A Faculdade Mediúnica e o Espiritismo
É evidente que o despertamento do “homem interno” pela disciplina esotérica e a exigência moral superior, que formam as bases da iniciação nos templos iniciáticos, são dignas de acatamento. Mas, embora louvando a iniciação tradicional que, desde épocas remotas, gradua o discípulo estudioso e disciplinado para receber o seu mestre ou “guru” no momento de seu despertamento espiritual, deve-se advertir que a humanidade terrena atingiu atualmente o período do seu mais grave e doloroso reajuste cármico.
Os tempos apocalípticos atuais e a época profética de “Fim dos Tempos” reclamam abertura de todas as portas dos templos iniciáticos, pois o fenômeno mediúnico generaliza-se à luz do dia e se manifesta quotidianamente a todos os homens, independente de raça, casta, cultura ou situação financeira.
Quando o Alto convocou o espírito hábil, genial e laborioso de Allan Kardec para codificar a Doutrina Espírita e disciplinar a prática mediúnica, já tencionava livrar a humanidade dos sortilégios, das invocações lúgubres, das posturas melodramáticas, dos compromissos ridículos, da magia exaustiva e dos ritos extravagantes.
Ainda no século XIX, só os iniciados mais felizes sabiam manipular os ingredientes mágicos e promover o clima de “suspense”, destinados a proporcionar o ambiente favorável para se manifestarem as entidades do outro mundo.
Depois de exaustivos rituais e cantilenas cabalísticas, longo desperdício de tempo, emprego de drogas misteriosas e uso de instrumentos exóticos, eles então conseguiram algumas fugazes materializações de “larvas” ou entes do astral inferior, que se moviam à guisa de fenômenos importantes e assustadores.
Sem dúvida, houve magos que também puderam vislumbrar algumas almas elevadas e seres resplandecentes, mas isso não lhes aconteceu por força dos ritos ou das práticas extravagantes, porém devido ao seu próprio caráter nobre e à sua melhor graduação espiritual.
Embora o fenômeno mediúnico seja manifestação intrínseca do mundo espiritual invisível, ele se manifesta entre os homens de acordo com a sensibilidade, a cultura, a moral, a capacidade nervosa e a dependência do compromisso assumido pelos médiuns antes de se encarnarem.
No entanto, a sua técnica nas relações entre os “vivos” e os “mortos” poderá melhorar consideravelmente, assim que houver maior cooperação da própria ciência terrena, ajudando a eliminar as excrescências mórbidas e os fatores nocivos e ridículos do falso mediunismo. Aliás, inúmeros cientistas e homens de letras, desde o aparecimento do Espiritismo, já contribuíram salutarmente para livrá-lo de superstições e ritos indesejáveis.
É certo que atualmente já não existem as fogueiras da Idade Média, quando as autoridades eclesiásticas torravam os médiuns por considerá-los feiticeiros mancomunados com o Diabo; mas, infelizmente, ainda permanecem acesas as chamas do sarcasmo, da calúnia, do despeito e da injúria!
Num extremo, os cientistas envaidecidos pelos seus pruridos acadêmicos atacam os médiuns e clamam contra o perigo de uma psicose espirítica coletiva; noutro lado, o sacerdócio organizado os excomunga de seus púlpitos, injuriando-os diante da imagem do próprio Jesus, que foi um defensor do amor incondicional!
Mas ninguém poderá deter a marcha evolutiva do Espiritismo, pois os bons médiuns de hoje já dominam os mesmos fenômenos que antigamente exaltavam os profetas, os oráculos, as pitonisas, os astrólogos, as sibilas e os magos.
Graças ao espírito sensato e inteligente de Allan Kardec, as relações mediúnicas entre os encarnados e os desencarnados já se efetuam desembaraçadas das complicações, das verborragias e dos desperdícios de tempo, que eram essenciais à velha magia, pois as práticas mediúnicas sadias nos seio do Espiritismo ocorrem sem ritos exaustivos ou práticas misteriosas.
Quer os médiuns kardecistas de “mesa”, durante as comunicações copiem os notáveis tribunos, expondo em linguagem culta e castiça o pensamento dos desencarnados; quer os “cavalos” de Umbanda cuidem dos filhos do terreiro, transmitindo os conselhos dos “pais de terreiro” em linguagem simples ou arrevesada; quer os esoteristas, em suas “sessões brancas”, se digam inspirados para as prédicas doutrinárias; e os teosofistas confiem unicamente nos seus mestres tradicionais, ou os discípulos iniciáticos aguardem o seu “mestre” no momento de sua maturidade espiritual, isso tudo enfim não passa de fenômenos mediúnicos, embora varie o ambiente de sua manifestação e seja diferente o rótulo de cada conjunto religioso ou espiritualista.
Foi o Alto, e não o homem terreno, quem atribuiu ao Espiritismo a vigilância e o controle da manifestação mediúnica na Terra, além da divulgação dos seus postulados de esclarecimento da Vida Imortal e de renovação moral do homem.
Os fenômenos de materializações e as mais diversas manifestações mediúnicas de comunicação entre vivos e mortos já foram perquiridos, analisados e concluídos pelos mais avançados homens de ciência. Assim, médicos, filósofos, químicos, escritores e estudiosos, como Gabriel Delanne, Leon Denis, Aksakoff, Paul Gibier, William Crookes, Césare Lombroso, Bozzano, Carl Duprel, Gonzáles Soriano, Oliver Lodge, Conan Doyle, Dennis Bradley e outros, recorreram aos mais avançados aparelhamentos de laboratório e de investigações precisas, concluindo pela realidade dos fenômenos mediúnicos e pela lógica dos postulados espiritistas.
Não importa se os adversários do Espiritismo alegam que tais cientistas foram ingênuas cobaias nas mãos de hábeis prestidigitadores! Os aparelhos de precisão e máquinas fotográficas que registraram as experiências não mentem nem distorcem os fenômenos!
Só depois do advento do Espiritismo é que realmente surgiu um corpo organizado, um sistema competente, filosófico, religioso e científico, com o intuito de disciplinar e controlar as experiências com os desencarnados. Os espíritos então preencheram as necessidades dos indagadores; e, além de comprovarem a imortalidade da alma, ainda ofereceram diretrizes para o melhor comportamento do homem no intercâmbio com os “falecidos”.
Antes da codificação espírita, os magos, feiticeiros e iniciados mantinham intercâmbio com os desencarnados, mas só o conseguiam através de práticas absurdas e complexas, para lograr um breve e confuso contato com o mundo oculto.
A codificação espírita é a responsável pela prática mediúnica mais sadia e sensata nas relações entre os “mortos” e os “vivos”, atendendo a promessa de Jesus de que enviaria o “Consolador” para derramar-se pela humanidade.
Desde que o Espiritismo não é uma iniciativa destinada exclusivamente à especulação filosófica “extraterrena”, mas ainda deve zelar pelo exercício eficiente e sensato da mediunidade entre os homens, então realmente lhe cabe vulgarizar o intercâmbio com os “mortos”, para melhor esclarecimento dos “vivos”.
O médium difere do tradicional adepto filiado aos templos iniciáticos, porque deve enfrentar as suas provas e tentações à luz do dia, entre as atividades e vicissitudes cotidianas.
O discípulo da iniciação oculta deve provar suas virtudes e vontade através de símbolos e das reações provocadas pelos “testes” iniciáticos, ao passo que o médium enfrenta as mais duras provas no convívio da família, no ambiente de trabalho, nas suas relações cotidianas, nas obrigações sociais e durante as deficiências da saúde.
O Espiritismo foi inspirado pelo próprio Mestre Jesus para esclarecer os homens, cabendo-lhe atender desde os cérebros mais cultos até os mais pobres de entendimento intelectual. Assim como o Divino Amigo desceu à Terra para servir a “todos” os homens, o Espiritismo também assumiu a responsabilidade crítica de atender toda a humanidade, sem qualquer exceção de seita religiosa, casta social ou privilégio de cultura.
Alguns críticos afirmam que a fenomenologia mediúnica, sob os auspícios do Espiritismo, só atende a um sentido espetacular, uma vez que os fenômenos do mundo oculto impressionam os sentidos físicos do homem, mas não contribuem para despertar a sua natureza Angélica.
De fato, a fenomenologia mediúnica, considerada exclusivamente como espetáculo incomum aos sentidos humanos, não é suficiente para modificar o raciocínio do homem impertinente.
Os fenômenos mediúnicos podem “convencer” o homem de sua imortalidade sem, no entanto, o “converter” à vida moral superior, pregada pelos mais abalizados instrutores do reino angélico.
É justamente por isso que o Evangelho é a base ou o cimento indestrutível da Codificação Espírita, porque o homem, além de reconhecer-se imortal, deve também angelizar-se através da mensagem do Cristo. Assim, pois, que vale a convicção salutar de sua imortalidade, se ele não se prepara para usufruir a ventura espiritual depois da morte física?
Evidentemente, o Espiritismo não é culpado por muitos de seus adeptos não lhe seguirem os princípios de libertação espiritual e renovação moral, preferindo apenas usufruir-lhe os fenômenos que só afetam os sentidos físicos.
A despeito de muitos afirmarem que a generalização da prática mediúnica sensibiliza prematuramente o homem, colocando-o em relação e contato desvantajoso com o astral inferior, quando ele ainda não desvendou os meios de defesa psíquica contra o assédio perigoso dos espíritos perversos e mistificadores, vale lembrar que nenhuma criatura precisa “desenvolver” sua mediunidade, para depois se ligar ao mundo oculto inferior!
Os asilos de loucos estão repletos de indivíduos egressos de todas as religiões e condições humanas, que de algum modo exercitaram sua mediunidade ou participaram de algum movimento espiritualista. Eles se arruinaram pela índole moral deficiente, pelo vício, pela fraqueza moral e espiritual ou pelo débito cármico do passado, e não por qualquer “exercício mediúnico”!
O contato perigoso com espíritos inferiores não é fruto exclusivo da freqüência dos trabalhos mediúnicos de mesa ou de terreiro, mas depende muitíssimo da natureza dos pensamentos e das emoções do homem.
São atitudes desfavoráveis que sensibilizam mediunicamente qualquer pessoa para ligá-la às entidades das sombras:
- a corrupção moral
- o vício degradante
- a paixão inferior
- a lascívia mental ou verbal
Enquanto Rasputin, sem freqüentar qualquer trabalho de desenvolvimento mediúnico, punha-se em contato diário com os espíritos diabólicos, Francisco de Assis, atuando noutra faixa vibratória, podia comunicar-se com Jesus!
O Espiritismo pesquisa, estuda, controla e divulga o fenômeno mediúnico e as relações com os desencarnados, pois isso realmente lhe constitui a base prática dos seus princípios doutrinários em conexão com a Lei do Carma e da Reencarnação.
Tratando-se de doutrina que não depende de rituais, compromissos religiosos ou iniciáticos, e não firma sua divulgação nos ingredientes da magia terrena, mas sim na elevação moral na vida prática, o Espiritismo é realmente o mais credenciado movimento espiritualista para popularizar os fenômenos de contato com o Além.
Embora concordando em que todos os homens são espíritos encarnados, e conseqüentemente médiuns potencialmente inatos, não é preciso que o homem seja necessariamente espírita para só então ser considerado médium; o importante é que ele seja bom e digno a fim de cercar-se de boas influências e atrair os bons espíritos.
O Catolicismo e o Protestantismo não admitem a mediunidade com a denominação específica que lhe dá o Espiritismo, mas consideram-na uma “graça” extemporânea que Deus só concede às almas santificadas. No entanto, a interpretação diferente ou a denominação do fenômeno mediúnico não lhe muda o caráter só porque se revela noutro ambiente espiritualista ou ocorre num seio religioso adverso aos postulados espíritas.
Tanto a Bíblia como as histórias das religiões católicas e protestantes estão repletas de relatos de visões e outros fenômenos mediúnicos, malgrado os explicarem à conta de “milagres” ou “graças” inesperadas outorgadas por Deus.
E isso se comprova pelas visões proféticas de Dom Bosco, Francisco de Assis, Antônio de Pádua, Papa Pio XII, Tereza de Jesus e outros, inclusive pelas aparições de Lourdes e Fátima, que também não passam de fenômenos mediúnicos registrados por crianças e por pessoas “médiuns”.
Muito embora certas instituições espiritualistas procurem sublimar ou aristocratizar os acontecimentos incomuns do intercâmbio de seus adeptos com o mundo oculto, esses foram médiuns na acepção exata e vulgar da palavra, apesar de tentarem disfarçar os fenômenos mediúnicos com uma terminologia iniciática.
A diferença é que o Espiritismo trata o assunto da mediunidade às claras, sem “tabus” iniciáticos ou nomenclaturas complexas; ele os expõe à luz do dia e os examina sem quaisquer ritualismos complicados.
O homem que é beneficiado pelo Alto com o “acréscimo” da faculdade mediúnica, através da Doutrina Espírita, conhece quais são os seus deveres para com o mundo físico e a sua responsabilidade para com a própria alma!
Mas, acima de tudo, quer o médium seja beneficiado pela riqueza ou senhor de um cérebro genial, glorificado pelo academicismo do mundo, ou então apenas criatura paupérrima e ainda onerada pelo fardo da família, o seu dever é servir na medida de suas forças, pois isso é também a tarefa de sua própria redenção espiritual.
Desprezando-se todas as interpretações sibilinas, as nomenclaturas afidalgadas e as graduações excepcionais dos acontecimentos iniciáticos de muitas instituições espiritualistas, em essência elas são puro fenômeno mediúnico.
Como exemplo, pode-se citar a Sociedade Teosófica, em que Helena Blavatsky, o bispo anglicano Leadbeater, Geoffrey Hodson, Elsa Barker e outros filiados eram médiuns que receberam comunicações diretas ou indiretas do mundo oculto, apesar de lhes darem uma procedência completamente oposta ao fenômeno propriamente mediúnico e o modo como o encara a Doutrina Espírita.
Embora tais movimentos espiritualistas ou religiosos não usem em seus domínios o vocábulo “médium” na sua expressão espiritista, nem por isso os seus medianeiros deixaram de se enquadrar na técnica sideral da manifestação mediúnica, quando captavam mensagens diretamente de seus Mestres, ou o faziam por intuição.
As escolas Teosóficas, Rosa-Cruz, Esotéricas e Yogas sempre evitaram em seus ensinamentos e práticas o contato mediúnico com as regiões inferiores do mundo invisível, assegurando que: “assim que o discípulo está pronto, o Mestre também aparece”. Louvavelmente, propõem que os seus adeptos se modifiquem primeiramente em sua intimidade espiritual, para só depois tentarem as relações com os seres etéreos do mundo invisível.
Não há dúvida de que se trata de uma disposição sadia, meritória e sensata em relação ao mediunismo, mas nesse campo o Espiritismo revela-se movimento popular e de amplitude geral, destinado a todos os homens.
Muito antes de atender somente àqueles que já se colocam no “Caminho da Verdade”, ele se destina a amparar principalmente os homens incrédulos, desajustados e torturados pela eclosão de sua mediunidade de prova.
O despertamento da faculdade mediúnica nos médiuns de prova exige cuidados urgentes e roteiro seguro, a fim de se evitar o fracasso do programa delineado pelos mentores no Astral.
A manifestação mediúnica não depende da crença ou poderio religioso, nem de convicções pessoais do homem ou do ambiente onde vive, mas é conseqüência inalterável do compromisso que o espírito assumiu antes de se reencarnar, cujo mandato ele requereu em seu próprio benefício e deve ser cumprido na hora aprazada.
Quer então seja ateu, participe do ambiente espírita, devote-se a qualquer seita religiosa ou tenha se comprometido com alguma instituição iniciática, a faculdade mediúnica de “prova” eclode no momento exato em que se deve realmente iniciar a sua tarefa sacrificial.
Ignoram muitos teósofos, esoteristas, rosa-cruzes e alguns outros fraternistas filiados a cursos iniciáticos que, embora se deva louvar o método ideal de o homem desenvolver conscientemente suas faculdades ocultas, independentemente do intercâmbio espiritual sadio com as almas superiores, desde que reencarne na matéria comprometido em exercer a “mediunidade de prova”, tem ele que se submeter ao processo gradativo e disciplinado pela técnica espírita de desenvolvimento, preconizada por Allan Kardec.
No entanto, os homens que, devido ao seu elevado aprimoramento espiritual, são médiuns naturais, já usufruindo o dom espontâneo da intuição pura, é fora de dúvida que sempre apresentarão as condições psíquicas incomuns e satisfatórias para lograrem graduação destacada em qualquer doutrina ou instituição iniciática, sem precisar exercer a função passiva de médium em serviço com os espíritos do astral inferior.
Já aqueles que, em vidas pretéritas, abusaram do seu comando mental e serviram-se de sua inteligência lúcida para tripudiar sobre os menos agraciados pela sorte, que pela cupidez, egoísmo, avareza ou calúnia usufruíram os bens alheios, semeando prejuízos irreparáveis, hão de cumprir o seu mandato mediúnico na condição humilhante de ceder sua organização carnal para que velhos adversários, comparsas ou vítimas do passado possam reajustar-se mais brevemente aos preceitos do Cristo.
Espiritismo × Mediunismo
É conveniente, de início, distinguir-se o que é Espiritismo e o que significa Mediunismo. Espiritismo é doutrina disciplinada por um conjunto de leis, princípios e regras, que tanto orientam as relações entre os espíritos encarnados e os desencarnados, como também promove a renovação filosófica e moral dos seus adeptos. No entanto, a faculdade mediúnica pode existir independentemente de a criatura ser espírita ou mesmo indiferente aos fenômenos mediúnicos.
Há médiuns que operam em vários setores espiritualistas, mas não aceitam nenhum dos postulados básicos do Espiritismo, assim como também existem espíritas que são alérgicos às sessões mediúnicas e se interessam exclusivamente pelo conteúdo filosófico da doutrina.
Aliás, muitas vezes é preferível admitir unicamente os conceitos lógicos e sensatos com que Allan Kardec integrou a codificação espírita, antes mesmo de se buscarem provas e coligirem os princípios doutrinários do Espiritismo por intermédio de alguns médiuns manhosos, tolos, anímicos e preguiçosos, que nem sempre mantém conduta regular no mundo profano.
Só pelo fato de se verificar a atuação de espíritos em qualquer gênero de trabalhos mediúnicos, não se infere disso que ali se pratique Espiritismo. A Doutrina Espírita só é realmente confirmada em sua prática quando, independentemente dos fenômenos mediúnicos, os seus adeptos aceitam e cultuam as suas regras e os seus princípios morais elevados no trato da vida material.
É necessário que os adeptos da Doutrina Espírita, muito além de assíduos espectadores das reuniões mediúnicas e pedintes contumazes e incorrigíveis dos benefícios doados pelo Além, se integrem, também, ao cumprimento incondicional dos seus postulados morais que, acima de tudo, devem melhorar a conduta do homem.
Antes da Codificação Espírita, já existiam espíritos sofredores que eram doutrinados no Espaço, e dispensavam os trabalhos mediúnicos na Terra, pois isso é tarefa comum no Astral, e dispensa mesmo a interferência dos encarnados.
Mas, em face da época profética de “fim de tempos” e seleção espiritual, além da carga magnética inferior que satura todo o orbe, os Mestres Siderais autorizaram a eclosão da mediunidade entre os homens, a fim de cooperarem espiritualmente na redenção dos seus irmãos infelizes desencarnados.
Em conseqüência, o Espiritismo é o movimento espiritualista mais eficiente e sensato para disciplinar os médiuns e orientar-lhes as relações perigosas entre “vivos” e “mortos”, dando-lhes a garantia e segurança contra as investidas malfeitoras do mundo oculto; por isso, é doutrina sem mistérios, tabus ou compromissos religiosos.