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Fraternidade Ramatís

O Curso

Apostila 05 Prâna Seção 2 de 7 Função do Prâna

Função do Prâna

Na matéria (Plano físico denso) o Prâna é a energia que edifica e coordena as moléculas físicas, ajustando-as de modo a comporem as formas em todos os reinos: o mineral, o vegetal, o animal e o hominal. Sem o Prâna, sopro indispensável, não haveria coesão molecular e nem a conseqüente formação de um todo definido, pois é ele que congrega todas as células independentes e as interliga em íntima relação, sustentando as formas.

Assim como o cimento une os tijolos de um edifício, o Prâna é a liga, o elo vital ou o elemento oculto que associa os átomos, as moléculas e as células para compor o Universo, no plano material.

A coesão celular formada pelo Prâna assegura a existência de uma consciência vital instintiva, garantindo uma unidade sensível e dominante, que atua em todos os demais planos internos da Vida.

O Prâna é a Vitalidade em todos os planos de manifestação dos seres e das coisas:

Plano de manifestaçãoPrâna característicoFunção ou atuação
ÁdicoPrâna espiritual virginalMantém a figura iniciática do Espírito no seu primeiro plano para a individualização
〃〃〃
MentalPrâna mentalResponsável pela vida do pensamento
AstralPrâna astralNutre o desejo, o sentimento e a emoção
EtéricoPrâna etéricoAlimenta o duplo-etérico através dos chacras
FísicoPrâna físicoEnseja e produz a ação concreta da consciência “física” ou humana

O Prâna manifesta-se, subdivide-se ou incorpora-se conforme a necessidade e a natureza vibratória de cada plano em que o espírito do homem atua. O Espírito, ao “baixar” do seu mundo espiritual para formar sua individualidade consciente nos mundos materiais, submete-se a um processo gradativo inerente a cada plano da vida, sendo esse um fenômeno uniforme em todo o Universo.

No mineral, essa “consciência” em formação permanece estática e adormecida, mas depois evolui para a irritabilidade de “consciência” do vegetal ainda em “sonho”; em seguida, vivendo novos estágios de adaptações, ela alcança o estado de consciência instintiva animal; e finalmente, atinge o raciocínio glorioso do homem! Em todo esse modelamento progressivo e demorado, é o Prâna, ou energia vital, o fio dadivoso que une as contas do imenso colar de moléculas para plasmar as múltiplas formas da Vida!

A Consciência do Espírito “dorme” no mineral, “sonha” no vegetal, “desperta” no animal, “vive” no homem e “cria” no anjo!

O Prâna não é um efeito ou conseqüência da Vida, pois o mineral, o vegetal, o animal e o homem é que são realmente seus produtos resultantes, visto absorverem em sua intimidade o “quantum” dessa energia vital indispensável para se manifestarem no mundo.

O Prâna está presente e atuante em todas as expressões de Vida no Universo, porque ele é a essência vital que alimenta o “combustível” mental necessário ao homem para compor os seus pensamentos e idéias, assim como também vivifica a substância astralina que fotografa e manifesta todos os sentimentos e as emoções do Espírito.

Diagrama em quatro painéis: (1) o átomo físico último; (2) a força vital entra no átomo; (3) o átomo atrai seis outros átomos; (4) a formação do glóbulo de vitalidade, com o átomo original ao centro e seis ao redor.
O glóbulo de vitalidade: o átomo físico último recebe a força da vitalidade e da vontade do Logos e atrai outros seis átomos, formando o glóbulo — um elemento sub-atômico criado e mantido coeso pela força do Segundo Logos.

O Prâna é “sangue vital” de incrível poder e amplitude cósmica, que se manifesta em todos os planos da Vida, pois sua falta implicaria na desintegração e no desaparecimento instantâneo do Universo exterior, que é visível e sensível à consciência humana.