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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 04 Involução e Evolução nos Planos da Criação Seção 5 de 15 Atuação do Psiquismo Cósmico nos Reinos da Natureza

Atuação do Psiquismo Cósmico nos Reinos da Natureza

Algum bom senso e um pouco de acuidade espiritual ajudam a comprovar que a Vontade, Sabedoria, Beleza e Poder Divino estão latentes em toda a multiplicidade de expressões macro ou microcósmicas da Vida. Em conseqüência, é sintomático que a mais sábia e venturosa finalidade da existência é a transformação das potencialidades latentes na intimidade de todos os seres em poderes ativos e com crescentes resultados criativos. Há um sentido, um rumo ou objetivo criador de ordem superior, mesmo nos seres mais execráveis, que comprova a generosa manifestação Divina, sem qualquer preferência, no sentido de incessante evolução!

Nos próprios reinos da Natureza, onde para alguns tudo já está feito, pode-se observar essa tendência de aprimoramento e beleza, como fatores de progresso que existem nas espécies de organizações mais simples, ou mesmo nas criações consideradas mais inúteis. Há um ideal superior para a consciência do reino mineral, que se manifesta no brilho facetado do quartzo ou do diamante; é a beleza e a solidez da forma. Para a consciência vegetal, o seu ideal é a multiplicidade de estruturas e formas, numa verdadeira orgia de criatividade, onde a forma, a beleza, a complexidade fundem-se no fenômeno que manifesta as cores e a fragrância odorífera das flores.

Para a consciência animal vale o instinto das satisfações físicas e também o despertar da sensibilidade. Quando essas manifestações atingem a condição hominal ou humana, então surgem o pensamento e o raciocínio, capazes de criar as mais complexas teorias no campo da abstração, manifestação mais evidente dos poderes divinos latentes e criativos, que dormitavam nos reinos anteriores. A ação da lei do progresso e de economia da Vida, que age e interpenetra tudo, comprova que Deus opera incessantemente sobre todos os seres e as coisas, no sentido de maior sobrevivência e mais breve aperfeiçoamento da criação.

Na sua incessante “descida vibratória”, o Psiquismo Cósmico parece fragmentar-se na miniatura da humanidade, mas isso é tão somente redução de potencialidade que, sob misteriosa atração, faz os seres se unirem para o retorno consciente à intimidade do próprio Criador! É a vontade conduzindo à onipotência, a sabedoria à onipresença e o intelecto à onisciência! Não existem fronteiras ou linhas divisórias rígidas e bem definidas entre os diversos reinos da natureza; há uma incessante e sucessiva evolução do reino mineral até o reino hominal.

Em cada reino se observa uma graduação que vai do mais simples ao mais complexo, do menos organizado ao mais organizado, do menos sensível ao mais sensível, demonstrando os diversos graus evolutivos e a passagem gradativa de um para outro reino. Sempre há um vínculo oculto e transcendente, que atua na intimidade da Vida, com a finalidade de dirigir as forças criativas, embelezando e aperfeiçoando todas as manifestações e expressões do Universo: “A beleza da cor encontrada na forma das pedras preciosas, como a safira e a esmeralda, após a longa experimentação da Consciência Psíquica no reino mineral, evolui manifestando-se mais livre na variedade caleidoscópica dos incontáveis tipos de flores que, vivas e perfumadas, a bailarem nas hastes dos vegetais, lembram pedras preciosas irrequietas.

Novo triunfo da Natureza ocorre quando as irisadas borboletas, em jubilosa liberdade, simbolizam as próprias flores, desobrigadas da limitação das hastes dos vegetais!” O Psiquismo é que plasma, elabora todas as formas do mundo físico e intervém na atividade morfológica criativa, efetuando experiências e promovendo iniciativas para o incessante aperfeiçoamento da própria Criação. Tudo evolui e se transforma em expressões mais apuradas! A pedra sublima-se no vegetal, o vegetal no animal e o animal no homem!

Onde termina um reino, inicia-se o seguinte, porém intimamente ligados por uma Consciência Psíquica que opera instintivamente no âmago de todas as espécies, objetivando sempre o apuro e a beleza da forma. Na realidade, o que se presume por “Natureza”, é simplesmente a manifestação da Sabedoria do Psiquismo, inata, que não atua por acaso, mas cria, coordena, orienta e aperfeiçoa as espécies de todos os reinos sob a sua responsabilidade. As diferentes manifestações de vida dos reinos vegetal e animal nos demonstram que essa Natureza, tão providencial, não passa de uma Inteligência Sideral, um psiquismo sábio, que promove a mobilização de recursos da motricidade, instinto defensivo e da estratégia, que se completam pela riqueza dos meios de ataque e proteção.

É por isso que o homem nada inventa de original, mas apenas desenvolve em sua faina racional o que a própria Natureza já compôs e providenciou, numa manifestação aparentemente eventual ou intuitiva, porém profundamente sensata, inteligente, produtiva e sobretudo diretiva. Sob o aspecto de generosa providência na continuidade das espécies, essa Sabedoria do Psiquismo modela nas plantas os órgãos que as firmam no solo ou nas paredes, e produz os espinhos, verdadeiras garras que ferem, protegendo certas flores contra os impulsos alheios da destruição; orienta o vegetal nos fenômenos do tropismo, onde os caules heliotrópicos orientam-se para o Sol, as raízes geotrópicas infiltram-se na terra ou os tipos hidrotrópicos buscam a água.

Essa Sabedoria do Psiquismo, em atuação no reino vegetal, ainda dissemina o pólen das flores, numa clara demonstração de preocupação com a continuidade da mesma espécie: ora os deposita nas patas dos insetos, ora os esparge ao mais leve tocar no dorso dos animais ou nas asas das aves, ora através do caldo dos frutos, transformando todos os seres em novos semeadores das espécies que devem sobreviver. Num admirável sistema, as flores se destacam pelo fascínio da cor e pela produção de perfume embriagante e atrativo, cuja finalidade é despertar a atenção de novos propagadores de pólen, sempre com a finalidade criadora.

As espécies vegetais carnívoras também usam desses artifícios e assim prendem os insetos imprudentes para sua alimentação. O Comando Psíquico do reino vegetal ainda, através de entidades conhecidas na maioria das lendas terrenas como gnomos, silfos, fadas e elementais, vitaliza, coordena e aperfeiçoa as incontáveis espécies de plantas, árvores, flores, ervas ou frutos para fins cada vez mais sublimes. No entanto, são entidades que obedecem a planos inteligentes traçados pelos espíritos responsáveis pelo progresso do reino vegetal em concomitância com o reino mineral.

Finalmente, após terminar suas experiências, desde o reino mineral até o reino hominal, a Consciência Psíquica, cada vez mais evoluída e capacitada em sua sabedoria instintiva, então finda a peregrinação evolutiva global, para atuar de modo mais particular no homem, no controle do complexo metabolismo, que a própria ciência ainda não conseguiu desvendar em toda a sua plenitude “psicofísica”.