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Fraternidade Ramatís
Apostila 18 Fenômenos de Efeitos Intelectuais: 2ª Parte Seção 3 de 4 Radiestesia

Radiestesia

Radiestesia é a faculdade de se sondar veios d’água, lençóis minerais, pontos auríferos, locais benéficos para plantações, influências magnéticas sobre objetos ou efetuar diagnósticos sobre enfermidades e obter- se indicações sobre os medicamentos apropriados, através da captação de ondas eletromagnéticas por eles emitidas, com o auxílio de pêndulos de metal ou de madeira, baquetas, ou de varinhas de pessegueiros ou aveleiras. O radiestesista é um indivíduo com a sensibilidade psíquica de poder captar e interpretar as ondas eletromagnéticas que emanam dos seres vivos e dos vários reinos da natureza.

Toda capacidade humana que permite ao homem sentir ou ver os fenômenos ocultos aos sentidos físicos pode ser considerada, num conceito mais geral, também uma faculdade mediúnica; nesse sentido a radiestesia também é uma forma de mediunidade. A faculdade radiestésica, um sentido valioso de percepção oculta, é inerente ao indivíduo e não aos instrumentos de prospecção por ele utilizados, e pode ser corretamente desenvolvida e altamente sensibilizada através de experimentações e por estudos intensivos.

Moisés e a Radiestesia

O primeiro êxito de radiestesia que se conhece historicamente no mundo se deu quando Moisés, que possuía faculdades mediúnicas incomuns e era hábil radiestesista, durante o êxodo dos hebreus do Egito, buscou água no deserto para o seu povo sedento. Conforme narra a Bíblia, Moisés saiu com alguns anciãos de Israel à procura de água, munido de sua vara, e quando, por ação de sua intuição avançada, pressentiu água nas proximidades de uma rocha, tratou de sondar-lhe os eflúvios eletromagnéticos (emanações radiestésicas) que irradiavam do local, logrando sucesso de ali encontrar um veio d’água que jorrou, depois de partida a rocha e cavado o solo.

Moisés transformou esse feito, explicável pelas leis terrenas, em acontecimento miraculoso, dizendo que o Senhor o avisara do local onde existia a água, aumentando assim, mais uma vez, a sua fama e o seu poderio sobre o povo hebreu, mediante aplicação de suas faculdades mediúnicas.

O Mecanismo da Percepção Radiestésica

Todos os corpos existentes na natureza, materiais ou de seres vivos, desprendem emanações fluídicas infinitesimais, na forma de corpúsculos imponderáveis, que passam despercebidas às criaturas, como ondas eletromagnéticas. Os minerais, os vegetais e os seres vivos são constituídos simultaneamente de átomos etéricos e físicos que se interpenetram, numa contínua sucessão de forças, atritando-se e influenciando a manifestação de vida em ambos os planos etérico e material.

Os átomos etéricos formam o duplo etérico dos objetos e seres vivos, um fiel e imutável registrador de tudo o que se sucede em seu redor ou na sua intimidade, cujo campo vibratório pode ser justamente detectado pelo operador através dos instrumentos radiestésicos. As pessoas dotadas de faculdades radiestésicas interceptam as radiações eletromagnéticas emanadas das pessoas ou dos objetos que examinam, e que, na forma de eflúvios negativos ou positivos, atuam sobre varinhas de aveleira, forquilhas de pessegueiro ou provocam oscilações em pêndulos de madeira, metal ou ebonite, movidos pelo magnetismo. Conforme sejam essas oscilações, de giro negativo ou positivo, ou sua imobilidade, o radiestesista comprova e assinala as condições favoráveis ou desfavoráveis dos objetos ou seres que examina.

Esses instrumentos de radiestesia, em seus movimentos, servem apenas para transmitir aos sentidos psicofísicos do médium o fenômeno que se processa no mundo oculto das energias primárias, e os assinala tão fortemente quanto seja a sensibilidade eletromagnética do radiestesista. Quanto mais vivas e intensas forem as oscilações dos pêndulos ou o curvamento das varinhas, tanto melhor o radiestesista avaliará a intensidade, o volume ou a radioatividade daquilo que examina. Como a radiestesia é inerente ao homem, seu êxito independe do tipo de material com que são fabricados os pêndulos, não se subordina à sua qualidade e nem mesmo interfere na sensibilidade da recepção do fenômeno. O radiestesista atua, portanto, como um aparelho receptor, seu braço funciona como antena e o pêndulo, varinha ou forquilha representam o detector que amplia os movimentos espontâneos produzidos pelas vibrações imponderáveis exsudadas dos corpos e, dessa forma, os transmite para os seus sentidos físicos.

Os instrumentos de prospecção radiestésica não podem criar a faculdade no homem, a qual, quando existe, lhe é congênita, como toda e qualquer faculdade mediúnica.

Requisitos dos Instrumentos Radiestésicos

Os melhores resultados na pesquisa radiestésica são obtidos quando se empregam pêndulos de material mais neutro quanto possível, por exercerem menor influência no magnetismo que se escoa em circuito fechado pelo perispírito do radiestesista, e permitirem maior fluência e receptividade às ondas eletromagnéticas.

O pêndulo de quartzo é um dos elementos mais apropriados e favoráveis para a sondagem radiestésica, pois se trata de material neutro e de reduzida interferência no campo eletrônico dos corpos em exame, com reduzido percentual de desvios eletromagnéticos.

Ao se operar com forquilhas e varas de árvores ou vegetais seivosos, os melhores resultados se dão quando cortados na lua crescente, isto é, na fase de melhor seiva, em que estão mais sensíveis, sobrecarregadas do magnetismo e da eletricidade vegetal.

A Sensibilidade Psíquica do Médium e os Instrumentos Radiestésicos

Com o decorrer do tempo e maior treino experimental nas pesquisas e estudos, o radiestesista de boa acuidade poderá até mesmo dispensar os instrumentos radiestésicos que servem para acusar as ondas eletromagnéticas emitidas pelos objetos e seres, graças à afinação de sua sensibilidade psíquica, quando então termina sentindo em seu próprio perispírito o fenômeno vibrar psiquicamente. Dessa forma, pode passar a sondar o fenômeno radiestésico na intimidade do seu ser, muito antes de ser acusado pelo movimento pendular ou pela distorção de varas ou forquilhas, bastando aproximar a mão dos objetos ou locais escolhidos para a prospecção, para sentir na ponta dos dedos a direção positiva ou negativa das ondas eletromagnéticas, os sinais de dependência de outros fatores ou a estática, que lhe permite identificar as vibrações neutras.

Outros, de apurada auscultação magnética e muito sensíveis, chegam mesmo a sentir no seu todo psíquico as perturbações orgânicas das pessoas que apenas lhes tocam com as mãos!

Radiestesia × Psicometria

Todos os acontecimentos já sucedidos no planeta se fixaram em definitivo no seu campo etérico (ou “ákasa” na terminologia hindu), e podem ser sondados pelos radiestesistas ou lidos em sua aura pelos psicômetras invulgares, ainda que de modo imperfeito, muito embora esse fenômeno se suceda em outro plano vibratório.

Tanto o psicômetra quanto o radiestesista sondam no éter dos objetos ou dos seres as imagens ou as vibrações dos acontecimentos ali gravados. Ambos exercem seu método de investigação na intimidade da matéria, diretamente através do plano etéreo-astral e no campo magnético dos seres e das coisas, ou seja, no campo energético do seu éter planetário, completamente interpenetrado pelo fluido astralino, que a mente humana influencia com muita facilidade.

MédiumModo de percepção
PsicômetraExamina o corpo áurico e “vê” ou “sente” psiquicamente, pelas radiações etéricas dos objetos e dos seres, os acontecimentos que lhe ficaram gravados, de forma regressiva, através de seu éter refletor.
RadiestesistaCapta as “ondas eletromagnéticas” irradiadas pelo magnetismo que flui por todos os interstícios dos objetos e dos seres, que vibram pelo pêndulo ou outro instrumento de prospecção.

Diferença entre as percepções radiestésica e psicométrica.