O Grande Plano da Criação Divina e a Descida Angélica
Os velhos mestres do oriente, desde os iniciados dos Vedas há mais de 4.000 anos e dos instrutores da Dinastia de Rama na antiga Índia, vêm propugnando que o Universo é pulsante. Cada ciclo de expansão e correspondente contração é conhecido como “Grande Plano” (“Manvantara” na escolástica hindu), uma pulsação ou “respiração” completa de Brahma, e que compreende 4.320.000.000 de anos do calendário terreno, divididos em duas fases de igual duração, tempo exato em que o Espírito Divino desce vibratoriamente até formar a matéria e depois a dissolve novamente, retornando à sua expressão anterior de puro espírito.
Conforme os Vedas, “uma respiração ou pulsação macrocósmica de Brahma (ou Deus) corresponde a uma respiração microcósmica do homem!” Para Deus, na eternidade da Mente Divina, esse acontecimento entre principiar e cessar a explosão formadora do Universo sideral é tão instantâneo como o explosivo que estoura no período de um segundo terrestre. Aquilo que para Deus se sucede no “tempo” simbólico de um segundo terreno, na contagem do calendário humano, abrange 4,32 bilhões de anos:
- O Sol faz a cobertura astrológica de um signo zodiacal (atualmente no término do “signo de Piscis” e no início do signo de “Aquarius”) no prazo de 2.160 anos exatos, completando uma Era Zodiacal.
- Um grande ano astrológico é formado pela passagem do Sol pelos 12 signos (12 Eras Zodiacais), perfazendo 25.920 anos.
- Dois milhões de signos somam exatamente o total de 4.320.000.000 anos terrestres, ou seja, o tempo em que ocorre um Grande Plano da Criação Divina, chamado pelos antigos atlantes de “Supremo Giro de Ra (Sol)”.
1 Grande Plano = 166.666 Grandes Anos = 2 milhões de Eras Zodiacais = 4,32 bilhões de anos
Um Grande Plano da Criação Divina abrange duas fases ou etapas de igual duração, cada qual com duração exata de 2,16 bilhões de anos do calendário terrestre: o Dia de Brahma, que vai do Big Bang até o ponto de máxima expansão das galáxias, e a Noite de Brahma, que vai deste ponto até o Big Crunch. Deus, embora sendo único, revela-se sob a manifestação exterior do Universo formal, fase em que o Espírito Divino desce vibratoriamente até formar a matéria, ou seja, se expande e pulsa centripetamente até atingir a compactação conhecida por “matéria”, acionando por Sua vontade a energia, sob impulso expansivo e criativo divino, para compor os mundos, as galáxias e os orbes físicos, ou seja, o próprio Cosmo.
Pode-se entender, dessa forma, que o Universo sob esse aspecto está na condição de uma vestimenta transitória da Divindade, constituída por toda a criação física, pois que Deus o interpenetra e o vivifica, enquanto os espíritos se conscientizam, vibram e vivem no oceano cósmico, expandindo-se tanto mais quanto mais absorvem o conhecimento inesgotável e o Amor do Pai Eterno no comando do Cosmo monista. Esse processo de descida vibratória do princípio angélico, em que o Criador faz a criação emanar de Si formando o Universo exterior das formas, e “desce” para criar novas consciências dentro de sua própria Consciência Cósmica, é conhecido como descida angélica.
Apesar de contínuo, esse processo é costumeiramente apresentado subdividido em diversos graus ou etapas da descida do espírito até a expansão da matéria: os Sete Planos da Manifestação Cósmica. A essa fase de descida vibratória às formas exteriores dos mundos materiais, segue-se a fase em que o Espírito de Deus dissolve o Universo morfológico e retorna à sua essência anterior de Espírito Virginal. O Universo é uma sucessão consecutiva de “Grandes Planos” ou “Manvantaras”, a se substituírem uns aos outros, em que se forjam os seres espirituais (as consciências individuais).
A Criação, que é produto do pensamento de Deus, nunca teve começo, assim como não terá fim; não se subordina ao tempo e ao espaço. A manifestação divina é eterna, contínua e ilimitada, e não apresenta em si mesma divisão abrupta em duas fases distintas, como a da descida à forma exterior-matéria e a do retorno ou dissolução da substância; há uma passagem natural de uma à outra fase, num processo infinito.
| 1ª fase — 2,16 bilhões de anos “Dia de Brahma” |
2ª fase — 2,16 bilhões de anos “Noite de Brahma” |
|---|---|
| do Big Bang até o ponto de expansão máxima das galáxias | do ponto de expansão máxima das galáxias até o Big Crunch |
| “Sístole cósmica” — gênese e expansão do Universo Físico (Cosmo) | “Diástole cósmica” — contração e desaparecimento do Universo Físico |
| Fase criativa da matéria — fase em que Deus cria | Fase destrutiva da matéria — fase em que Deus fisicamente desintegra (dissolução ou retorno da Substância) |
| Descida angélica — descida vibratória do Espírito Divino até atingir a forma exterior “matéria” | Desmaterialização — libertação do Espírito Divino da forma, de volta para o seu estado original (essência pura) |