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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 04 Involução e Evolução nos Planos da Criação Seção 10 de 15 Fragmentação ou Diferenciação dos Componentes das Almas-Grupo das Espécies Mais Evoluídas do Reino Animal

Fragmentação ou Diferenciação dos Componentes das Almas-Grupo das Espécies Mais Evoluídas do Reino Animal

Um cardume de peixes, um bando de gafanhotos, uma alcatéia de lobos, são exemplos de espécies coletivas do reino animal que agem sob um mesmo caráter instintivo, movem-se pela ação diretora de um só Psiquismo, com suas reações perfeitamente idênticas. É um agrupamento que difere dos conjuntos animais de maior adiantamento, como os do cão, do gato ou do cavalo, em que se pode verificar a fragmentação da “consciência de grupo”, pois alguns componentes dessas espécies já revelam reações, gostos e preferências nitidamente individuais.

Há na espécie canina, por exemplo, certos tipos de animais que se distinguem do conjunto, revelando emoções à parte: há o cão destemido que ataca de frente, e há o cão traiçoeiro, vingativo, que agride pela retaguarda; enquanto o cão pacífico festeja o seu dono, esquecido da surra que levou, outro cão guarda rancor para com ele e nunca mais esquece seu algoz. Só depois que os animais ultimam todas as experiências determinadas e coordenadas por sua alma-grupo é que então se verificam as primeiras oscilações ou características individuais, que esboçam alguma individualização à parte; sob tal progresso psíquico, já é possível observar alguma reação ou ação mais individualizada, em qualquer componente da mesma espécie.

Encerrando o curso de instintividade global psíquica, regida pela alma-grupo de certa espécie do reino animal, então se iniciam as primeiras fragmentações ou diferenciações psíquicas no animal ou na ave, que pode ser um princípio de paixão, de simpatia ou antipatia, que discrepa dos demais membros do conjunto. Na Consciência Total de Deus, vão-se constituindo ou se fragmentando novos grupos de consciências espirituais coletivas, que então abrangem e coordenam de modo instintivo todas as espécies de animais e demais seres, disciplinando-lhes o progresso em grupos ligados pela mesma afinidade.

Assim, permanece sempre ativa uma “consciência-grupo” que dirige cada raça animal no mundo físico, seja a espécie bovina, a eqüina ou a do peixe no oceano. Entretanto, no seio dessas espécies ou raças, que são o prolongamento instintivo de uma consciência diretora nos seus próprios componentes, vão-se destacando certas características psíquicas isoladas, que pouco a pouco passam a constituir novas consciências menores movendo-se na corrente da vida, e assumindo os deveres e as responsabilidades compatíveis com o seu entendimento já desperto.

Desse modo é que a espécie cães selvagens é um conjunto animal mais fácil de ser coordenado e dirigido pela sua consciência psíquica diretora, porque, embora formando um agrupamento instintivo de vários milhares ou milhões de cães, ainda funciona e só reage como uma peça homogênea, sem apresentar quaisquer distinções isoladamente entre os seus componentes. No entanto, quando se trata de espécie “cão doméstico”, dispersa pelos lares humanos, verifica-se que os seus descendentes já reagem consciencialmente entre si, quer ainda estejam submetidos ao mesmo espírito-grupo e sejam oriundos da mesma prole.

No seio do psiquismo coletivo da espécie a que pertencem, os exemplares já prenunciam um entendimento racional à parte,e em alguns até se observam os primeiros bruxuleios do sentimento humano. Enquanto os cães selvagens manifestam uma só índole instintiva, feroz e idêntica em toda a sua espécie racial, os cães domésticos, sob a influência do homem, diferenciam-se de modo notável. Há desde o cão heróico, o covarde, o valente, o flegmático e o jovial, assim como o animal ressentido, que não olvida os maus tratos, até aquele que a dor inesquecível o faz morrer junto à sepultura do dono a quem se afeiçoou incondicionalmente. À medida que, na mesma espécie animal, os seus componentes vão-se distinguindo pela formação de uma consciência individual destacada do seu espírito-grupo diretor, também a Lei Cármica que dirige o conjunto passa a atuar com mais particularidade para lhes acelerar o progresso psíquico.

Ela os impulsiona para objetivos mais inteligentes e elevados sob a visão do homem e, quando preciso, providencia até a transferência do animal para outros orbes, onde encontra condições mais favoráveis para apressar a sua formação consciencial. O que rege as espécies inferiores e coordena-lhes os movimentos evolutivos é o próprio determinismo evolutivo, ou seja, a ação do Carma sobre os espíritos-grupo, que coordenam e dirigem as espécies animais como uma só consciência coletiva, pois que orienta todo o conjunto ou espécie animal pela qual é responsável, a fim de induzi-lo a agir de modo mais acertado e proveitoso.

Mas, com o decorrer do tempo e a intervenção do homem, não tardam a se processar as fragmentações psíquicas, que logo fazem distinguir as reações dos exemplares entre si e os destacam individualmente no seio do psiquismo instintivo e uniforme do “espírito-grupo” dirigente. Independentemente do controle geral da espécie ou raça, a Lei se desdobra orientando cada exemplar para que consiga a sua emancipação individual.