estômago e intestinos, de substância idêntica à do meio astral e alguns novos projetos de acessórios orgânicos que servirão ao homem do futuro! O perispírito é um organismo definitivo, hipersensível, consideravelmente mais aperfeiçoado do que o corpo físico transitório; é, enfim, o molde original, a matriz ou “contraparte” astralina, que tanto preexiste no nascimento físico, como sobrevive à morte do corpo de carne.

Todas as emoções de sentimentos deprimentes da alma repercutem na contextura sutilíssima do perispírito, dando lugar a afecções mórbidas no mesmo, as quais, por sua vez, repercutem e afetam o corpo carnal, que, na realidade, é o seu fiel prolongamento ou reprodução materializada. A mínima infecção ocorrida no fígado carnal do homem basta para também mudar a cor, a densidade, a temperatura, a luminosidade, o magnetismo, o odor ou o tipo de éter físico circulante no fígado matriz, ou seja, da contraparte “hepática astral” existente no perispírito.

Os sinais cromosóficos, as alterações magnéticas, a transparência ou a luminosidade que o fígado perispiritual apresente à visão dos espíritos desencarnados e aos clarividentes terrenos servem para indicar-lhes a natureza e a gravidade da doença que grassa no fígado do corpo carnal. Assim como o duplo etérico, o corpo astral também é dotado de centros de forças ou chacras, sendo sete os principais, verdadeiros vórtices de quatro dimensões, que se estendem em direções muito diferentes das do corpo etérico; não são de forma alguma limítrofes com aqueles, ainda que alguma porção sempre coincida.

Os sete chacras do perispírito, vistos de frente e de costas: centros mentais, de sentimentos e da vontade.
Os sete chacras do perispírito, vistos de frente e de costas: centros mentais, de sentimentos e da vontade.

Qualquer alteração na saúde física, por menor que seja, perturba o bom funcionamento dos chacras, ou centros de forças etéricos, situados no duplo etérico, que é o intermediário entre o corpo físico e o perispírito. Dessa conexão resulta que toda e qualquer emoção deprimente, dinamizada pela consciência do homem, gera os seus efeitos tóxicos que se manifestam e evidenciam tanto no perispírito como no organismo carnal.

Os efeitos das emoções no éter-físico do perispírito: armadura de placa, depleção da energia e vazamento da energia.
Os efeitos das emoções no éter-físico do perispírito: armadura de placa, depleção da energia e vazamento da energia.
Quando os espíritos desencarnados examinam diretamente o perispírito dos encarnados, eles podem avaliar o tom vital e a resistência dos órgãos físicos do homem segundo seja o diâmetro, a transparência, o colorido e a dinâmica dos chacras, que, embora situados no duplo etérico, ficam à altura dos principais plexos nervosos.

Através desses chacras fluem do organismo carnal para o perispírito os diversos tipos de energias sutilíssimas, casadas ao éter físico, aos elementos magnéticos procedentes do Sol (energia cósmica e prâna, ou energia vital), ou emanados da Terra (energia telúrica ou kundalini), e também dos fluidos provindos da aura astral dos orbes mais próximos (energias cósmicas planetárias). Em sentido inverso, o perispírito se utiliza desses mesmos centros de forças do duplo etérico para também alimentar o corpo físico com as energias espirituais superiores, que convergem pelo centro ou chacra coronário, a fim de sublimá-lo na sua espécie humana.

Essa ligação íntima das energias do mundo angélico, em descenso para o homem encarnado, efetua-se principalmente pelo centro etérico ou chacra coronário, situado no alto da cabeça, que é por excelência o órgão de relação com o mundo espiritual superior, ou centro de “união divina”, supremo comandante dos demais chacras.