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Fraternidade Ramatís
Apostila 09 O Perispírito — 2ª parte: Corpo Mental Seção 5 de 8 As Egrégoras

As Egrégoras

Há profunda tendência dos pensamentos emitidos por certas pessoas de se atraírem e se combinarem a outros pensamentos de natureza semelhante, resultando um aumento de força, além da produzida pela fonte original.

Assim, os pensamentos misturam-se e combinam-se entre si, deixando a sua marca característica nos lugares onde são aglomerados, compondo uma egrégora ou aura constante do que ali se pensa freqüentemente.

A egrégora é uma composição astral gerada por uma coletividade, pois o pensamento, o desejo e a vontade são forças tão reais e mesmo superiores às mais potentes energias da Natureza; debaixo dessa influência, a matéria astral, altamente plástica, faz-se compacta e toma forma. Então essa egrégora se torna um campo de influência coletiva, impelindo os que dela se interessam, para realizações positivas no mesmo gênero.

Egrégora é uma forma astral gerada e alimentada, mental e sentimentalmente, por uma coletividade, pela persistência de motivos, costumes, devoções ou ideais num mesmo ponto ou objetivo.

Assim, a egrégora é uma forma mental coletiva alimentada pelos pensamentos semelhantes; ela nasce, cresce e amplifica-se conforme a alimentação incessante de pensamentos sob o mesmo diapasão mental.

Os pensamentos emitidos por diversas pessoas visando incessantemente a mesma finalidade, num certo ambiente, terminam por dar-lhe uma cor ou tom mental, facilmente reconhecido pelas pessoas mais sensíveis.

Os lugares, assim como as pessoas, conservam as peculiaridades e características, boas ou más, depressivas ou vitalizantes, agradáveis ou desagradáveis, que são produto da soma dos pensamentos ali entretidos durante muito tempo.

Há grande diferença entre o ambiente sedativo, inspirativo e acolhedor da quietude de uma igreja, em contraste com a atmosfera nauseante, mórbida e coercitiva de um matadouro!

Representação simbólica de uma egrégora: uma massa radiante acima de uma estrutura à beira-mar, com clarões que se elevam ao céu.
A egrégora de um ambiente: a soma dos pensamentos e sentimentos ali entretidos cria uma atmosfera mental própria, agradável ou repulsiva, que todo visitante sente ao chegar.

As pessoas que penetram numa igreja ou templo religioso, embora não sejam prosélitos de tais religiões, não conseguem fugir a um estado de espírito reverente, pacífico e altamente emotivo, que ali se exsuda da soma dos pensamentos e sentimentos das pessoas freqüentadoras, causando impressões mentais superiores.

No entanto, ninguém sentiria a mesma emoção no ambiente de um matadouro, embora possa estar enfeitado com as flores mais belas.

O ar ambiental do mais estético e moderno hospital modifica o pensamento do visitante logo à entrada, não pela sua função material, mas devido à atmosfera mental triste, melancólica e de dolorosa expectativa, que se emana dos enfermos tomados por suas dores e apreensões negativas.

O ambiente de uma penitenciária provoca repulsa, depressão e estímulos inferiores contundentes, devido ao aglomerado mental pernicioso que ali é emitido incessantemente por facínoras, tarados, ladrões, viciados e malfeitores.

Há aldeias, cidades e nações que despertam nas criaturas suave simpatia ao sentirem a sua atmosfera mental; outras, no entanto, embora mais progressistas e fascinantes, desagradam-nas à primeira vista, porque sentem a composição hostil dos pensamentos dos seus moradores.

As cidades novas são estimulantes e otimistas, assim como a juventude; mas as metrópoles envelhecidas e condenadas ao desaparecimento breve traem a sua imanência mental pessimista.

As pessoas costumam dizer que gostaram do “ar” desta ou daquela cidade, deste ou daquele povo e, inadvertidamente, estão realmente se referindo ao espírito ou egrégora mental da mesma.

Esse ar peculiar, agradável ou desagradável, é como o calor que persiste num aposento mesmo depois de extinto o fogo; ou como o perfume que continua fragrante na sala, após retirarem o frasco ou as flores que ali estiveram.