Ir para o conteúdo
Fraternidade Ramatís
Apostila 13 O Médium de Mesa e o Médium de Terreiro Seção 4 de 5 A Defesa Mediúnica nos Trabalhos de “Mesa” e de “Terreiro”

A Defesa Mediúnica nos Trabalhos de “Mesa” e de “Terreiro”

Nas práticas mediúnicas espíritas, a defesa do médium reside quase exclusivamente na sua conduta moral e elevação de pensamentos, porquanto seus guias de mesa, após cumprirem suas tarefas benfeitoras, devem atender outras obrigações inadiáveis. Por isso, as advertências sensatas e lógicas de Kardec têm por fim tornar os médiuns prudentes e vigilantes contra a penetração de espíritos zombeteiros ou malfeitores.

Já a principal atividade dos terreiros de Umbanda se exerce no submundo das energias degradantes e fonte primária da Vida. Os cavalos lidam com toda sorte de tropeços, ciladas, mistificações, magia e demandas contra entidades sumamente poderosas e cruéis, que manipulam as forças ocultas com absoluto êxito.

Em virtude de participarem de trabalhos mediúnicos que ferem profundamente os labores de espíritos das falanges negras, os cavalos de umbanda são permanentemente alvejados pelas confrarias ocultas malfeitoras.

Em conseqüência, a proteção dos filhos de terreiros é constituída por verdadeiras tropas de choque sob o comando de chefes experientes e decididos, conhecedores profundos da manha e astúcia dos magos negros. Sua atuação é permanente na Crosta terráquea e vigiam atentamente os cavalos contra as investidas adversas, certos de que ainda é muito precária a defesa guarnecida pela “elevação de pensamentos” ou de conduta moral superior, ainda tão rara entre os homens!

Não se trata apenas de confortar o espírito sofredor, comover o obsessor obstinado ou orientar o irmão confuso, como é comum nos trabalhos de mesa, mas ao cavalo de Umbanda compete ser o ponto de apoio, de firmeza, dos pais de terreiros em sua luta pertinaz contra agrupamentos e falanges poderosas das Trevas!

Em conseqüência, os chefes das Linhas e falanges de Umbanda também assumem pesados deveres e severa responsabilidade de segurança e proteção dos seus pupilos, num compromisso de serviço e fidelidade mútua, porém de maior responsabilidade dos pais de terreiros. Daí se explica a necessidade das grandes descargas fluídicas que se processam nos terreiros e dos banhos de ervas recomendados aos cavalos, cambonos e cooperadores, a fim de expulsarem os maus fluidos, convergidos depois dos trabalhos de desmanchos ou demanda entre tribos adversas!