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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 04 Involução e Evolução nos Planos da Criação Seção 4 de 15 A “Descida Angélica” ou o Descenso Vibratório do Psiquismo Cósmico

A “Descida Angélica” ou o Descenso Vibratório do Psiquismo Cósmico

A metamorfose macrocósmica de Deus se dá no processo inverso da metamorfose microcósmica do homem! Considerando-se que Deus é o Todo ilimitado, que interpenetra, coordena e ativa a vida universal, é evidente que esse Psiquismo Cósmico gradua-se em diversas freqüências vibratórias, a fim de poder governar tão eficiente e coerentemente uma galáxia ou constelação de astros, como se ajustar às necessidades sutis e ínfimas de um simples átomo de hidrogênio. Para tanto, a Mente Universal exerce a sua ação criativa e aperfeiçoativa através de entidades espirituais, numa ação psíquica “transformativa”, que reduz vibratoriamente a Energia Cósmica Divina até ajustar-se ao nível modesto de uma vida humana.

Assim, as indescritíveis consciências arcangélicas, que lembram fabulosos transformadores vivos e receptivos à elevada voltagem divina do Criador, passam a ser os doadores de energia sideral mais reduzida e adaptada às consciências menos capacitadas. O Psiquismo Cósmico, nessa transformação de voltagem sideral, e sem qualquer alteração em sua Unidade Eterna, atinge a todos os núcleos de consciência e de vida. Todas as formas de vida estão impregnadas dos princípios espirituais; tudo tem alma e tudo evolui para os estados mais sublimes, desde o elétron que rodopia no seio do átomo até as galáxias.

Assim, todos os orbes físicos estão interpenetrados entre si, não só pelo pensamento de vida, de Deus, como por todas as energias que se incorporam na descida angélica para a fase de matéria ou energia condensada. No decrescimento vibratório, desde o Arcanjo até a consciência humana, o Psiquismo Cósmico abrange desde as partículas subatômicas até a estrutura física dos orbes e da singeleza unicelular e psíquica do vírus, e à complexidade do homem! E depois faz o retorno pela “via interna”, quando o potencial divino adormecido desperta no microcosmo, em incessante ascensão para o macrocosmo.

Os velhos mestres da filosofia oriental já pressentiam a lógica do monismo, doutrina que melhor resiste à lógica do pensamento humano ante o vertiginoso progresso científico, inclusive da física nuclear, que assim verifica a incontestável fusão das concepções espiritual e materialista na sutilíssima fase intermediária da energia. Há um só comando em todo o Universo, que é monista! Para fins de mais fácil compreensão, pode-se considerar o Universo governado pelo Psiquismo Cósmico, ou seja, pela própria Consciência Espiritual de Deus.

Entretanto, não é o Psiquismo Cósmico que “desce” através de galáxias, constelações, sistemas planetários e reinos da natureza, desde o mineral até o hominal! Sob tal hipótese, então já deveriam preexistir essas galáxias e constelações muito antes do Psiquismo Cósmico efetuar a sua descida vibratória. Na verdade, trata-se das próprias fases ou etapas criativas, que ocorrem posteriormente no seio do Criador. As galáxias, constelações ou sistemas planetários e os vários reinos da natureza que constituem os orbes físicos, são manifestações ou materializações do Psiquismo Cósmico, na sua descida vibratória criativa.

O Magnânimo Criador ativa incessantemente os sucessivos “Grandes Planos” ou “Manvantaras” da Criação com o propósito divino de conduzir as suas criaturas à sublime condição angélica. O homem sente em sua intimidade essa potencialização, que o impulsiona para as expressões mais sublimes da vida, a partir do próprio conflito entre o instinto que o imanta à matéria e o espírito que o convoca para Deus, embora muitas vezes isso o leve a praticar equívocos que exigirão futuras retificações, comandadas pela Lei do Carma. Há um esquema sideral do Cosmo, sintetizado em cada ser, que o programa para despertar e desenvolver o potencial de energias criativas, como reflexo do próprio Deus.