Quantidade de Prâna e Saúde
Os organismos vivos, quando em equilíbrio e harmonia, só absorvem a quantidade exata do Prâna indispensável para manterem o seu corpo sadio e eufórico. O Prâna em excesso no homem afeta-lhe a saúde, pois o sistema nervoso se torna excitado e irregular, configurando em quadro mórbido, que se torna campo favorável às enfermidades físicas; em certos casos, pode resultar mesmo na morte, sob a paradoxal diagnose de “apoplexia vital”. É caso idêntico ao do sangue, que, em excesso, é danoso para o organismo humano, podendo resultar em ataque de apoplexia.
O Prâna em excesso no homem equivale à eletricidade com voltagem muito elevada, que “queima” ou danifica os aparelhos elétricos de capacidade reduzida, adequados a menor quantidade de força.
Em sentido oposto, quando há Prâna em quantidade insuficiente para atender às necessidades vitais comuns, o homem torna-se anêmico e morre pela exaustão. Se o homem realmente se dispusesse a investigar e conhecer a natureza, o potencial e a função do Prâna, sabendo ativá-los nas entranhas de seu organismo, ele conseguiria eliminar certas moléstias ainda freqüentes em sua existência.
Através da purificação de sua respiração e pela graduação consciente e proporcional dessa maravilhosa energia vital para o seu corpo, o homem viveria à semelhança de um seguro aparelho de precisão, com excelente transformador de estabilidade a lhe regular a voltagem mais certa para seu tipo biológico. Nessas condições, o homem gozaria de um equilíbrio vital, semelhante a uma usina viva a fornecer energia vigorosa e criadora, para vitalizar os próprios familiares e proporcionar saúde aos enfermos.
As criaturas que atingem estas condições literalmente são os que “vendem saúde!” Aqueles que dominam o metabolismo e a função dos “chacras”, do duplo etérico, são capazes de repor, de imediato, a carga vital faltante, consumida nas relações com as criaturas desvitalizadas, ou então, reduzir o excesso prânico, que resulta em tensão nervosa, excita os movimentos e conduz o homem a atos violentos, como expansão equilibrante de seu vitalismo. Basta ao homem um conhecimento singelo da fisiologia e dinâmica do chacra esplênico, que absorve o Prâna à altura do baço físico, para saber melhorar a cota e a qualidade de seu sangue, obtendo uma purificação sangüínea capaz de livrar sua pele e seu corpo de excrescências, verrugas, manchas e impurezas.
Os antigos iniciados podiam apresentar-se remoçados e belos, com epiderme viçosa e acetinada, porque conheciam todos os segredos do Prâna e o distribuíam harmoniosamente na sua constituição psicofísica. Já as mulheres que usam excesso de maquiagem apresentam envelhecimento prematuro, pois o Prâna físico que se renova pela pele, rarefaz-se e reflui para a intimidade do corpo ante o entupimento dos poros.
Durante o dia, quando o Sol brilha, aumenta a vitalidade das coisas e dos homens; mas com o tempo sombrio, carregado de nuvens, ou nos dias tristes, diminui gradativamente a formação dos chamados “glóbulos vitais”, que constituem os fundamentos do Prâna, que é a Vida, a Vitalidade em todos os seres e em todos os planos da Criação.
À noite, decai quase que totalmente a manifestação ou a produção do Prâna, quando o homem vive das suas reservas prânicas acumuladas durante o dia.
Depois da meia-noite, o Prâna ou a vitalidade se reduz no orbe, justificando-se, pois, o motivo porque uma hora de sono antes da meia-noite pode valer por duas ou mais usufruídas depois. As desencarnações são mais freqüentes depois da meia-noite, porque os espíritos desencarnados preferem libertar o agonizante quando ele também possui menos Prâna, pois a sua vitalidade mais baixa facilita-lhes cortarem os cordões fluídicos que ligam o perispírito ao corpo.