O Médium Anímico-mediúnico
O médium que é ao mesmo tempo anímico e mediúnico abandona o seu corpo físico, mas não o cede a ninguém; ele mesmo é quem toma conhecimento dos fenômenos do mundo astral e depois os relata, convicto de que esteve sob a incorporação ou influência de um desencarnado.
O médium anímico-mediúnico é aquele cujo espírito se afasta do seu organismo material e, em liberdade, entra em relação com os espíritos desencarnados, e mesmo com os encarnados.
Trata-se de um médium cujo espírito e perispírito se afastam realmente do corpo carnal durante o sono hipnótico ou por qualquer acontecimento emocional incomum, ficando preso unicamente pelo cordão fluídico ou ectoplásmico, também conhecido por “cordão prateado”.
Esse tipo de médium, enquanto dorme, pode ausentar-se facilmente do seu organismo físico e até manifestar-se à longa distância, em cuja liberdade astral às vezes emerge a sua memória etérica do passado, e ele passa a descrever cenas e fatos de suas vidas precedentes, embora os confunda por vezes com acontecimentos próprios de sua atual existência.
Atuado pela influência regressiva da memória sideral, pode reassumir nas sessões espíritas a sua própria personalidade, vivida em existência anterior, crente de que é agora um espírito desencarnado em comunicação.
Em geral, é criatura facilmente hipnotizável; cede também às sugestões alheias e às vontades mais fortes, entrando rapidamente no transe sonambúlico natural, durante o qual revela sonhos premonitórios, descreve paisagens distantes e reflete com clareza os acontecimentos submersos ou estratificados na sua memória sideral etérica.
Quando hipnotizado, divulga os mínimos detalhes de suas existências passadas e impregna os seus relatos de fortes emoções que impressionam pelo aspecto comovente. A sensibilidade e, ao mesmo tempo, a destreza com que opera fora do seu corpo, faz do médium anímico-mediúnico um tipo eletivo à hipnose, porque os seus relatos são vivos, nítidos e impressionantes.
Embora o indivíduo seja anímico, pois vê e capta no astral os fatos e as idéias que depois reproduz e relata como sendo transmitidos por espíritos desencarnados, é também um tipo mediúnico, uma vez que ele “comunica” pelo seu próprio organismo em “transe”.
Situa-se na categoria dos médiuns de desdobramento ou de bilocação, que podem exteriorizar o seu “duplo-etérico” a consideráveis distâncias e que, em certos casos oportunos, chegam a ser vistos e ouvidos como se estivessem no seu próprio corpo físico.