Os Discípulos de Ramatís
Vários dos antigos discípulos de Ramatís estão atualmente reencarnados no Brasil, efetivamente cooperando com entusiasmo nas tarefas daqueles que o conheceram na Indochina, na Índia, no Egito ou na Grécia; os mais afins viveram com ele nas antigas Atlântida e Lemúria. Os discípulos de Ramatís usam os conhecimentos adquiridos para ultrapassar as experiências físicas e sensoriais limitadas pela matéria, respeitando todas as linhas espirituais e compreendendo a necessidade que os homens têm de buscar a Verdade.
Essa busca, segundo explicam, ativa o exercício de vôos mais amplos, que acabam por desvendar a verdade crística do mundo. Seus íntimos e verdadeiros admiradores são incondicionalmente simpáticos a todos os trabalhos das diversas correntes religiosas do mundo. Revelam-se libertos de exclusivismo doutrinário ou de dogmatismos, e devotam-se com entusiasmo a qualquer trabalho de unificação espiritual. O que menos os preocupa são as questões doutrinárias dos homens, porque estão imensamente interessados nos postulados crísticos.
Servem-lhes o ambiente do templo protestante, a abóbada da igreja católica, a mesa branca dos “Tatwas” esotéricos, os salões dos teosofistas, o labor fraternista “Rosa-Cruz”, o acampamento Krishnamurtiano, a penumbra da sessão espírita, o canto dos salvacionistas nas praças públicas, a ruidosidade da Umbanda, as posturas muçulmânicas, os lamentos mosaístas, o fatalismo budista, o silêncio dos iogas, o sincronismo dos cenáculos ou as estrofes mantrânicas dos iniciados.
Não os preocupam os invólucros dos homens movendo-se para solucionar o mistério da vida; sentem a realidade contínua do espírito, que só lhes inspira o amor e a fraternidade, a qualquer momento e em qualquer local! Respeitam e compreendem a necessidade que os homens sentem de buscar a verdade, quando se situam em círculos doutrinários simpáticos, a fim de se exercitarem para os vôos crísticos do futuro. Não se adaptam, porém, a exclusivismo algum, e evitam que os postulados doutrinários lhes cerceiem a liberdade da razão.
A respeito deles, diz textualmente Ramatís: “Não estamos fazendo revelações para todo o mundo; há grupos eletivos para as nossas mensagens e que nos compreendem pela via intuitiva, sem necessidade de demonstrações científicas ou de aplicação de equações algébricas. Esses sentem-nos fundamentalmente, na atmosfera templária do coração. Indiferentes ao veredicto acadêmico, eles consideram as nossas dissertações como de suma importância e de vigoroso ajuste psicológico aos seus anelos de conhecimentos espirituais.
Os nossos simpatizantes atuais, que confiam em nossos dizeres, embora nascidos no Oriente, guardam as tradições de Krishna, de Hermes, de Buda e de outros, porque são egressos das regiões orientais. Eles são mais intuitivos, místicos e sonhadores; algo despreocupados para com a exaustiva objetividade do Ocidente, e nos aceitam incondicionalmente, sem as preocupações formais do intelecto; sentem-nos, profundamente, no silêncio da alma, e advinham a divina realidade do “Eu Sou”.
Vivem um tanto fora das fronteiras rígidas do “espaço” e do “tempo”, símbolo dos vossos entendimentos positivos; são mais negligentes para com as complexidades científicas e, embora vestindo o traje de carne dos ocidentais, os reconhecereis facilmente sob a psicologia inata do oriental. O oriental é essencialmente introspectivo; a sua agudeza mental “sente”, muito antes, aquilo que os outros geralmente só percebem através da matemática da forma. Na profundidade do seu espírito vibra a misteriosa “voz sem som” que, no “caminho interior”, adverte da realidade que transcende o reino de Maya - a Ilusão!
É por isso que o que dizemos, lhes é eletivo; eles sentem na intimidade dos seus espíritos o exótico perfume que se evola, e uma “voz familiar” lhes segreda: “Antes que a Alma possa ver, deve ser conseguida a harmonia interior, e os olhos da carne tornados cegos a toda ilusão. Antes que a Alma possa ouvir, a “imagem” tem que se tornar surda aos rugidos como aos segredos, aos gritos dos elefantes em fúria como ao sussurro prateado do pirilampo de ouro.” Estas palavras quase não têm sentido para o ocidental inato, porque para isso é preciso fazer o espírito mergulhar profundamente no seu interior, abstrair-se da complexidade ilusória da forma exterior, que o oriental sabe ser profundamente enganadora.
Ele inverte fundamentalmente o problema, interessando-se em primeiro lugar pelo que a pitoresca linguagem iniciática chama o “Dhâranã”, ou seja, a abstração completa de tudo que pertença ao universo físico, ao mundo dos sentidos; enfim, à dor de cabeça do cientista ocidental. As nossas palavras revivem-lhes certas emoções fixadas na retina espiritual, enquanto que para os “não eletivos” podem até parecer ridículas ou obscurecedoras da realidade prática. Nenhuma censura ou crítica aos nossos comunicados causará perturbações a esses nossos simpatizantes, nem lhes anulará a confiança que já nos devotam.
Na realidade, as almas se aproximam e comungam em grupos afins com os mesmos ideais e os mesmos sonhos; inútil será que outros se fatiguem para modificar essas simpatias, que se alicerçaram através de milênios de contato espiritual. Há sempre uma elite para cada tipo de mensagens, doutrina ou instrução religiosa; a simpatia íntima dos adeptos só poderia mudar se lhes mudassem, também, o conteúdo psicológico individual, acumulado no passado. Embora não pretendamos criar doutrinas ou seitas, existe um grupo eletivo, inconfundível e coeso, que corresponde intimamente às nossas intenções.”
Atanagildo
Atanagildo é espírito intimamente ligado ao grupo liderado por Ramatís, e foi seu discípulo algumas vezes, principalmente na Grécia, onde viveu várias vezes, tendo lá sua encarnação mais importante ocorrido entre os anos de 441 a.C. e 384 a.C, período em que foi contemporâneo de Platão. Este discípulo de Ramatís é afeito à mesma índole universalista do seu mentor e amigo. Ligou-se ao seu mestre desde antes do êxodo dos hebreus do Egito, tendo-o acompanhado em várias existências físicas, haurindo-lhe os conhecimentos e a técnica espiritual de serviço no Além.
O seu modo eclético é muito comum a todos os discípulos, admiradores e à maioria dos leitores de Ramatís que, em número de alguns milhares, permaneceram mais tempo reencarnados no Oriente, sob a visão protetora da “Fraternidade do Triângulo”. Atanagildo está ligado a um plano de apressamento cármico combinado com Ramatís há alguns milênios, juntamente com outros milhares de espíritos exilados de outros orbes, que tudo fazem para adquirir as qualidades e o padrão vibratório que tanto precisam reajustar, a fim de poderem retornar ao seu planeta de origem.
Ele delineou um plano severo de trabalho, estudo e cooperação aos terrenos, quando ainda se encontrava encarnado no Egito, visando atividades sacrificiais, que poderão auxiliá-lo com mais êxito a obter a sua mais breve alforria espiritual. Desde que se desenvolva com sucesso a execução coletiva desse plano, é provável que por volta de 2.300, ou até do ano 2.400, ele possa se livrar das encarnações na Terra e retornar ao seu mundo planetário, do qual foi exilado assim que na Terra florescia a civilização atlante.
Esse grande plano de aperfeiçoamento espiritual combinado por um conjunto de almas que desejam apressar a sua caminhada, também significa um plano cármico, dentro do carma do próprio planeta Terra. Em virtude de haver sido enxotado de outro orbe físico, em face de seu desequilíbrio espiritual, a Lei Cármica situou esse agrupamento de espíritos na Terra, que é de civilização primitiva e de clima geográfico muito mais rude do que o mundo que perderam. Na sua última romagem pelo orbe, Atanagildo habitou o Brasil, tendo vivido até os 28 anos de idade na cidade de São Paulo, onde desempenhava a profissão de agrimensor (topógrafo), tendo desencarnado provavelmente na década de 40 do século passado; sua identidade permanece no anonimato a fim de se evitar qualquer indiscrição em torno de sua família terrena.
Atanagildo foi incumbido por Ramatís para transmitir, pela psicografia intuitiva, para o médium Hercílio Mães, as obras “A vida além da sepultura” e “A sobrevivência do espírito”, em que descreve o processo de sua última desencarnação, a colônia espiritual Metrópole do Grande Coração, onde passou a habitar no Espaço, além de outras características do plano Astral. Além disso, transmitiu a obra “Semeando e colhendo”, onde revela, através da descrição e análise de inúmeros casos reais, a sublime atuação da Lei do Carma, regendo o processo de reajuste espiritual das criaturas, rumo à eterna evolução.
Nicanor
Nicanor foi discípulo de Ramatís na Indochina e hoje colabora com as falanges que se dedicam ao entrosamento espiritual entre o Oriente e Ocidente. Apresenta-se como um hindu e dá o nome de uma encarnação que teve na Grécia. Nicanor cooperou com a médium de Ramatís, América Paoliello Marques, na transmissão da obra “A rosa e o espinho”, de exortação a temas filosóficos e morais, além de ser responsável por vários capítulos da obra “Mensagens do Grande Coração”, em co-autoria com Ramatís e outros espíritos luminares.
“nhô Quim”
Alguns videntes têm confundido Ramatís com seu fiel discípulo do passado, que o acompanha no Espaço, também indochinês, conhecido por Fuh Planuh, e que aparece com o dorso nu, singelo turbante branco em torno da cabeça e, comumente, com os braços cruzados sobre o peito. É também um Espírito jovem na figura humana, embora conserve reduzida barba de cor escura, que lhe dá um ar mais sisudo. Há dez séculos, Fuh Planuh foi irmão da vestal chinesa que esposou um tapeceiro hindu, nascendo de ambos a entidade hoje conhecida por Ramatís, tendo se tornado discípulo deste após a fundação do seu templo iniciático na Indochina. Mais recentemente viveu perto do litoral paranaense, na figura de “Nhô Quim”, individualização perispiritual de um excelente homem, filósofo sertanejo, espírito arguto, ágil, finíssimo e repentista.
Navarana
Mestra Navarana evoca a suave figura do guru indiano, de amorosa vibração e poderosa mente, um Mestre de discípulos que continua, como na velha e amada Índia, a treinar-lhes o coração e a mente na senda da libertação de samsara – a roda das reencarnações. É um dos integrantes da Fraternidade da Cruz e do Triângulo, dirigida por Ramatís e comprometida com o comando planetário na tarefa de transferir para as mentes ocidentais o conhecimento progressivo das verdades intemporais, chamadas de Sabedoria Oculta.
Apresenta-se vestido de branco e sua aparência lembra a figura ascética de um daqueles clássicos magos do Oriente, cuja fisionomia é serena, mas enérgica. Foi instrutor de mentalismo avançado do discípulo Atanagildo na Metrópole do Grande Coração, colônia espiritual situada no Astral, sobre o território brasileiro, mas com habitantes de marcada ascendência oriental. Foi também um dos mentores do médium Hercílio Maes nos trabalhos de diagnóstico radiestésico de cura de que participava.