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Fraternidade Ramatís
Apostila 18 Fenômenos de Efeitos Intelectuais: 2ª Parte Seção 2 de 4 Psicometria

Psicometria

Psicometria é a faculdade que algumas criaturas têm de poderem “ler psiquicamente”, em objetos ou coisas, as impressões ou imagens na aura etérica destes, a partir das vibrações dos acontecimentos ou cenas a que os mesmos objetos “assistiram”.

A psicometria é, sem dúvida, também uma faculdade mediúnica, pois exige um medianeiro ou intermediário, mas é, entretanto, faculdade rara, que requer avançada sensibilidade psíquica. O duplo etérico de cada objeto utilizado por determinada pessoa grava a imantação dos fluidos desta, que, mais tarde, possibilitarão ao psicômetra treinado identificar e descrever os fatos de sua vida, ocorridos durante o tempo que possuiu tal objeto.

A psicometria consiste em se fazer a leitura da aura dos seres e das coisas, por intermédio de pessoas dotadas de especial sensibilidade (hipersensíveis).

“Ákhasa” ou Memória Etérica da Natureza

Em torno de cada objeto, animal, planta, e do próprio homem existe uma aura invisível e receptiva, que capta, registra ou “fotografa na sua chapa etérica” todas as imagens ou vibrações que ocorreram na sua “presença”.

Fotografia Kirlian de uma pedra, revelando o halo luminoso de sua aura etérica.
Aura etérica de uma pedra registrada por fotografia Kirlian: até os minerais possuem um duplo etérico que registra os fatos de seu entorno.
Fotografia Kirlian de folhas, com o halo luminoso ao redor de cada uma indicando a aura etérica vegetal.
Aura etérica das plantas registrada por fotografia Kirlian.

O éter cósmico tem a propriedade de gravar ou registrar em si todos os fatos circunjacentes, assim como, por exemplo, um disco fonográfico de vinil grava as vibrações sonoras na cera de carnaúba.

A mais sutil vibração de um gesto ou de um pensamento, desde a queda de uma folha seca até a violência de um furacão, permanece eternamente fixada na tessitura delicada do éter, num tipo de faixa vibratória que poderia ser denominada campo refletor.

Fotografia Kirlian de um burro no pasto, mostrando o halo luminoso da sua aura etérica contornando todo o corpo do animal.
Aura etérica de um animal: todos os seres vivos possuem um corpo áurico que grava as impressões do que ocorre em seu entorno.

No futuro, quando a ciência e a religião caminharem uníssonas, sons, odores, imagens e demais freqüências vibratórias serão fenômenos que poderão ser captados através de aparelhamento indescritível aos conhecimentos humanos atuais. O cientista do futuro conseguirá captar as ondas sonoras registradas no éter e torná-las audíveis, proporcionando fascinante estudo investigativo do passado, quando então o homem terreno usufruirá a grata alegria de ouvir cânticos, ruídos, melodias e a multiplicidade de sons que vibram na aura do orbe.

Quando a ciência humana dispuser da faculdade dessa visão etérica, então, em face dos inúmeros elementos materiais das épocas remotas do passado e que ainda existem, espalhadas por todos os recantos do planeta, será possível trazer à superfície e constatar a verdade autêntica e imaculada dos muitos fatos e acontecimentos ocorridos no orbe, que a tradição secular registrou na História, porém completamente adulterados. Como decorrência de tais revelações, a Humanidade conhecerá, então, sem qualquer equívoco, certos fatos que se acham sepultados na noite dos tempos.

A frase evangélica que diz: “Não cai um fio de cabelo da cabeça do homem, que Deus não saiba”, resguarda uma grande verdade psicométrica.

Mecanismo da Percepção Psicométrica

O médium psicômetra, concentrando-se profundamente na “aura” do objeto ou coisa material que pretende auscultar, pouco a pouco vai captando os eflúvios psíquicos da freqüência vibratória que os envolve, e então começa a sentir, pela projeção no perispírito, uma série de imagens que, em ordem decrescente, vão- lhe assinalando os fatos na ordem inversa, de forma regressiva. Supondo, por exemplo, que um competente psicômetra, tomando um anel ou jóia que pertenceu a um fidalgo da corte de Luiz XV, submeta o espectro áurico dessa jóia a uma análise de investigação vibratória, logo então ele começa e se aperceber de todos os acontecimentos que se desenrolaram em torno do referido objeto ou, para melhor definição, de todos os fatos a que o anel “presenciou”, desde o momento em que o dito fidalgo começou a usá-lo; porém, esses acontecimentos surgirão em ordem inversa, isto é, do presente para o passado. Às vezes, para o psicômetra bem desenvolvido, é suficiente um fragmento de papel, tecido, metal ou mesmo de pedra, que permaneceu, por exemplo, nas adjacências de importante cerimônia pública, de uma batalha ou mesmo de fatos sem grande importância, para que ele passe a relatar os acontecimentos “assistidos” pelo objeto.

Comumente, antes de o psicômetra “ver imagens” na tela imponderável, a sua mente é invadida por idéias que lhe criam o estado mental de sintonia necessária à perfeita receptividade dos acontecimentos, que então se manifestam mais clara e perfeitamente. Em certos casos, é uma espécie de “voz interior”, que parece enunciar com antecedência os detalhes mais relevantes dos fatos que serão projetados ou revelados pelo objeto em análise. O fenômeno psicométrico se processa num plano de dimensões completamente diversas das do ambiente material; no entanto, se trata de uma faculdade algo semelhante a um “detector”, porque transforma as impressões etéricas em sinais compreensíveis para o entendimento do psicômetra, revelando a presença de acontecimentos ocultos e situando-se, por analogia, mais perto do conceito eletrônico do “radar”. Aliás, esse é o caminho mais certo para os futuros cientistas construírem aparelhos que terminarão transformando as impressões e ondas sonoras gravadas no Éter Cósmico, o conhecido “Ákasa”, em fenômenos perceptíveis aos sentidos físicos do homem.

Supondo-se, entretanto, que um mesmo objeto tenha sido de propriedade de vários donos e que, por coincidência, tenha sido influenciado por vários acontecimentos importantes, ocorridos com todos os seus possuidores, durante o exame psicométrico surgirão ao mesmo tempo todas as impressões gravadas na sua aura etérica. Nesse caso, o psicômetra só irá sintonizar-se espontaneamente com os fatos e com o dono do objeto que ali houver deixado o fluido mais enérgico, mais vivo, da mesma forma como as ondas de rádio podem ser recepcionadas de tão longe quanto seja a capacidade da emissora.

Durante o processo de psicometria, domina o grau de simpatia ou a relação afetiva do psicômetra para com o tipo de acontecimento mais importante gravado na aura etérica dos objetos e seres, o que, em linguagem técnica, é chamado “recurso seletivo”. Os espíritos desencarnados, desde que haja utilidade ou interesse no caso, podem intervir no fenômeno da psicometria e colaborar com o médium psicômetra, ajudando-o a “ver” ou “sentir” os fatos registrados na aura etérica das criaturas, a fim de adverti-las ou orientá-las com sugestões benfeitoras.

Distinção da Psicometria em Relação a Outras Faculdades Mediúnicas

A classificação dos diversos tipos de mediunidade, estabelecida pelo homem, não lhe invalidam a origem de uma só fonte, que é Deus, pois a essência de todas as faculdades psíquicas é uma só: a Alma do Cosmo. Daí a semelhança que diferentes faculdades mediúnicas guardam entre si, uma vez que a psicometria poderia ser confundida com a vidência, a audição ou a premonição intuitiva, embora se distinguindo perfeitamente quanto à sua aplicação, em que se pode traçar a fronteira onde termina uma e começa outra:

MédiumCaracterística
VidenteVê mentalmente ou astralmente os espíritos desencarnados, quando de sua focalização mediúnica.
Audiente“Ouve” nas mesmas condições que o médium vidente.
Premonitivo“Pressente” os avisos ou advertências sobre acontecimentos futuros.
Psicômetra“Lê” os fatos e as impressões existentes na própria aura dos objetos, coisas e seres que examina, assim como pode mergulhar no passado e rever os acontecimentos e os contatos que os produziram.

Requisitos para o Médium de Psicometria

O psicômetra deve ser um homem de alma bastante cristianizada, pois, tanto quanto mais lograr o afinamento psíquico do seu perispírito, também há de torná-lo cada vez mais transparente e sensível para auscultar o Éter-Cósmico. Para tanto, a prática freqüente de alguns recursos, tais como a meditação, o exercício do controle mental e o auto-isolamento dos estímulos sensoriais exteriores favorecem o aguçamento da sensibilidade psíquica e da auscultação espiritual de objetos e seres.

Recomendações que auxiliam o desenvolvimento e o trabalho do psicômetra:

  • habituar-se à meditação;
  • dominar bastante as sensações pessoais para ter bom controle mental;
  • aprender a isolar-se do mundo físico externo, numa espécie de “auto-hipnose”, a fim de se tornar um núcleo receptivo, captador de vibrações psíquicas;
  • imergir numa suave passividade de auscultação espiritual, de modo a permitir que as imagens chegadas através da sensibilidade psíquica despertem-lhe os ajustes do raciocínio identificador.

A Faculdade Psicométrica e a Capacidade do Médium na Percepção de Vidas Passadas e Premonição de Eventos Futuros

Sendo capaz de relacionar-se telepaticamente com o psiquismo do dono do objeto que investiga, porque todas as coisas se ligam etericamente no seio da Criação, o médium de psicometria não somente recepciona as impressões, influências, sentimentos e as vibrações psíquicas contidas no duplo etérico do objeto, como ainda pode alcançar a própria fonte que produziu tais acontecimentos.

O psicômetra revê, na aura daquilo que examina, os acontecimentos ali gravados, assim como lê e sente as impressões deixadas pelos seus donos, podendo tomar conhecimento de diversos fatos passados com eles. Supondo-se o exame psicométrico de um anel ou jóia que tenha pertencido durante muitos anos a determinada pessoa, é possível ao psicômetra sensível identificar fatos da existência pregressa dessa pessoa, antes mesmo de ela possuir esse objeto! O objeto ou coisa investigada, nesse caso, expõe o passado ao psicômetra, e o relaciona com a subconsciência do seu antigo dono, quer ele esteja encarnado ou desencarnado, porquanto não há ruptura nem descontinuidade na ligação dos fenômenos psíquicos ocorridos, independentemente do tempo e do espaço.

A criatura que pessoalmente se recorda de suas existências passadas, apenas transforma em conhecimento atual aquilo que vive na forma de sinais, impressões ou influências, na sua memória etérica. Lembrar-se do passado é “sustar” ou “deter” os fatos etéricos gravados no próprio perispírito, transformando-os em imagens reconhecidas pelo cérebro físico, e compreensíveis devido à comparação com os fenômenos atuais. A memória etérica se revela para a consciência física em vigília com tanto mais sucesso, quanto maiores forem a sensibilidade psicométrica e a transparência perispiritual do ser.

É por isso que o psicômetra muito sensível também se recorda facilmente de suas próprias vidas anteriores, pois o fenômeno que ele vive, através dos fatos e das impressões que recolhe dos objetos alheios, pode vivê-lo em si mesmo, pela auscultação daquilo que se gravou na sua própria aura etérica. Quando a faculdade da psicometria, aliás, rara ainda, é bastante avançada, fica aumentada a faixa de auscultação psíquica e, assim, o psicômetra tanto mergulha no passado através do processo psicométrico como, libertando-se espiritualmente do tempo e do espaço, pode prever o futuro com louvável certeza.

Os reencarnacionistas sabem que a alma traz impressa no seu perispírito o programa cármico do seu futuro, pois terá de se submeter a experiências que lhe avivem certas qualidades embrionárias, e lhe retifiquem determinadas arestas espirituais. Deste modo, o bom psicômetra consegue profetizar certas seqüências futuras, referentes aos que deixaram refletidos na aura etérica dos objetos os seus sentimentos ou temperamento particular. Assim como, ao ser lançado um foguete ou rojão, em noite escura, pode-se prever ou “profetizar” que haverá um clarão fosforescente no céu dentro de certo tempo, também o psicômetra percebe certos fatos que no futuro ocorrerão com aqueles que se imantaram aos objetos ou coisas que serão psicometradas.