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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 07 Os Chacras do Duplo Etérico Seção 6 de 7 Características dos Principais Chacras do Duplo-Etérico

Características dos Principais Chacras do Duplo-Etérico

São em número de sete os chacras mais importantes do duplo-etérico, embora existam mais três centros de forças menores em desenvolvimento nas criaturas, porém de somenos importância nas relações entre o mundo oculto e o plano físico (ver quadro comparativo ao final deste item). Além destes, há ainda chacras considerados secundários e mesmo terciários no duplo etérico do homem.

A localização dos chacras no corpo (à esquerda) e os 21 chacras menores (à direita).
A localização dos chacras no corpo (à esquerda) e os 21 chacras menores (à direita).

Chacra Básico, Raíz, Kundalíneo ou Fundamental

O chacra básico é o mais primitivo e singelo de todos em sua manifestação, um dos principais modeladores das formas e dos estímulos da vida orgânica.

O centro básico (base da espinha dorsal), de quatro raios, e o percurso da força até o cérebro.
O centro básico (base da espinha dorsal), de quatro raios, e o percurso da força até o cérebro.

Quando muito desenvolvido, mas de insuficiente controle, pode levar o homem à loucura, pois sua ação muito forte acirra o desejo sexual, semeando a satisfação aberrativa. No entanto, o chacra kundalíneo é utilíssimo, pois em função normal e sob disciplina biológica própria do homem superior, reativa os demais chacras através do fluxo de seu fogo serpentino, que se acumula e se distribui à altura do plexo sagrado. Quando a energia Kundalini é controlada e desviada de sua ação agressiva e ativadora da sexualidade inferior pelo homem que se mantém sob castidade e discernimento espiritual, então o fluxo vitalizante e sublimado sobe, em proporção benfeitora, pela coluna vertebral até o cérebro, irrigando-o energeticamente até fazer redobrar as atividades mentais do mundo superior.

Torna o homem lúcido, dinâmico e portentoso ao nível das vibrações crísticas, e sua ação se exerce pela intimidade espiritual da criatura. Sob o comando de um espírito superior, de alta graduação e de vida sacrificial em favor da humanidade, a energia primaria do chacra kundalíneo se sublima, pela contínua aplicação somente às coisas elevadas, fazendo com que os seus resíduos deletérios baixem para o subsolo do planeta, local de onde provieram.

Chacra Gástrico ou Umbilical

É um centro de forças etéricas de natureza rudimentar, e quando é muito desenvolvido, o homem aumenta sua percepção das sensações alheias, uma espécie de empatia, pois adquire um tato instintivo ou sensibilidade astral incomum, que o faz aperceber-se das emanações hostis existentes no ambiente onde atua, e também as vibrações afetivas que pairam no ar.

O centro umbilical, de dez raios — matizes de vermelho com muito verde.
O centro umbilical, de dez raios — matizes de vermelho com muito verde.

Chacra Esplênico

O chacra esplênico, de excessivo magnetismo, é o principal centro energético vitalizador do corpo físico, funcionando ainda como o auxiliar do metabolismo da purificação sangüínea. Sua função energética muito intensa torna-o um pequeno sol rodopiante, emitindo cintilações ao absorver Prâna, impregnado de forças ativas solares, na forma de glóbulos de vitalidade do Sol, naturais na atmosfera, que promovem a revitalização sangüínea, favorecendo o aumento na produção de glóbulos vermelhos, em conjunto com demais forças magnéticas do orbe planetário.

O centro esplênico (estrutura): seis raios, brilhante e de cor solar.
O centro esplênico (estrutura): seis raios, brilhante e de cor solar.
A força vital entra no átomo físico último — a formação do glóbulo de vitalidade.
A força vital entra no átomo físico último — a formação do glóbulo de vitalidade.
O glóbulo de vitalidade: um átomo central e seis ao redor, mantidos coesos pela força do Segundo Logos.
O glóbulo de vitalidade: um átomo central e seis ao redor, mantidos coesos pela força do Segundo Logos.

Depois que o centro esplênico atrai e incorpora as energias do meio ambiente, como a eletricidade, o magnetismo, os raios cósmicos, as emanações telúricas e as energias projetadas do Sol, ele as desintegra e as distribui na forma de átomos etéricos saturados de Prâna, anexando-os às diversas partes do corpo físico, conforme as funções vitais de cada órgão ou sistema orgânico, através do sistema circulatório, ao qual se acrescentam outras energias que fluem através dos chacras frontal e coronário, impregnando, desse modo, o conteúdo do sangue com o tom espiritual da alma imortal.

O centro esplênico: absorção e decomposição dos glóbulos de vitalidade.
O centro esplênico: absorção e decomposição dos glóbulos de vitalidade.
O centro esplênico: dispersão das partículas de vitalidade (cores) para os demais centros.
O centro esplênico: dispersão das partículas de vitalidade (cores) para os demais centros.

O chacra esplênico também regula a entrada do Prâna para todo o duplo-etérico do homem (o corpo vital intermediário e energético entre o perispírito e o corpo físico), pois tem por função principal irrigá-lo e vitalizá-lo em toda a sua contextura. O Prâna, ao ser absorvido pelo esplênico, possui à vista astralina uma coloração branca, síntese de sete matizes de cores fundamentais presentes: o roxo, o azul, o verde, o amarelo, o alaranjado, o vermelho forte e o róseo.

Esquema da distribuição da vitalidade solar pelos centros — das cores aos órgãos excretores.
Esquema da distribuição da vitalidade solar pelos centros — das cores aos órgãos excretores.

Cada matiz, em separado, é uma ondulação energética que atende determinada função orgânica vital do corpo humano, formando ainda novos tons ao fundir-se com as outras energias sutis descidas do Alto. O chacra esplênico também vitaliza o corpo astral, o veículo responsável pelos desejos, emoções e sentimentos do espírito encarnado, e que permite as saídas do espírito quando o corpo físico adormece. O Prâna róseo, ao penetrar pelo chacra esplênico e envolver-se em seu turbilhão etérico, irriga o baço físico, enquanto algumas de suas emanações mais suaves e delicadas atingem o baço do perispírito, resultando uma íntima relação de alta sensibilidade entre ambos os órgãos.

Em seguida, essa energia rosada, distribuindo-se pelo duplo-etérico, enfeixa toda a estrutura da coluna vertebral e depois vitaliza todo o sistema nervoso do indivíduo, pois irriga o bulbo, o cerebelo e os hemisférios do cérebro, e depois desce pelo sistema nervoso central, derramando-se pelos plexos ao longo dessa trajetória; a seguir, ativa as principais glândulas do sistema endócrino.

Os chacras e o sistema nervoso: da energia primária aos nadis, ao sistema nervoso, endócrino e ao sangue.
Os chacras e o sistema nervoso: da energia primária aos nadis, ao sistema nervoso, endócrino e ao sangue.
Os plexos e centros de força, e as cores das excreções pelos centros.
Os plexos e centros de força, e as cores das excreções pelos centros.
Vista lateral da medula espinal e esquema do sistema nervoso autônomo.
Vista lateral da medula espinal e esquema do sistema nervoso autônomo.
Depois de irrigar o corpo físico em toda sua extensão e profundidade, e ativar as relações entre o perispírito e o corpo de carne, o Prâna róseo perde seu tom róseo fundamental, exaurindo sua vitalidade ou energismo peculiar, à medida que se distribui pelos diversos órgãos ou sistemas do homem.

Uma vez cumprida a sua função vitalizante, o Prâna se descolore e passa a fluir algo enfraquecido para o mundo exterior, formando uma aura em torno do duplo-etérico, conhecida como aura vital pelos ocultistas. É a conhecida “aura da saúde”, constituída pela exsudação de Prâna residual, anteriormente penetrado através do chacra esplênico, e que depois passa a se apresentar aos clarividentes num tom róseo bastante descorado, ou num tom azulado pálido. A aura da saúde que envolve o duplo-etérico não deve ser confundida com a “aura do perispírito”, que flui dos corpos astral e mental, cujas emanações e cores obedecem a processo diverso.

O duplo-etérico do homem: (A) envolve o corpo como um cartucho de gás vaporoso; (B) a aura da saúde.
O duplo-etérico do homem: (A) envolve o corpo como um cartucho de gás vaporoso; (B) a aura da saúde.

Características da pessoa quanto à capacidade de seu chacra esplênico absorver o Prâna róseo

Chacra em plena atividadeChacra deficiente (absorção desproporcional às necessidades metabólicas)
Assemelha-se a uma usina vitalizante (“vende saúde”) e deixa ao redor de si uma elevada taxa de energia vital, perceptível nos seus atos, gestos e palavras. Torna-se irritável, hipersensível, com nervos aguçados, e se incomoda ou se aflige por qualquer coisa ou ruído.
As criaturas, cuja aura da saúde é pródiga de energismo, com sua simples presença fortalecem, reanimam, vitalizam e beneficiam terapeuticamente os outros, pois nelas as partículas róseas do Prâna utilizado em seu corpo físico alimentam-se de um magnetismo muito intenso.

No entanto, aquelas cujo chacra esplênico funciona de modo deficiente, tornam-se verdadeiros vampiros involuntários das forças alheias, pois absorvem dos outros as energias que lhes vibram à flor da pele, tanto mais intensamente quanto maior for a sua capacidade inconsciente de captar o Prâna róseo alheio para a sua nutrição pessoal. Os médiuns e passistas que puderem desenvolver com proficiência o chacra esplênico tornar-se-ão excelentes terapeutas, a produzir curas milagrosas ante a abundância de fluidos róseo-prânicos absorvidos, um dos mais eficientes restauradores dos plexos nervosos.

A insuficiência no funcionamento do chacra esplênico pode levar o indivíduo à leucemia, como decorrência da redução da absorção dos glóbulos de vitalidade do Sol presentes na atmosfera, necessários a revitalização sanguínea.

Certas árvores como o pinheiro, o eucalipto, o cedro e a mangueira absorvem do ambiente o Prâna róseo adequado ao próprio homem, e, sob sua sombra ou vizinhança, as pessoas que sofrem de esgotamento nervoso podem manter-se eufóricas e recuperadas em sua saúde ao captarem do mundo oculto as forças benfeitoras que lhes são doadas de modo elogiável e superior por essas espécies vegetais.

Chacra Cardíaco

O chacra cardíaco recebe eficiente contribuição vital do chacra esplênico, cujo Prâna róseo, ao atingi-lo, assume um tom do chamado “raio amarelo”, que penetra no sangue pela via cordial e vitaliza-o, especialmente para que atenda à função cerebral. Para isso, esse raio amarelo, partindo do cardíaco, se eleva até atingir o chacra coronário, no alto do crânio, do que então resulta a consciência dos sentimentos ou das emoções, que costumam estimular as cogitações filosóficas de natureza elevada, confirmando a velha tradição de que o sentimento e a emoção geram-se no coração do homem.

O centro cardíaco, de doze raios, de tonalidade amarela.
O centro cardíaco, de doze raios, de tonalidade amarela.

O homem cujo cérebro é fortemente vitalizado pelos fluidos prânicos do chacra esplênico, depois de combinados com os do chacra cardíaco, apresenta emoções e sentimentos mais propriamente resultantes das elucubrações metafísicas.

Chacra Laríngeo

Situado na perpendicular do fluxo energético prânico para o chacra frontal (do qual também recebe certa cooperação), estabiliza definitivamente a voz da criatura depois da época da puberdade, pois carreia a vitalidade que deve suprir o mecanismo vocal e o dispêndio energético no falar.

Por isso, o chacra laríngeo é um órgão muito ativo e brilhante nos grandes cantores, poetas célebres, oradores sacros e homens que revelam o dom incomum da palavra, o magnetismo, a voz hipnótica. Seu aspecto geral, quando em boa disposição funcional, lembra a tonalidade de formoso raio de luar pousado sobre o mar tranqüilo. A sua cor azul-clara fundamental, bem como o seu tamanho e sua luminosidade variam de acordo com o potencial e a qualidade verbal da criatura, e a sua função e o seu aspecto colorido se modificam rapidamente, de acordo com sonoridade, agudeza ou intensidade com que são pronunciadas as palavras pelo homem.

O centro laríngeo, de dezesseis raios, azul e prateado.
O centro laríngeo, de dezesseis raios, azul e prateado.

É um chacra que influi muitíssimo nos demais centros de força e nos plexos nervosos do organismo humano, porque o ato da materialização das idéias através da fonação é um fenômeno que concentra todas as forças etéreo-magnéticas do perispírito, atuando em vigorosa sintonia com os demais centros energéticos reguladores das funções orgânicas.

Chacra Frontal

O centro etérico frontal se nutre do raio róseo-amarelo vitalizante do chacra esplênico, combinando-o com algo do raio azul do centro laríngeo, e se encontra intimamente ligado com o correspondente centro de forças astrais do perispírito.

Quando abundante de Prâna e em boa atividade com os outros chacras, confere ao homem encarnado, e também ao desencarnado, a faculdade de aumentar ou diminuir o seu poder visual, podendo até mesmo penetrar e observar com êxito a própria vida microbiana, impossível à visão comum.

O centro frontal (entre os supercílios), de noventa e seis raios — metade amarelo, metade azul-púrpura.
O centro frontal (entre os supercílios), de noventa e seis raios — metade amarelo, metade azul-púrpura.

Chacra Coronário

Conhecido entre os hindus por “lótus de mil pétalas”, possui 960 raios principais e um centro menor em turbilhão colorido, apresentando 12 ondulações ou raios.

O centro coronário, de novecentos e sessenta raios — a “flor de lótus de mil pétalas”.
O centro coronário, de novecentos e sessenta raios — a “flor de lótus de mil pétalas”.
Enquanto os demais chacras do duplo-etérico apresentam certa depressão no seu centro vorticoso, lembrando a figura de um pires ou hélice em movimento turbilhonante, o chacra coronário mais se assemelha a um intenso foco de energias giratórias a despedir fulgores na forma de uma cúpula ou coroa fulgurante em torno da cabeça do homem, espargindo radiações que lhe formam um halo luminoso ou aura translúcida.

Este chacra é o centro de forças mais importante do ser humano, de maior potencial e radiações, responsável pela sede da consciência do Espírito e elo da consciência angélica com o mundo material. Os demais centros de forças recebem-lhe o influxo superior e se sensibilizam em suas funções de intercâmbio entre o mundo físico e o mundo oculto. É o mais brilhante de todos os chacras do duplo-etérico e o regente orquestral dos demais centros de forças etéricas, aos quais se liga interiormente, ajustando-os e afinando-os para um metabolismo harmônico, presidindo-lhes as diversas funções sob uma regência ou comando emanados diretamente do Alto. À medida que o homem desenvolve os seus princípios espirituais superiores, seu chacra coronário se transforma num verdadeiro Sol rutilante de beleza inigualável, irradiando matizes de cores impossíveis de serem definidas pela retina física.

A sua ação também é algo convergente à glândula pituitária ou hipófise, que é o único elemento de comunicação físico-psíquica com os planos superiores. Há certas criaturas em que o chacra frontal ainda se acha muito ligado à hipófise, e nelas o centro coronário se apresenta inclinado ou algo desviado, coincidindo e em relação direta com a glândula pineal ou epífise, cuja função psíquica, ainda ignorada pela ciência oficial, é de relevante importância na relação entre o Espírito e o corpo mental inferior.

Nessas condições especiais, o chacra coronário permite a vidência astral, mas como sua ligação com a glândula pineal é um canal que serviu outrora ao ser mais animalizado, tal vidência se circunscreve às regiões inferiores, ou seja, a zona primitiva do mundo oculto, sendo, portanto, de pouco valor ou utilidade ao homem comum, dado que não lhe pode prestar qualquer benefício, em face de seu atual grau evolutivo. Poucos homens, excepcionais em sua evolução espiritual, graças ao desenvolvimento do seu chacra coronário, adquirem a capacidade de abandonar o corpo físico sem interromperem as atividades habituais da consciência, em vigília, podendo manter-se, ao mesmo tempo e cônscios de si, na fronteira do mundo angélico e do físico, num estado de percepção panorâmica, capaz de abranger os fenômenos de ambos os mundos ou planos.

A Igreja Católica Romana costuma pintar seus santos, benfeitores ou líderes com uma auréola de luz dourada em torno da cabeça, comprovando a antiga tradição iniciática de que o chacra coronário é um potencial de beleza que aumenta na medida que progride o Espírito do homem, liberando energia psíquica no contato do Espírito imortal com o mundo físico.