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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 03 O Plano da Criação Divina Seção 6 de 7 As Hierarquias Espirituais, os Engenheiros Siderais e o seu Papel no Plano da Criação

As Hierarquias Espirituais, os Engenheiros Siderais e o seu Papel no Plano da Criação

A consciência espiritual de Deus é o único Comando, controle e fundamento do Universo! As galáxias, constelações e sistemas planetários e os diversos reinos da Natureza, que constituem os orbes físicos, são manifestações ou materializações deste Psiquismo Cósmico em sua descida vibratória criativa. Nesse processo, Ele pode dispor de tantos centros de governo psíquico, no macro ou no microcosmo, conforme sejam as características criadoras exigidas nos campos, sistemas ou quaisquer unidades de Vida.

Em verdade, Deus serve-se dos seus próprios filhos para exercer esse governo disciplinado e criativo universal, uma vez que eles são potencialmente o próprio Cosmo em miniatura.

Os Espíritos são uma das Potências da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para a execução de seus desígnios providenciais (a Providência Divina) em todos os níveis siderais.

Toda a obra Divina só é concretizada graças à infinita e imensurável hierarquia espiritual de elevada estirpe, poder e sabedoria, que cria, disciplina e aperfeiçoa os mundos em cada “Grande Plano” ou “Manvantara” da Criação, com seu limite extremo superior situado na própria Consciência Espiritual de Deus e o extremo inferior na consciência do próprio homem.

Deus, a Mente Criadora, faz cumprir a sua Vontade através de seus prepostos, mantendo o Cosmo em incessante atividade criadora, obra só concretizada graças à hierarquia de construtores, que se inicia nos espíritos arcangélicos e decresce até se findar no próprio homem limitado no mundo.

Esse é o motivo porque a história religiosa iniciática e esotérica do mundo terreno sempre admitiu a imagem de Deus cercado de uma corte refulgente de entidades de aparência luminosa, a cumprir-lhe a vontade augusta e única.

Para a tradição católica, por exemplo, há O Senhor, sentado no “Trono Divino”, rodeado dos seus Anjos; já as religiões orientais conhecem esses seres radiantes por “Devas”. Os povos orientais antigos e os primitivos celtas mostravam-se familiarizados com a idéia da existência de “deuses” que rodeavam o “Trono do Senhor”, incumbidos das criações e providências mais avançadas e complexas do Universo. Em face de sua aparência harmoniosa e muitíssimo refulgente, que ressalta desses “deuses” tradicionais, reconhecíveis por exímios clarividentes, eles são conhecidos pela denominação de “DEVAS”, que em Sânscrito significa “seres brilhantes”.

Os Devas operam na Criação como prepostos de Deus, e são espíritos que se burilaram nas lutas reencarnatórias, habitando e se aperfeiçoando nas diversas moradas do Pai. Os “Devas Maiores” correspondem aos Arcanjos da tradição religiosa ocidental, e os “Devas Menores” equivalem aos Anjos. O Arcanjo ou Deva Maior, projeta, cria, coordena e ratifica toda a atividade criadora e progressiva, por exemplo, de toda uma constelação, enquanto os Anjos ou Devas Menores, sustentam cada orbe dentro do esquema Arcangélico.

Em conseqüência, a ação angélica pode ser mais íntima e sutil, ou mais periférica e indireta, tanto quanto for a natureza e o aprimoramento de cada reino ou espécie onde ela atua. As galáxias, constelações, os sistemas planetários, orbes e satélites são núcleos de vida psíquica que transitam pelo Cosmo sob o comando de entidades siderais arcangélicas e angélicas que lhes penetram a intimidade física com seu sublime psiquismo.

As auras dos espíritos angélicos e arcangélicos extravasam além dos sistemas siderais (galáxias, constelações, etc.) a que dão forma.

Na sua incessante “descida vibratória”, o Psiquismo Cósmico, que atua e interpenetra todo o Universo, possui as suas “subestações” de transformadores psíquicos, em ordem decrescente e conforme as necessidades dos departamentos da vida “psicofísica”.

Diagrama do descenso vibratório criador do Psiquismo Cósmico: de Deus às formas cósmica, galaxial, constelatória e planetária, aos reinos elementais, mineral, vegetal, animal e hominal, e daí aos reinos angelical e arcangelical de volta a Deus.
O descenso vibratório criador do Psiquismo Cósmico: a esfera de atuação dos Devas Maiores (espíritos arcangélicos) e dos Devas Menores (espíritos angélicos).

As indescritíveis consciências arcangélicas e angélicas, que lembram fabulosos transformadores vivos e receptivos à elevada voltagem divina do Criador, passam dessa forma, a ser doadores de energia sideral mais reduzida e adaptada às consciências menos capacitadas.

O Psiquismo Cósmico, nessa transformação de voltagem sideral, e sem qualquer alteração em sua Unidade Eterna, atinge, dessa forma, todos os núcleos de consciência e de vida. Essas inteligências siderais absorvem e reduzem o “Potencial Virgem” do Criador para que o espírito imortal se situe na percepção consciencial humana e possa recepcionar o “quantum” exato de luz que deve alimentar-lhe o psiquismo e a noção diminuta de “ser” ou de “existir”, num fantástico processo de integração de todas as partes do Cosmo ao Criador, desde as suas mais remotas partículas componentes.

Há uma intercomunicação criativa que pulsa incessantemente desde Deus e interpenetra todo o Cosmo, a unir em ordem decrescente vibratória, desde a consciência arcangélica até a consciência humana no reino hominal.

O Uno está nas partes, e as partes integradas no Uno!

Nesse descenso psíquico procedido pela Consciência Cósmica através das galáxias, constelações e orbes, vão se elaborando, pouco a pouco, numa síntese regressiva, os próprios núcleos das futuras consciências humanas.

O Papel dos Devas Maiores

O comando psíquico arcangélico de uma constelação, conhecido por “Deva Maior” entre os orientais, ou ainda Arcanjo ou Logos Constelatório, atua intimamente nas fímbrias de todas as atividades físicas e psíquicas se cada orbe habitado, ou em elaboração para futura moradia planetária, dessa constelação. Os Arcanjos ou Devas Maiores são os agentes onipresentes e superfísicos da Vontade Criadora do Pai, senhores e diretores de todas as energias, leis, princípios e processos galaxiais, constelatórios, solares, interplanetários e planetários.

Embora o pensamento puro do Onipotente seja o princípio de todas as coisas e de todos os seres, existem elos intermediários entre o “pensar” e o “materializar” divino, que se constituem de leis vivas, operantes e imutáveis, que dão origem à matéria e à energia condensada. Esses conjuntos e leis vivas são Espíritos Arcangélicos, verdadeiros “Engenheiros Siderais”, que apreendem o pensamento divino e o revelam no plano denso da Criação. São entidades dotadas do poder e da força criadora, situados no Plano Anupádico, plano cósmico imediatamente abaixo do Plano Divino, os mais altos intermediários do pensamento incriado do Absoluto.

Essas Inteligências Divinas, como agentes diretos de Deus, pois vibram em perfeita sintonia com a Mente Divina, corporificam e emitem ondas sucessivas de energia criadora inteligente, que se projetam nos espaços, criando os átomos, germes de vida, que potencializam energias, inteligência e amor, os quais se aglomeram e multiplicam dentro das leis divinas pré-existentes, formando os mundos materiais e seus seres. São os agentes inteligentes que animam, santificam e presidem a formação de Universos e galáxias, e que, a seu turno, delegam poderes a agentes seus: os CRISTOS ou LOGOI (“Logoi”: plural de Logos), que, como VERBOS DIVINOS, corporificam seus pensamentos, executando a criação de planetas, satélites e astros em geral (dos diferentes sistemas planetários), de que passam a ser seus governantes espirituais.

Os Engenheiros Siderais são entidades espirituais de elevada hierarquia no Cosmos que interpenetram o pensamento de Deus e o plasmam na forma dos mundos e de suas humanidades ! Através da ação dinâmica do VERBO, “o pensamento fora de Deus”, aquilo que permaneceria em condições abstratas na mente Divina, revela-se na figura de mundos exteriores. Os Engenheiros Siderais são os “reveladores”, na forma tangível, daquilo que pré-existe eternamente no mundo interior, mental e virgem de Deus; são intermediários submissos e operantes dessa Vontade Absoluta e Infinita, para fazê-la pousar até nas rugas das formas dos mundículos microcósmicos.

Eles sustêm em suas auras imensuráveis a consciência física dos mundos e a consciência somática espiritual de cada humanidade. Cada uma dessas Consciências Arcangélicas, que abrange um orbe, sistema planetário ou galáxia, “sabe” e “sente” quais as necessidades evolutivas das humanidades ali existentes, assim como a consciência humana, situada no cérebro físico, sente todas as carências do corpo e providencia-lhe os socorros para a sua sobrevivência. Os Arcanjos Siderais consolidam os mundos e os alimentam em suas primeiras auras constelatórias ou planetárias, e ainda condensam e avivam as centelhas espirituais descidas do seio da Divindade até o microcosmo, e ativando-lhes a dinâmica ascensional.

Todas as formas de vida estão impregnadas dos princípios espirituais: tudo tem alma e tudo evolui para estados mais sublimes, desde o elétron que rodopia no seio do átomo até as galáxias que giram e se arrastam em permanente afastamento mútuo. Os Engenheiros Siderais presidem a ascensão de todas as coisas e seres para a Ventura Eterna. Os Arcanjos Construtores são os “Divinos Condensadores” que se interpõem entre a Luz Máxima, refulgente de Deus, cujo potencial virgem e poderoso desagregaria os espíritos a ela diretamente submetidos e ainda incapacitados de suportar energia tão elevada, e a graduam pouco a pouco, dosando-a até ajustar-se ao nível do homem, através de suas próprias Consciências hemisféricas, galáxias constelatórias, planetárias e mesmo as que operam no comando dos quatro elementos da matéria, nos reinos da natureza, nos continentes e raças humanas.

A série hierárquica dessas entidades, que agrupam em si mesmas o potencial mais alto e depois o transmitem à faixa vibratória mais reduzida em suas próprias auras conscientes, é que permite logicamente o crescimento e a ascensão do espírito humano para a sublime angelitude. Através de sua vibração altíssima e impossível de qualquer receptividade humana, cuja luz e energia criativa, ao incidir diretamente, pulverizaria qualquer ser, o Arcanjo ou Deva Maior é o campo vibratório de toda vida e aperfeiçoamento do sistema planetário onde atua.

Por exemplo, o Arcanjo ou Logos Solar é a consciência psíquica mais evoluída do Sistema Solar, a nossa constelação em particular, e vibra na intimidade de todos os planetas, orbes e satélites que o constituem. O Sol do nosso sistema planetário é o local exato em que atua a consciência do Arcanjo, Engenheiro, Construtor ou Logos da Constelação Solar, que é o alento e a própria Vida de todo o conjunto de seus planetas, orbes, satélites ou poeiras siderais, inclusive todos os seres e as coisas viventes em suas crostas materiais.

Esse Logos não se situa num local ou latitude geográfica do Cosmo; o que o distingue principalmente é o seu estado espiritual vibratório, inacessível ao entendimento humano, e que está presente e interpenetra todo o campo constelatório solar que emanou de si mesmo, em harmoniosa conexão com as outras demais constelações e galáxias que se disseminam pelo Cosmo, e que são, por sua vez, presididas por outras consciências arcangélicas, formando progressivamente a inconcebível humanidade sideral. À imagem e semelhança do Logos Cósmico, o Logos Solar é também uma trindade quando anima, quando transforma de Si Mesmo, um sistema de evolução.

Desde o astro solar até a órbita do planeta mais distante de um sistema planetário, sua respectiva Consciência Arcangélica se estende em todos os sentidos e coordena todas as ações que ocorrem nesse campo de vida, sob a supervisão excelsa da Mente Divina. Por sua vez, cada orbe físico de um sistema planetário possui o seu “Deva Menor” ou Logos Planetário, que sob a ação e comando do Arcanjo do sistema planetário global, cumpre o desígnio criador em semear a vida e incentivar o progresso de todos os reinos sob o seu governo.

O Arcanjo Constelatório projeta, cria, coordena e retifica toda a atividade criadora e progressiva de toda a constelação ou sistema planetário, enquanto os “Devas Menores” sustentam cada orbe do esquema arcangélico. Há um incessante intercâmbio entre as consciências menores, situadas nos reinos inferiores, e as maiores, que interpenetram sistemas e galáxias, sob a vigilância e a coordenação da Consciência Infinita e Eterna de Deus: Não cai um só fio de cabelo ou uma só folha da árvore sem que Deus o saiba!

Muitas criaturas abandonam-se à Intuição e confiam plenamente na Providência Divina porque sabem que, através da escadaria infinita de consciências graduadas no Cosmo, a mais sutil aspiração humana consegue sua realização, de conformidade com o seu merecimento espiritual. Através do oceano etérico concentrado pela sua Consciência Mental e que banha e interpreta também as fímbrias dos átomos dos mundos que condensou em si mesmo, o Logos Solar também atua na consciência dos outros Arcanjos menores que corporificam os planetas e os governam em espírito, numa inconcebível operação harmônica da consciência constelatória, ao comandar instantaneamente as humanidades que palpitam em seus mundos constituintes, e que apresentam os mais variados matizes conscienciais.

O Logos Solar é o condensador sideral que absorve a energia demasiadamente poderosa, proveniente da Mente Divina, e retém em si o “quantum” sideral inalcançado pelos espíritos menores. Os Logoi Solares concretizam, na forma de sistemas planetários, viveiros de almas sedentas de ventura, uma das peças componentes da engrenagem cósmica que faz parte de um Grande Plano. No caso, em particular, de nosso Sistema Solar, o conjunto de orbes, satélites e asteróides em torno do Sol significa o “corpo astro-físico” do respectivo Arcanjo Solar, cuja consciência espiritual é independente da maior ou menor extensão desse sistema planetário, que é apenas seu prolongamento ou sua emanação, assim como o corpo físico é apenas o prolongamento, instrumento ou emanação do espírito humano encarnado na Terra.

Assim como as humanidades do Sistema Solar vivem mergulhadas na Essência Imortal do Logos Solar, que interpenetra todo o cortejo de nossa constelação, também ele se situa intimamente inserido na aura de outro espírito imensurável que, por sua vez, se liga a outro maior, e assim sucessivamente, até cessar o poder conceptual em Deus, que é a última e absoluta Consciência Universal. O refulgente Arcanjo Solar de nosso sistema planetário situa o seu comando no núcleo do Sol porque este é o centro “astro-físico” da constelação, do qual emanam todas as ações e providências necessárias para o governo de seus mundos e humanidades em evolução.

Sua aura abrange todo o Sistema Solar e nutre todos os seres nele pululantes que materializam a Sua Vontade na matéria; é uma entidade viva, pensante e progressiva, inconcebivelmente mais viva do que qualquer um dos mais evoluídos seres a ele afetos, e faz a conexão perfeita entre todos os liames de ação e de vida em nossa constelação. Se, numa comparação, o corpo físico do homem fosse a figura de Deus, então a consciência e a luminosidade áurica de um Arcanjo Sideral seria do tamanho da aura do núcleo de um átomo desse corpo!

Não se deve confundir o “corpo sideral” material e visível de um Espírito ou Engenheiro Sideral, centrado num sistema planetário, com sua “consciência sideral”, do qual o primeiro é apenas o seu prolongamento no plano físico, e que pode ser desintegrado sem que ele fique reduzido em sua consciência, da mesma forma que o espírito humano sobrevive à desintegração de seu corpo físico de uma dada reencarnação. Em termos alegóricos, Deus, como Espírito Criador do Cosmo, realmente deve considerar que os mundos emanados de si são como o seu próprio corpo físico no plano material.

Nesse sentido, se o Onipotente for simbolizado como sendo uma infinita esfera translúcida pejada de mundos e orbes que flutua disciplinadamente em seu seio, essa esfera pode ser subdividida mentalmente em dois hemisférios iguais, duas partes exatas. Embora Deus continue integralmente em toda a Esfera Infinita, essa simples divisão conceitual em dois hemisférios implica em se perceber a necessidade de dois comandos espirituais: duas novas consciências na figura de dois “condensadores siderais”, que devem então graduar o altíssimo potencial e a ilimitada energia de toda a esfera, a fim de situar as cotas correspondentes de cada hemisfério, que passam a ter vida à parte, nessa comparação, embora sem sair de Deus.

Surgem, portanto, os dois Arcanjos Hemisféricos Siderais, que a vontade de Deus situa em termos conscienciais imediatamente abaixo de sua Vontade Infinita, e que atenderão a todas as necessidades da nova vida em agitação nesses hemisférios da hipotética Esfera Divina. Ao se continuar mentalmente subdividindo esses hemisférios, cada Arcanjo correspondente subdividir-se-á em outras duas consciências menores às quais eles também transmitirão sua vontade e poder criador, mas sempre as abrangendo, pois serão criações conscienciais de si mesmos.

Nessa suposta ordem decrescente e redutora, a Fonte Máxima de Energia, que é Deus, desce vibratoriamente e vai compondo novas consciências cada vez menores, sem que por isso fique fora delas, terminando por compor as galáxias, os sistemas estelares, os orbes, os satélites, asteróides e poeiras siderais, onde se reconhece a respectiva graduação de subseqüentes consciências espirituais, que comandam, em ordem decrescente, mas que sempre obedecem hierarquicamente à imediata vontade mais alta.

Todas as galáxias possíveis de serem evocadas mentalmente formam o corpo de um Arcanjo Cósmico, que por sua vez coordena harmoniosamente os Arcanjos de cada galáxia; em cada uma delas, o seu Arcanjo Galaxial controla os respectivos sistemas solares e seus orbes, cujos Arcanjos Solares ou Logoi Solares disciplinam e provêm cada sistema sob a sua direção mental e espiritual, materializam e alimentam a substância e os orbes de seus sistemas. Cada orbe, por sua vez, possui seu Arcanjo Planetário, do qual é o corpo visível, o verdadeiro coordenador das necessidades dos reinos, seres e coisas ali existentes, e que constitui apenas a materialização exterior de sua “vontade espiritual”, ligada ao rosário infinito de outras vontades maiores, que se fundem na Vontade Última, que é Deus.

A Terra, em particular, é a forma visível de uma vontade espiritual que a comanda no seu campo interior e que a criou sob o ritmo da Vontade Maior, descida do Pai, através dos seus prepostos que afloram cada vez mais à forma exterior, vontade essa conhecida como Logos ou Cristo Planetário. O Anjo ou “Deva Menor” é ainda capaz de atuar no mundo material, cuja possibilidade a própria Bíblia simboliza pelos sete degraus da escada de Jacó, mas o Arcanjo não pode mais deixar o seu mundo divino e efetuar qualquer ligação direta com a matéria, pois já abandonou, em definitivo, todos os veículos intermediários (corpos sutis de evolução) que lhe facultariam tal possibilidade.

A fim de poder encarnar-se na Terra, Jesus de Nazaré, espírito angélico ainda passível de atuar nas formas físicas, teve de reconstituir as matrizes perispirituais usadas noutros mundos materiais extintos. Jesus de Nazaré, como agente da Entidade sob cuja jurisdição e dependência a Terra se encontra (o Logos Planetário da Terra), como mundo formado em um sistema planetário, concorreu à formação de nosso globo e de todos os seres que o habitam, passando a ser Governador Planetário.

O Cristo Planetário é uma entidade arcangélica, enquanto Jesus de Nazaré, espírito sublime e angélico, foi seu médium mais perfeito na Terra. Cristo é um Arcanjo Planetário, enquanto Jesus é o Anjo governador da humanidade terrícola. Jesus é a mais Alta Consciência Diretora da humanidade terrena, mas não do Planeta Terra, porque ainda permanece diretamente em contato psicofísico com as consciências terrícolas encarnadas ou não. Ele é o Elo Divino e o mais lídimo representante de aspecto humano que se liga diretamente à Sublime Consciência do Arcanjo Planetário da Terra.

O Comando Sideral do Sistema Solar (o Logos Solar) atua no Arcanjo do Planeta Terra, e este na imediata consciência espiritual abaixo de si e em condições receptivas de sentí-lo e cumprir-lhe a vontade no mundo físico: o insigne Jesus. O mestre angélico, além de ser o Governador Espiritual de nossa humanidade, participou da Assembléia Sideral em que o Arcanjo Espírito do Planeta Terra mentalizou os planos preliminares para a formação de nosso orbe, em perfeita conexão com os projetos maiores do Arcanjo ou Logos Solar do Sistema Solar.

A jurisdição de Jesus assemelha-se a sublime janela viva que se abre na forma material para que o Arcanjo Planetário “veja” e “sinta” o que deve providenciar em seu interior espiritual para atender à progressiva eclosão das consciências humanas delineadas na matéria terráquea. Ante a incessante ascensão espiritual de Jesus e o seu conhecimento cada vez mais extenso sobre a consciência coletiva de nossa humanidade, acredita-se que no próximo Grande Plano ele provavelmente se torne um Arcanjo coordenador na criação dos mundos, sob a jurisdição direta de outro Logos Solar.

Um Arcanjo, Logos Planetário ou Solar, representa a miniatura de todos os atributos de Deus, como seja a Sabedoria, o Poder, a Vontade, a Justiça e, obviamente, o Amor, que é o princípio crístico. Durante o período sob cada signo da tradição astrológica relacionada ao planeta Terra, que dura exatos 2.160 anos, é destacado um dos aspectos do Logos Planetário, condizente com o atributo que deve ser desenvolvido e cultuado pela humanidade terrena em evolução durante o período de vigência desse signo.

Como o Amor foi o principal motivo destacado nos atributos do Logos do Planeta Terra para ser cultuado pelo homem, sob a vibração amorosa do signo de Piscis, todas as atividades missionárias e incentivadoras de nosso mundo atual giram em torno do aspecto CRISTO, ou seja, em torno da manifestação absoluta do Amor, um dos aspectos sublimes desse Arcanjo Planetário, a ser cultuado à parte, em correspondência com o favorecimento do magnetismo astrológico em vigor.

O Cristo Cósmico, em sua generalidade, é o Segundo Princípio emanado de Deus que, na forma do Amor, serve de coesão entre o seu Pensamento Original Incriado e os mundos que os Arcanjos ou Engenheiros Siderais revelam sob a vontade divina; significa, portanto, o estado absoluto do Amor no Cosmo, cimento de coesão entre os astros, e luz pura que alimenta o amor entre os seres. O Cristo revela-se em Deus na plenitude do Amor Eterno; o Cristo Galaxial é o próprio Logos ou Arcanjo das galáxias, mas destacado na sua expressão de Amor sobre os seus demais princípios de Poder, Sabedoria e da Vontade criadora.

O Cristo Solar também é o mesmo Logos Solar, porém acentuado sideralmente no princípio do Amor e distinguido do Poder, da Vontade e da Sabedoria Solar. O Cristo da Terra, conseqüentemente, é a expressão absoluta do Amor do próprio Arcanjo de nosso planeta. A ação angélica pode ser mais íntima e sutil, ou mais periférica e indireta, tanto quanto for a natureza e o aprimoramento de cada reino ou espécie onde ele atua.

A Ação dos Devas Menores

Os Devas Menores ainda representam um elevado estado do psiquismo Cósmico, mas já se constituem nas consciências psíquicas que comandam os diversos reinos da natureza (chamados nesse caso de “Psiquismo Diretor”), e ainda se subdividem em novos sub-comandos instintivos e responsáveis por cada espécie diferente de mineral, vegetal e animal de cada reino: as “Almas-Grupo” ou “Espíritos-Grupo”.

Os Devas Menores atuam nos diversos reinos da natureza operando intimamente desde o reino mineral, vegetal e animal e principalmente hominal. Senhores do psiquismo, pródigos de sabedoria e poder criativo, eles criam, disciplinam, orientam, aperfeiçoam e sublimam todas as manifestações de Vida nos mais diversos planos e regiões dos orbes físicos.

Diagrama dos planos cósmicos (do Mahaparanirvânico ao Físico) cruzados com os reinos da matéria (mineral, vegetal, animal, humana e espiritual), mostrando até que plano a consciência de cada reino alcança.
Até que plano cósmico alcança a consciência de cada reino da natureza — do mineral ao humano e espiritual.